UX e usabilidade: entenda sua relação e quais são as 6 metas para se aplicar em um desenvolvimento

UX e usabilidade: entenda sua relação e quais são as 6 metas para se aplicar em um desenvolvimento

Ao interagir com um produto, como está a UX e usabilidade do usuário? Ele consegue se localizar e entender como tudo funciona rapidamente? Os possíveis erros são estudados e adotados, para conduzir à melhor utilização?

Todos os pontos e questões ligados à eficácia, eficiência e satisfação, durante a interação com um produto, possuem relação direta com uma boa ou má usabilidade. Entenda melhor esse conceito.

O que é UX e usabilidade?

Os conceitos sobre o que é UX e usabilidade são essenciais no aprendizado sobre o usuário para alcançar melhores resultados. A usabilidade é a habilidade de um sistema em conduzir um usuário a concluir seus objetivos com eficácia, eficiência e satisfação em uma experiência de produto, serviço ou interface.

Ao abordarmos o processo de experiência do usuário (UX), a usabilidade aparece inevitavelmente como um fator fundamental nesse processo, trazendo a seguinte pergunta-chave: "eu consigo usar esse produto?”.

Por mais que um produto tenha uma ótima proposta de valor, se a usabilidade do produto não cumprir com as expectativas, proporcionando dificuldades ou impossibilidades de manejar o produto/interface, sua percepção de valor se torna difícil e a sua permanência no mercado também é comprometida.

Portanto, a usabilidade é um dos principais pilares da experiência do usuário. Trata-se de uma qualidade do sistema, enquanto UX é o conjunto das percepções de uma interação.

Ao colocar em prática, algumas regras de usabilidade do usuário são usadas para a identificação de possíveis erros e acertos no processo de construção de uma interface. Uma das listas de diretrizes mais famosas é a heurísticas de Nielsen, criadas por Jakob Nielsen, muito utilizada nesses processos.

Assim como regras e diretrizes são aplicadas, existem algumas metas de usabilidade a serem cumpridas para que a melhor usabilidade do produto seja garantida. Veja a seguir.

As 6 metas da usabilidade

O principal objetivo da usabilidade é garantir a eficiência e a facilidade de interação, validando e testando a performance de um produto ou serviço e verificando se há a necessidade de melhorias ou inovações, sempre pensando na perspectiva do usuário.

Para isso, existem 6 metas que trazem questionamentos essenciais para garantir a melhor usabilidade. Elas podem ser usadas antes, durante e depois do desenvolvimento de um produto, com o objetivo de avaliar a performance em diferentes aspectos.

Para cada pergunta, é imprescindível realizar uma análise detalhada e não somente respondê-las com um “sim” ou “não”. Isso trará mais certeza na identificação de pontos de melhoria ou inovação em seu projeto.

Confira as 6 metas abaixo:

Eficácia:

Esta meta se relaciona com o propósito do produto/serviço. É a capacidade do sistema solucionar o problema, fazendo o que se espera dele.

Uma interação eficaz permite o alcance dos objetivos desejados, a realização de tarefas, acesso às informações necessárias durante o uso e o aprendizado sobre todo o processo.

Um questionamento fundamental para essa meta: o sistema cumpre com o seu propósito principal?

Eficiência:

Aqui temos relação com a maneira do produto, interface ou serviço auxiliar os usuários para a realização de uma tarefa. Aqui a agilidade e a clareza contam muito.

Por exemplo, quando uma pessoa está em um site de compras, a eficiência pode ser medida ao acompanhar o tempo para a realização de tarefas, como carregar a foto de um produto, fazer uma pesquisa de algo específico, entre outros.

Algumas perguntas ligadas a essa meta: quantos recursos são necessários para realizar a tarefa? A resposta é rápida?

Segurança:

Esse é um fator primordial para tudo e não se refere somente à segurança da informação e a proteção de dados pessoais, mas garantir que o usuário não passe por situação indesejável ou perigosa ao utilizar um produto/serviço.

O principal objetivo dessa meta é prevenir erros e reduzir possíveis riscos, sem limitar a interação do usuário na interface e permitir uma experiência agradável.

Botões como "deletar" e "salvar", por exemplo, se estiverem próximos uns dos outros e uma pessoa clicar na opção errada por acidente, poderá causar uma frustração muito grande para ela, caso a ação não seja sua real intenção no momento.

Botões como "refazer" ou "recuperar" também são ótimas opções para garantir a segurança da usabilidade do usuário, caso esse tipo de situação aconteça e faça parte da meta.

Pergunta-chave: quais são os possíveis erros ao utilizar seu produto e como os usuários podem corrigi-los facilmente?

Utilidade:

Um usuário interage com uma interface ou produto por um objetivo. Nesse processo de experiência, a usabilidade do produto deve fornecer um conjunto de funções esperadas pela pessoa naquele contexto.

Uma pessoa entra em um aplicativo de banco online, por exemplo, para fazer uma transferência. Ao pensarmos nessa meta de utilidade, essa interface também deve oferecer outras funções, como visualizar extrato, bloquear cartão etc. Se não oferece isso, se torna uma plataforma com pouca utilidade.

Perguntas essenciais: o produto permite que os usuários realizem todas as tarefas necessárias? Todas as funcionalidades do contexto estão incluídas?

Aprendizagem:

O usuário deve aprender durante a sua experiência com a interface e, nesse contexto, um sistema deve ser fácil de usar e intuitivo. Se algo é difícil de usar, as pessoas simplesmente podem desistir do processo.

Imagine que uma pessoa entre em um aplicativo pela primeira vez e necessite entrar novamente para realizar a mesma tarefa. O ideal é que ela já tenha esse conhecimento para alcançar o seu propósito na segunda vez, sem nenhum tipo de dificuldade.

Pergunta-chave: o sistema permite o aprendizado de uso facilmente?

Memorização:

Essa meta está muito ligada à anterior. É muito importante que os sistemas usados com menos frequência permitam a memorização de seus processos.

Se uma pessoa interage com uma interface e depois de muitos meses retorna e lembra como realiza todas as tarefas desejadas, comprova que o sistema é intuitivo e permite a memorização, cumprindo com essa meta.

As pessoas não devem reaprender a usar um serviço toda vez que o acessam e, para isso, é necessário realizar um levantamento de como o usuário vê e entende o sistema.

Pergunta-chave: existe algum tipo de suporte para auxiliar os usuários na realização de tarefas (principalmente para as não recorrentes)?

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