Trabalho híbrido: será ele o novo modelo para as empresas?

Trabalho híbrido: será ele o novo modelo para as empresas?

O isolamento social, iniciado em março de 2020, foi a alternativa mais viável para conter a propagação da doença na época. Com isso, em todo o Brasil, os gestores passaram a mudar seus meios de trabalho, transferindo o ambiente corporativo dos colaboradores para espaços residenciais.

No entanto, depois de praticamente dois anos, temos o avanço da vacinação, que auxilia a conter o aumento do número de casos e óbitos. Sendo assim, o que será o "novo normal" depois que as coisas melhorarem? O trabalho híbrido será o modelo de trabalho escolhido pelas empresas? Continue acompanhando este artigo.

Vantagens e desvantagens do trabalho remoto

Antes de introduzirmos o modelo de trabalho híbrido, precisamos entender como que a opção chegou para as empresas. Como comentamos, a crise provocada pelo coronavírus forçou as empresas a reinventarem suas operações e a forma como suas equipes trabalham. E, neste contexto, o trabalho remoto ou home office, como também é conhecido, foi instaurado e os profissionais passaram a trabalhar nas suas casas.

Da noite para o dia, muitas pessoas tiveram de se adaptar e entender o novo momento, sem esperar ou se preparar para isso. E, neste contexto, todos passaram a enxergar vantagens, desvantagens e desafios ao enfrentar esse novo modelo, mantendo e elevando o resultado de suas empresas.

Quando falamos sobre os benefícios do trabalho remoto, existem diferentes pontos que podem ser destacados. Primeiro, as plataformas digitais implementadas no dia a dia permitem a participação de mais colaboradores em webinars, reuniões, fóruns de discussão, entre outras situações que eram mais restritas no modelo presencial.

Outro aspecto que podemos ressaltar é a possibilidade de cada profissional passar mais tempo com suas famílias, trabalhando de casa ou em qualquer outro ambiente que se sinta à vontade e em segurança. Além disso, o equilíbrio entre a vida pessoal com o profissional passou a ser mais frequente.

Por outro lado, também existem algumas desvantagens. Nem todo mundo possui o privilégio de ter uma conexão de internet boa e um ambiente de trabalho favorável para trabalhar. Um exemplo são os próprios filhos, que também passaram a estudar em casa e exigem mais atenção.

Além disso, existem realidades em que o aumento da carga de trabalho, devido à velocidade das mudanças e à urgência das situações, passaram a ser regulares. Discussões rápidas e pontuais que ocorriam no dia a dia no escritório, por exemplo, passaram a demandar a realização de agendamentos ou escrita de e-mails, o que exige mais tempo.


Trabalho híbrido: esse será o modelo escolhido para o pós-pandemia?

Em meio a mudanças constantes, com o avanço da vacinação, as pessoas começam a retornar aos escritórios, mas, em muitas empresas, não da maneira como acontecia antes da Covid-19.

Considerando todos os pontos positivos e os obstáculos existentes no trabalho remoto e presencial, o regime híbrido está em primeiro lugar quando se trata do futuro do modelo de trabalho. Neste caso, o profissional tem a possibilidade de dividir suas atividades entre a sede da empresa, sua casa ou em escritórios flexíveis ou coworkings, como também são chamados.

Existem levantamentos e pesquisas que comprovam essa tendência. No mundo, o instituto de pesquisa da Universidade de Stanford comprovou que 55% dos norte-americanos possuem o modelo híbrido de trabalho como meta. Na China, em um futuro não muito distante, a divisão em porcentagem do trabalho será algo em torno de 60/40 entre presencial e remoto, respectivamente.

No Brasil o cenário também é o mesmo: a consultoria de recrutamento Robert Half divulgou que 95% das organizações do país pretendem ser híbridas de forma permanente. Do ponto de vista do profissional, de acordo com dados da Buffer, 98% dos entrevistados brasileiros gostariam de trabalhar fora dos escritórios em algum momento da vida.

Com todas essas informações, fica clara uma tendência híbrida presente no mercado pós-pandemia. Tudo isso incita diferentes reflexões e pensamentos sobre o futuro do trabalho.

No entanto, se pensarmos sobre a existência de um modelo ideal, a resposta, segundo especialistas, não é o que pensamos até agora. Tudo dependerá sobre qual é o segmento de atuação do negócio, o tipo de produto e/ou serviço oferecido, entre outros fatores que podem moldar o que é essencial para cada empresa. Portanto, cabe entender a realidade e ver se o modelo, ao ser aplicado, pode trazer benefícios para o dia a dia organizacional.

Como criar uma equipe híbrida?

Para criar uma equipe híbrida de sucesso, além de entender o seu segmento no mercado e o que oferece aos seus clientes, é preciso se atentar a outros dois pontos que iremos explicar a você. Confira:

Capacitação da liderança

Aqui vale lembrar de uma expressão popular para entender a importância da liderança: "a palavra convence, mas é o exemplo que arrasta". Qualquer nova implantação precisa ser adotada inicialmente pelos líderes, para que os demais colaboradores se sintam mais motivados pela experiência.

Na prática, é essencial que os donos e gestores incentivem a prática do trabalho híbrido, de maneira que todos se sintam confortáveis com a nova maneira de cumprir suas atividades.

Transformação digital

Além da liderança capacitada, é essencial que as organizações contem com a tecnologia e os recursos digitais necessários para trabalhar com eficiência em diferentes lugares.

É essencial, por exemplo, adotar plataformas para troca de mensagens, realização de videoconferências, entre outras ferramentas para realização e documentação de processos. Todas essas soluções devem facilitar o dia a dia, gerando soluções rápidas e assertivas para os colaboradores.

A Digital House entende que a tecnologia é a maior aliada das empresas nas mudanças positivas de relações trabalhistas e os cenários dentro das startups e empresas. Não há dúvida de que o futuro será cada vez mais tecnológico e as habilidades digitais imprescindíveis no futuro do mercado de trabalho.

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