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Afinal, o que é essa tal de User Experience (UX)?

Afinal, o que é essa tal de User Experience (UX)?
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20 de junho - min de leitura


Para entendermos o conceito de User Experience (UX) precisamos voltar algumas décadas atrás, mais precisamente no final dos anos 80, quando os computadores passaram a fazer parte do dia-a-dia de milhares de pessoas, não só nos escritórios, mas em suas casas. Amyris Fernandez, Coordenadora de User Experience com 35 anos de experiência profissional, conta a história do surgimento do UX na nossa vida moderna: "vamos lembrar que a primeira vez que vimos um computador desktop na vida foi no início dos anos 80, onde se trabalhava com uma interface preta e verde". Isso era funcional para os objetivos de quem trabalhava com esses primeiros computadores, mas era complicado demais para consumidores de uma forma geral.

No começo dos anos 90, foi se consolidando a ideia de que as interfaces não deveriam ser apenas próprias para a função, mas deveriam ter algo a mais. Essa mudança veio do surgimento dos computadores pessoais com interfaces gráficas. Como trazer essas máquinas para dentro da casa das pessoas, de forma que o mais leigo usuário de tecnologia pudesse utilizá-lo sem grandes dificuldades?

A indústria percebeu que precisava começar a conversar com as pessoas que não estavam acostumadas com a linguagem da máquina e, para atender essa demanda, desenvolveu interfaces gráficas para esses modelos de computadores pessoais. É curioso pensar que foi nesse momento que passamos a trabalhar com cores e ícones, traduzindo para o digital elementos da nossa própria realidade.

A Microsoft trouxe os ícones mundialmente aceitos até hoje, como as pastas para organização de arquivos e o ícone da Lixeira. Consegue imaginar como essa ideia foi revolucionária? "Foi a primeira vez que se pensou em uma interface voltada para um público que achasse fácil, eficiente e eficaz interagir com ela. E que ainda por cima esse mesmo público ficasse satisfeito com o seu uso. Está aí o conceito de User Experience!", explica Amyris Fernandez.

Desde quando começamos a interagir com o ambiente ao nosso redor, nós, seres humanos, sempre procuramos tecnologias para resolver nossos problemas cotidianos. Seja usando um galho para alcançar uma fruta na árvore, seja usando pinturas para nos comunicar com outros humanos, a busca por ferramentas e técnicas que pudessem nos ajudar em nossas missões sempre fez parte de nossa natureza. Com o passar do tempo as interfaces que usamos ficaram cada vez mais complexas, e com o advento do digital, o User Experience se tornou parte essencial para o sucesso desse processo.

UX não é simplicidade, mas experiência

É importante entendermos que um bom design de experiência não significa tornar as interfaces de computadores, tablets e celulares mais simples. Um bom projeto tem sua qualidade relacionada ao perfil de usuário que buscamos atender. Se desenvolvemos um jogo, por exemplo, nosso público final é o gamer. Ele não quer uma interface simples. Muito pelo contrário! Quer gráficos bem trabalhados e interfaces complexas, para que o mundo virtual do seu jogo se torne o mais próximo possível da realidade. Por outro lado, se estamos criando um aplicativo para pessoas da terceira idade, nosso objetivo é outro: tornar os processos naturais e as tarefas simples e fáceis de entender até para quem não tem muita experiência com as ferramentas digitais.

O que esperar do trabalho como profissional de User Experience?

O trabalho de um profissional de User Experience não se limita apenas aos nossos gadgets. Hoje, o digital acabou envolvendo todas as áreas da nossa vida. Nossos carros possuem interfaces digitais nos painéis, nossas geladeiras possuem funcionalidade digitais incríveis, conectando-se com a internet e nos ajudando a fazer a gestão dos mantimentos em casa. Assim como nossas cafeteiras, chuveiros, Smart TVs, aparelhos de som.

O profissional de UX pode desde atuar como um arquiteto de informação, criando protótipos de novos produtos e ferramentas, como também se especializando em testes de usabilidade, onde vai observar como é o comportamento do usuário ao realizar tarefas diversas em uma interface, e percebendo onde estão os erros ou as possibilidades de melhorar a satisfação durante esse uso. Pode ainda, ao longo da carreira, tornar-se um estrategista de produtos, capaz de atingir os objetivos das empresas! Ou seja, User Experience não é apenas design funcional, é o desenvolvimento de experiências incríveis para seus usuários, capazes de transformar suas tarefas diárias em momentos satisfatórios e felizes.

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Tenha uma página sobre a empresa no site e capricheUm ótimo espaço para aplicar o storytelling em seu negócio é na página sobre a empresa. Ali, normalmente, há um texto explicando o que você faz, que tipo de serviço presta, desde quando e outras informações do tipo. Por que não utilizar esse espaço para contar uma história?Você pode contar como surgiu a ideia de começar a empresa, os motivos que o levaram a escolher aquele ramo e todo tipo de informação interessante sobre seu negócio. Assim, você desperta a curiosidade do leitor e pode deixá-lo mais envolvido com sua marca!O restaurante Madero é um que explora muito esse tipo de comunicação para apresentar sua história. Este vídeo, por exemplo, mostra como surgiu o cheeseburguer do chef Júnior Durski.Você pode adaptar conteúdos como o vídeo acima para a página sobre a empresa em seu site.Mas atenção! Você não deve, em hipótese nenhuma, inventar uma história que pareça bonita apenas para chamar a atenção. 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Por exemplo, se você costuma produzir artigos com dicas de maquiagem no seu site, procure contar a história de alguns dos produtos mais utilizados ou da evolução das tendências das makes ao longo da história.Além disso, você pode fazer estudos de caso de outras empresas ou até mesmo contar experiências pelas quais o seu negócio tenha passado e que possam despertar interesse no público. Dessa forma, você engaja seus potenciais clientes e os mantêm sempre ansiosos pelo seu próximo artigo!3. Atenção às palavras na descrição dos produtosSe você tem ou quer criar uma loja virtual, o espaço da descrição dos produtos pode ser um ótimo espaço para aplicar o storytelling. Sempre prestando atenção às palavras-chave para a estratégia de SEO do seu e-commerce, você pode tornar os textos sobre as mercadorias muito mais atrativos.Se você vende, por exemplo, camisetas com estampas de artistas famosos, não precisa se limitar a uma descrição engessada. Por que não contar um pouco da história do artista ou do desenho retratado na estampa da peça de roupa ali na descrição? Dessa forma, a pessoa que se interessar por aquele produto já se sentirá mais envolvida com ele à medida que lê as informações em seu site.A loja de rações naturais para pets Simple Dog, por exemplo, conta como os alimentos são feitos de forma envolvente nas descrições:Seja sua loja virtual montada por um desenvolvedor ou a partir de uma plataforma de e-commerce, você sempre terá um espaço para descrever seus produtos. Então, utilize-o de forma proveitosa!4. Use as redes sociais para contar históriasAs redes sociais são ótimos espaços para divulgar conteúdos, produtos e serviços da sua marca. E, assim como em outros espaços digitais, nelas os usuários também apreciam e se envolvem com histórias bem contadas!Seja no Instagram, no Facebook ou no YouTube, lembre-se de não fazer os posts e vídeos apenas para mostrar os produtos. 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