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SXSW 2021: como criar experiências marcantes e conexão com o público

SXSW 2021: como criar experiências marcantes e conexão com o público
#UX
#Marketing
#Tecnologia
#Dados
22 de março - min de leitura

Os últimos momentos do SXSW 2021 reuniram discussões sobre o novo momento vivido por artistas, as diferentes maneiras de se conectar com os fãs, presença do futuro híbrido e a criação de experiências marcantes.


Como a tecnologia está modificando nossas experiências? A pandemia nos forçou a mudar e repensar a forma como nos divertimos, aprendemos, trabalhamos e convivemos uns com os outros. Com isso surgiram muitas oportunidades de criar novas experiências e melhorar experiências existentes, e este foi um dos pontos bastante discutido ao longo do SXSW 2021.

Este é o último conteúdo sobre o festival, mas você pode conferir o resumo do primeiro dia, segundo dia, e terceiro dia, se quiser. Para hoje, selecionei uma série de palestras sobre o futuro das experiências, desde festivais de música a uma nova forma de transporte.  

Vamos refletir sobre desenhar novas experiências usando tecnologia, design, arquitetura e sentidos.

Sem espectadores: multiversos virtuais criados pela comunidade

Vanessa Mathias - Co-Founder - White Rabbit

Kim Cook - Director, Creative Initiatives - Burning Man Project

Timothy Waldron - Courier Club

Génifère Legrand - Chief Creative Officer - C2 Montréal

Infodemia é um um grande aumento no volume de informações associadas a um assunto específico. Quando começou a pandemia os eventos presenciais foram suspensos e vivemos uma enxurrada de webinars e eventos online, não faltou informação, mas foi difícil lidar com esse novo fluxo.

Ainda sentimos muita falta dos eventos presenciais: falta de contato humano, networking, happy hours, conversas aleatórias fora das salas de conteúdo que muitas vezes fechavam negócios, permitiam trocar de emprego ou até encontrar um novo amor.

Vejamos como cada um desses festivais lidou com a transição para o digital:

Courier Club

Ao invés de cancelar a turnê, a banda Courier Club criou um festival no Minecraft chamado Block By Blockwest.

block by blockwest no sxsw 2021

Foram mais de 30 bandas, havia merchandising à venda e sessões de bate-papo com algumas bandas onde você perguntava num chat de texto e os músicos respondiam por voz.

Burning Man

Foi criada uma versão virtual da Black Rock City, a cidade temporária no meio do deserto deu espaço a uma cidade digital composta de múltiplos universos. Você podia navegar do seu computador, do celular, usando óculos de realidade virtual, etc.

novo conceito do burning man online no sxsw 2021

Era possível participar de várias experiências que incluíam jogos, chats, shows de música, exposições de arte, interagir com objetos 3D, criar seu acampamento virtual, etc.. Vale a pena ver o vídeo para entender um pouco mais.

C2  

Foi criada uma edição online com conteúdo ao vivo distribuído ao longo de 10 dias que também poderia ser acessada posteriormente.

A ideia de distribuir o conteúdo ao longo de mais dias (geralmente o evento acontece em 3 dias) vem do entendimento que, por não estar presente fisicamente, muitos participaram do evento em paralelo ao seu dia-a-dia com reuniões de trabalho e filhos em casa.

Dentro de uma plataforma online era possível interagir com participantes de qualquer lugar do mundo.

O futuro híbrido

Foi um consenso entre os participantes de que o futuro dos eventos deve ser híbrido.  A tecnologia ainda vai demorar muito tempo para trazer para o ambiente online os ganhos e vantagens de se encontrar presencialmente e talvez algumas dessas experiências nunca serão digitalizadas.

A dúvida é: como fazer isso?

Integrar a versão online com a presencial é o desafio sobre o qual todos estão debruçados no momento. Talvez soluções como Microsoft Mesh possam ajudar nesse sentido, mas ainda tem a questão do custo envolvido que não é acessível para todo participante, mesmo dos eventos voltados para um público com maior poder aquisitivo.

painel sobre realidade virtual no sxsw 2021

Pessoalmente passei por situações muito parecidas ao converter o FuTeCH Summit (antigo Social Media Week São Paulo) para o mundo digital e junto com meus amigos da Tambor (que organiza o evento em parceria comigo) percorremos os passos discutidos no painel:

É preciso decidir rapidamente e  dar um "salto de fé" -  Quando decidimos fazer o FuTeCH Summit online não tínhamos nenhuma certeza de que daria certo, mas acreditamos que, se planejássemos o máximo possível, a comunidade (participantes e patrocinadores), embarcaria conosco nessa jornada.

Buscar inspirações nos games - às vezes essa inspiração é muito mais simples do que criar um festival no Minecraft ou uma cidade virtual como os exemplos que vimos aqui. No FuTeCH Summit foram adotados canais de áudio (através do Discord, uma plataforma muito usada por gamers) onde os participantes podiam interagir entre si, com os palestrantes e os patrocinadores.

Encontre o que une sua comunidade - Decidir como seria o evento online partiu da premissa de que o que os participantes do FuTeCH Summit valorizavam principalmente 2 aspectos do evento: conteúdo e networking, então esse foi o nosso foco ao pensar em soluções digitais para nossa transição. 

O caminho para os artistas no futuro

Tim Westergren - Founder & CEO - Sessions (Founder of Lollapalooza)

Marc Geiger - Savelive (Ex CEO & Founder of Pandora)

Muitos artistas hoje contam com as plataformas digitais (Facebook, Instagram, YouTube, Twitter, Snapchat, Spotify, SoundCloud, Tencent Music, etc..) para se relacionarem com o seu público. 

A vantagem dessas plataformas é que a "fricção" é baixa (os fãs já estão lá) e o custo é zero (artistas ganham seguidores naturalmente nessas plataformas ao contrário de empresas que na maioria das vezes precisam investir muito).

A desvantagem dessas plataformas é que os fãs não são seus, eles pertencem a plataforma. Aqui Tim traz uma reflexão: o músico não é expert em marketing, na maioria das vezes ele não sabe o que fazer se tivesse um banco de dados de fãs, ou seja, o esforço para o futuro não é sobre brigar com as plataformas, é sobre pensar de que outras maneiras você pode interagir com o seu fã e criar novas opções de monetização.

painel sobre o futuro das artistas e da música no sxsw 2021

A solução: criar novas experiências

Criar uma loja online hoje é fácil com plataformas como Shopify (ou Mercado Shops no Brasil por exemplo) onde ele pode vender todo tipo de merchandising (camisetas, bonés, canecas, discos de vinil, cartões autografados, etc.)

Abrir um canal de patrocínio no Patreon (ou Catarse Assinaturas no Brasil), em troca de alguns benefícios simples (uma newsletter, ter seu nome divulgado no site) até coisas mais exclusivas (bater um papo com o artista) é possível obter um apoio recorrente.

Licenciar suas músicas e imagem: muito além de permitir que sua música seja usada em filmes e séries, é possível vender o licenciamento  para Podcasts, Games ou ainda criar brinquedos, perfumes, acessórios, etc.. tudo com pagamento de royalties regulares ou mediante um grande investimento único.

O importante é pensar do ponto de vista dos fãs, e a partir daí pensar em categorias: produtos de comunicação, digitais, físicos, customizados, para imprimir em casa, etc...

O mais importante é ter a mente aberta e entender que o mundo da música vai continuar a se transformar frequentemente e essa mudança é liderada principalmente pelos fãs que querem consumir música de outras maneiras, não adianta querer brigar com as plataformas, elas estão atendendo as necessidades de um público.

Esqueça o medo: as táticas que os profissionais de marketing precisam agora

Nancy Harhut - Chief Creative Officer - HBT Marketing

Medo é um estímulo poderoso para o marketing, falar que a promoção vai acabar logo, que são as últimas unidades, isso provoca um medo de perder uma oportunidade, de ficar de fora de uma tendência da moda.

Em tempos de pandemia, usar medo como gatilho de vendas pode afastar seu cliente completamente de você. Nessa palestra Nancy deu algumas ideias de como usar outros motivadores para criar uma melhor experiência de compra para o seu consumidor, desde o consumo da sua propaganda até o checkout.

Faça seu cliente se sentir no controle

As pessoas adoram estar no controle, atualmente vivemos numa era onde perdemos parte do controle sobre nossas próprias vidas. Fomos forçados a mudar a forma como trabalhamos e nos divertimos.

- Dê opções aos seu cliente: 2 a 4 opções são suficientes, muitas opções podem tornar sua escolha difícil

- Diferentes tipos de produto, diferentes formas de pagamento

- Descreva de forma clara todo o processo de compra e vá sinalizando quais são os próximos passos

- Lembre-o a todo momento que ele pode devolver, desistir, para e continuar depois, etc...

Deixe sua propaganda fácil de entender

- Use números para gerenciar expectativas:

Números ímpares

10 ou múltiplos de 10

Use o numeral e não o número por extenso.

- Faça rimas: é mais fácil para o cérebro processar

- Evite fundos escuros sobre letras claras, ou uso exagerado de itálico

- Use nomes fáceis de pronunciar

- Use listas e subtítulos

- Compare o preço dos seus produtos com coisas do dia-a-dia (um cafezinho, uma cerveja, etc…)

Use prova social

- Elimine o medo de testar algo novo adicionando depoimentos de outros clientes felizes

- Mencione a quantidade de clientes que você tem: quanto mais pessoas usando mais novos compradores se sentem à vontade de comprar

- Adicione fotos de pessoas reais usando o produto ou serviço

- Mostre o que pessoas parecidas com seu consumidor estão fazendo

- Certifique de que os depoimentos, fotos, etc. são realistas se tudo parece muito bonito ou feliz demais não parece real, clientes céticos dão ótimas provas sociais

Quer mais dicas? Nancy oferece uma planilha que você pode baixar aqui.

Projetando a Experiência do Passageiro Hyperloop

Sara Luchian - Director Of Passenger Experience - Virgin Hyperloop

John Barratt  - Ceo - Teague

Jakob Lange - Partner - BIG - Bjarke Ingels Group

Joel Beckerman - Founder, Composer - Man Made Music

O Hyperloop é um meio de transporte onde cápsulas levitando por magnetismo se deslocam dentro de um tubo a vácuo, a velocidade possível é de 1220 km/h e um protótipo sul coreano já ultrapassou 1.000km/h

Apesar de ser um serviço completamente diferente dos produtos e serviços que entregamos no dia-a-dia, eu adorei a reflexão ao redor da criação e design.

Primeiro é preciso entender que todo o setor do transporte está passando por uma mudança agressiva nos próximos 20 anos. 

Montar carros elétricos é mais barato, o que vai levar em algum momento, assim que demanda e oferta forem equacionados, a veículos mais baratos (ou talvez até de graça), que gastam menos, são mais confortáveis e poluem menos. Alguns lugares do mundo já estão proibindo carros a combustão.

A aviação também está investindo em biocombustíveis, um dos grandes atrativos aqui são as cadeias de produção e fornecimento mais curtas e controláveis. A extração do petróleo, seu refino em combustível e o transporte, aliado às tensões político-econômicas  no mundo tornam a gasolina/querosene de aviação muito cara e instável como componente do custo. Ou seja, há a preocupação com a sustentabilidade não somente na questão poluente, mas na questão de independência financeira do setor.

Nesse cenário complexo está surgindo um novo modelo de transporte, que tem de vencer o ceticismo que novas invenções experimentam, a competitividade com a soluções existentes e todos os traumas relacionados a meios de transporte em geral.

transporte público hyperloop no sxsw 2021

As equipes de som (Man Made), design exterior (BIG) e interior (Teague) tem vários desafios para resolver:

Não  repetir os erros do passado: é muito fácil querer incorporar soluções já existentes dos trens, aviões, etc. Mas a realidade é que não gostamos de muitas coisas nesses meios de transporte, então porque não aproveitar a oportunidade para se reinventar?

Projetar um design realista: a experiência do Hyperloop não é para um mundo futurista. Há planos para lançar um trajeto reduzido em 2022 em Dubai, entre 2025 e 2030 na Índia.

Ser inclusivo: 15% da população mundial (segundo os painelistas), tem algum tipo de deficiência, somado a esse público tem os introvertidos, claustrofóbicos, neuro divergentes, etc.  Como fazer todos terem acesso e se sentirem confortáveis?

Pensar em toda a jornada: A viagem não começa no avião ou no aeroporto, começa ao sair de casa. A equipe do Hyperloop pensa na jornada desde a sua chegada ao complexo de embarque/desembarque, passando por compra de passagem, segurança, etc. É preciso diminuir a fricção em cada ponto.

Pensar nos detalhes: A luz natural na estação, a luz dentro da cabine indicando a hora do dia e dando a sensação de deslocamento, o som e o silêncio criando a sensação de mudança de ambiente. Tudo isso afeta as emoções e o conforto dos passageiros.

Novas tecnologias precisam ser convidativas e confortáveis, não importa se é um app, um eletrônico ou uma viagem num túnel de vácuo a 1000 km/h.

O que é paladar?

Jonathan McIntyre - CEO - Motif FoodWorks

Dominique Crenn - Chef - Atelier Crenn

Rachel Herz - Phd Professor - Brown University and Boston College

Ben Pook - Co-Founder - So Vegan

O paladar envolve uma combinação entre emoções, memórias, texturas, sabores, aromas e visão. É a forma como  o cérebro interpreta os 4 tipos de sabores  (salgado, azedo, doce, amargo) somados ao aroma.

Há uma parte do paladar que possui influência genética, algumas pessoas têm uma percepção mais aguçada (e acabam preferindo sabores menos intensos pois eles sentem muito), outras tem um paladar menos sensível (e preferem sabores mais fortes)  e há um grande público entre esses 2 extremos.

Outra parte do paladar é desenvolvido por influência cultural, depende do que te servem desde a sua infância. Essa parte pode ser continuamente ensinada ao longo da vida.

Um aspecto interessante da influência cultural é que ela era predominantemente geográfica, porém hoje com o mundo online você pode ter influências de qualquer lugar através da internet.

Comer envolve satisfazer nossas necessidades nutricionais, mas também envolve satisfazer nosso prazer. Comer é um dos maiores prazeres da humanidade.

painel sobre paladar no sxsw 2021

Um chef de cozinha é como um design de experiências que procura satisfazer tanto nosso prazer quanto necessidades nutricionais.

Para isso é possível trabalhar a qualidade e origem dos ingredientes, a montagem visual, a história do prato, as especiarias que vão modificar o aroma e até o prato em si

Um prato com detalhes caramelo reforça a sensação de algo doce e um prato azul acentua a percepção do salgado. 

Uma história mexe com as emoções e memórias relacionadas àquela comida em nossa mente. A história também mexe com nossa percepção da comida, a lagosta por exemplo já foi comida dada a prisioneiros, depois virou iguaria cara e agora é considerada fast-food nos Estados Unidos.

É possível induzir alguém a experimentar algo novo usando formas e aromas conhecidos. E não há nada de mal nisso.  Novas experiências são importantes para as pessoas e ao longo do tempo, conforme nos transformamos, nossa percepção muda e novas experiências nos ajudam a redescobrir quem somos.

Se você comeu algo enquanto estava doente existe uma grande chance de evitar aquele prato no futuro, basicamente é um mecanismo de sobrevivência que tenta evitar que você "coma veneno" novamente. Ou seja, se alguém viveu uma experiência ruim você precisa oferecer uma nova experiência para a pessoa se arriscar novamente.

Como foi a experiência online do SXSW 2021?

Uma das melhores coisas da experiência online é a possibilidade de acessar conteúdos gravados a qualquer momento. Termino minha cobertura por aqui, mas ainda verei algumas palestras que me chamaram a atenção e estarão disponíveis até meados de abril.

Senti falta de um pouco mais de interatividade apesar de reconhecer que a organização do evento se esforçou colocando alguns palestrantes para interagir no chat das salas, com sessões no Clubhouse e até uma versão em realidade estendida do festival onde pessoas podiam se encontrar com seus avatares.

Porém a experiência ao vivo das sessões de música, acompanhar demonstrações de novas tecnologias, ver filmes na tela grande, encontrar pessoalmente para conversar sobre as palestras (ao invés do grupo do WhatsApp).  Perguntar no microfone e ver a cara do palestrante reagindo a sua pergunta. Experimentar a comida de Austin e todas as experiências sensoriais. Tudo isso parece insubstituível.

Porque eu digo "parece" e não que "é" insubstituível? Nós temos eventos presenciais desde que a humanidade surgiu, reconhecemos o valor da presencialidade. Ainda estamos engatinhando em termos de eventos online, digitais e virtuais. Já reconhecemos alguns benefícios como o deslocamento e consumo sob demanda dos conteúdos, mas creio que ainda há muito que aprender. 

Eventos digitais vão se tornar melhores, sem necessariamente acabar com os presenciais. Assim como raramente uma tecnologia mata sua predecessora, eu também acredito que o  futuro é híbrido  e sei que vamos descobrir juntos como é o aprendizado do futuro.


Leia mais no blog DH:

+ Confira como foi o SXSW Edu e insights sobre educação

Profissões do futuro: como se preparar para 2025, 2030 e além?

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#Dados

O que é média móvel e por que está tão em alta na realidade atual?

No dia a dia das empresas, é muito importante que, em suas estratégias e planejamentos, as tomadas de decisão sejam baseadas em dados. Neste contexto, uma das principais ferramentas que ajudam na interpretação dessas informações é a média móvel.Esse indicador ajuda as organizações a entenderem as tendências em seus nichos de mercado. Sendo assim, de maneira mais embasada, os negócios podem saber quando é mais interessante fazer uma determinada ação ou que tipo de melhoria deve ser aplicada em seus processos, ao implantar a média móvel nas análises de dados.Quer entender mais sobre este conceito? Continue acompanhando este artigo.O que é média móvel?A média móvel é uma das ferramentas mais importantes para a análise técnica de informações, principalmente quando falamos do cenário atual do mercado, independentemente de setor ou assunto. Ele é um indicador muito utilizado em estatísticas e gráficos, onde é possível entender uma inclinação de comportamento ou de situação.Lembrando que elas só apontam uma determinada tendência quando esta já existe, de maneira que a velocidade com que os dados dela irão aparecer no gráfico depende também do tipo de média utilizada, o que explicaremos ainda neste artigo.Além de confirmar possíveis previsões, a média móvel também é capaz de sinalizar uma possível reversão, por meio da identificação de fortes movimentos nos dados mostrados em seu gráfico.Tipos de média móvelAssim como outros indicadores utilizados pelas empresas, a média móvel também possui diversos usos de dados, com cálculos que permitem o estudo e análise de informações em diferentes setores e nichos de mercado. Separamos os principais tipos e como funcionam o seu uso. Confira:Média Móvel Simples (SMA)Como o nome sugere, essa é a maneira mais simples de calcular o indicador. Ele é calculado a partir da média em um determinado período. No entanto, por ser móvel, o valor está sempre mudando, adicionando novas informações e eliminando dados muito antigos.Média Móvel Exponencial (EMA)O contexto dessa média é similar à simples, mas seu cálculo é um pouco mais complexo, a fim de proporcionar mais ênfase em dados mais recentes, com as informações antigas possuindo menos importância neste contexto. Isso torna a medida ainda mais dinâmica do que a média anterior, podendo identificar tendências de mercado mais rapidamente.Média Móvel Ponderada (WMA)Esse cálculo é uma variação da média anterior, mas ainda mais específica para tornar a linha do gráfico mais próxima possível da tendência. Para isso, a WMA acompanha o dado muito mais próximo do que a média e, ao mesmo tempo, uma análise ainda mais dinâmica do que a exponencial. Isso não quer dizer que ela é a melhor, mas pode ser mais indicada para quem prefere obter informações mais rápidas.Média Móvel de Hull (HMA)Por fim, mas não menos importante, temos a Média Móvel de Hull ou Hull Moving Average, como também é conhecida. Esse indicador apresenta menor ruído entre os tipos disponíveis, ou seja, os valores são mais exatos. Ele foi criado por Alan Hull, um dos maiores traders da Austrália.O cálculo é realizado com base na média móvel ponderada, mas também toma como base a raiz quadrada do período que está sendo analisada, suavizando os dados. Por que ele está em alta?Já faz um bom tempo que vivemos uma realidade bastante diferente, não é mesmo? Neste sentido, a complexidade da pandemia do coronavírus está presente não só no combate à doença, mas também na análise dos dados de novas infecções e óbitos.Para se entender a evolução, estabilização ou queda de contaminações, é preciso observar e analisar além dos números do próprio dia. Traçar a média móvel se tornou uma das formas mais eficazes de entender tudo isso.O recurso permite observar se o número de casos confirmados e o de óbitos têm aumentado ou diminuído em um determinado período, normalmente calculado semanalmente e em comparação com as anteriores. Talvez você esteja se perguntando: por que fazer tantos cálculos? A percepção sobre o aumento ou diminuição no número de casos é imprescindível nas tomadas de decisão do governo para as ações de combate à pandemia, como restrições e liberações. Deste modo, quanto mais preciso forem essas médias, medidas mais eficazes poderão ser tomadas e mais vidas poderão ser salvas.Uma vantagem é que esse é um indicador usado mundialmente, ou seja, permite fazer comparações não só em diferentes períodos, mas também em localidades diversas.Entenda como é calculada a média móvel no contexto da Covid-19Como comentamos, é importante calcular a média móvel na realidade pandêmica que estamos vivendo. Para isso, é preciso somar o número de casos ou mortes do dia com o dos 6 dias anteriores.Para saber a tendência, é preciso calcular a variação percentual das médias móveis em um período de 14 dias. Por exemplo, a média móvel do dia 14 deve ser comparada com a média móvel do dia 1º. Se o percentual for de até 15%, a situação é estável. Se for acima, está em crescimento, e se for mais de 15% negativo, está em queda.Seja um profissional de dados! :)Acompanhando o conteúdo até aqui, ficou clara a importância dos dados no dia a dia, não é mesmo? E além da pandemia, as empresas também precisam analisar informações para ajudar a tomar decisões mais assertivas em seus processos internos.De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), em torno de 420 mil novas vagas no mercado de tecnologia devem ser criadas até o ano de 2024. Entretanto, previsões confirmam que 150 mil delas não serão preenchidas por falta de profissionais qualificados. E isso também inclui a área de dados e suas análises.Com esse panorama, podemos entender que esse é o momento ideal para investir em um curso. Se você se interessou em seguir essa profissão, invista em sua capacitação no curso de Data Analytics da Digital House, que te proporciona toda a base de conhecimentos necessários para o seu futuro.Nossas aulas remotas são dinâmicas, 100% ao vivo e ministradas com os melhores especialistas do mercado. Impulsione sua carreira ainda este ano e conquiste o seu sucesso! Não deixe também de conferir nossos materiais gratuitos e ricos de conhecimento ao seu dispor em nossa biblioteca de conteúdo e no Blog DH.Leia mais no blog DH:+ Google Analytics Dashboard: crie e personalize com o nosso passo a passo+ O que é brand equity e como as empresas geram valor de marca em seus produtos e serviços+ Marketing digital para iniciantes: 10 dicas de como começar na carreiraE aí, já segue a gente no Twitter? Vem pra rede, vamos conversar sobre habilidades digitais! ;)

UX Strategy: o que é e quais as vantagens de se implantar em uma empresa? img
#UX

UX Strategy: o que é e quais as vantagens de se implantar em uma empresa?

A área de UX está se consolidando cada vez mais em empresas de diferentes tamanhos, setores e configurações. Neste contexto, como um processo natural da disciplina e com o aumento da importância desses profissionais no mercado de trabalho, é normal que haja posições mais especializadas, como o UX Strategy.Acompanhe este artigo, onde te explicaremos tudo sobre a função, sua relação com a área de UX design e os principais benefícios de implantá-lo em uma empresa.O que é UX Strategy?UX Strategy ou estratégia de UX, como também é chamado, é a construção e elaboração de toda a abordagem que está por trás do processo de desenvolvimento de um produto digital.Neste contexto, o profissional é o especialista que auxilia o negócio a entender quais são as suas metas e objetivos em relação às necessidades de seus usuários e, consequentemente, as experiências que terão, de modo a traçar o melhor caminho para que tudo seja atingido de forma assertiva.Uma estratégia de UX bem construída deve certificar-se de que a visão, a missão, os desejos dos clientes e as habilidades técnicas do negócio estejam todas bem alinhadas. Com isso, o profissional poderá trabalhar da melhor forma para oferecer soluções que atendam todas as expectativas.Qual a sua relação com o UX Design?Como comentamos, o UX é uma área que vem se consolidando no Brasil em diversas empresas. E a ramificação de funções mais específicas acaba sendo uma consequência natural de tudo isso, para que a área e o processo funcionem da melhor forma possível dentro dos negócios. Uma delas é o UX Strategy.Quando falamos da relação e diferença entre o UX Design e o UX Strategy no dia a dia, o primeiro possui suas ações e trabalhos com foco mais na evolução do produto, enquanto o UX Strategy foca no business.Basicamente, o UX Strategy é o profissional que lidera o projeto em que o UX designer atua, pois é ele quem define as estratégias a serem seguidas. Em outras palavras, podemos dizer que um foca mais na parte teórica e o outro, no caso o UX Design, foca na prática, ou seja, no desenho e no desenvolvimento do produto final.No dia a dia, nada impede que o UX designer também possa desenvolver uma estratégia. Mas quando falamos do mercado atual, a especialização do profissional é algo essencial para que as coisas aconteçam da melhor forma dentro das empresas.Isso porque contribui para que o negócio desenvolva um trabalho melhor, economizando recursos, pois os profissionais especializados podem resolver problemas com mais qualidade e em menos tempo.Agora que você já sabe o que é UX Strategy e sua relação com UX Design, deve saber também que realizar um curso na área é uma ótima alternativa para adentrar na carreira, adquirindo uma base sólida de conhecimentos para utilizar no dia a dia em grandes empresas.Na Digital House, temos o curso de Experiência do Usuário (UX). Além de ensinar o processo como um todo, ele também aborda o UX Strategy de forma detalhada, ou seja, caso o aluno deseje, é possível se especializar nisso.Todos os alunos também podem participar do programa de apoio à recolocação (gratuito), além de feiras de recrutamento exclusivas (Recruiting Day). Inscreva-se e impulsione sua carreira agora mesmo!Qual é o papel de um UX strategist?Quando falamos sobre o papel do profissional, sem dúvida, temos que considerar o livro “UX Strategy” escrito por Jaime Levy, que se tornou uma referência para a carreira e traz 4 papéis essenciais para um UX strategist. Confira:Estratégia de negóciosQuais são os diferenciais da marca? Como ela irá se posicionar no mercado? Como fazer com que o produto seja viável? Essas são algumas perguntas essenciais para que o profissional tenha uma visão ampla do nicho em que atua e a estratégia do seu próprio negócio. É preciso estar alinhado com a missão e os valores da empresa ou produto com o qual trabalha.No dia a dia, a partir desse papel, o profissional irá implementar design sprints, saber priorizar ações e encontrar soluções efetivas, que sejam interessantes tanto para o público quanto para a empresa.Inovação de valorUm dos papéis do UX strategist é definir como a empresa vai gerar valor para o público a partir da inovação e a diferenciação, alinhadas com o baixo custo de implantação de ações.Pesquisa com usuáriosComo o objetivo é oferecer as melhores experiências do usuário, é essencial que a pesquisa com o público-alvo seja um dos papéis principais do UX strategist. Isso porque, no mercado, não há mais espaço para achismos e todas as decisões de um bom planejamento devem ser tomadas a partir de dados.Experiência do usuárioPor fim, este último papel, que se relaciona muito com o anterior, se baseia no entendimento de todas as sensações de um usuário ao ter contato e interagir com o produto ou serviço desenvolvido. É preciso analisar e considerar todos os feedbacks para aplicar possíveis melhores e obter uma melhor performance. Quais são as principais vantagens de implantar o UX Strategy em uma empresa?Implementar o UX Strategy pode trazer diferentes benefícios para um negócio. Separamos os principais. Confira:Otimização e simplificação do acompanhamento dos padrões de comportamento dos usuários.Integração de diferentes times em torno da mesma visão de negócio.Mensuração de resultados para tomar decisões baseadas e orientadas por dados.Validar suposições e evitar achismos.Minimizar riscos e deixar os processos mais assertivos, pois identifica as necessidades reais dos usuários ainda no início de um projeto.E aí, gostou do conteúdo? Se sim, recomendamos que leia também nosso artigo sobre a carreira de UX writing, onde te contamos 5 grandes dicas para ingressar na carreira.Leia mais no blog DH:+ Google Analytics Dashboard: crie e personalize com o nosso passo a passo+ O que é brand equity e como as empresas geram valor de marca em seus produtos e serviços+ Marketing digital para iniciantes: 10 dicas de como começar na carreiraE aí, já segue a gente no Twitter? Vem pra rede, vamos conversar sobre habilidades digitais! ;)

Valor de marca: o que é e qual a sua relação com o marketing digital? img
#Marketing

Valor de marca: o que é e qual a sua relação com o marketing digital?

No mercado, dentre as inúmeras opções de marcas, existem produtos que, apesar de possuírem a mesma função e serem semelhantes, são mais caros do que o outro e, mesmo assim, possuem clientes fiéis. Você já deve estar acostumado com essa situação. Mas você já refletiu o porquê disso? Neste contexto, vamos falar sobre o valor de marca e como ela se aplica no dia a dia.Este é um dos principais objetivos das estratégias de marketing digital das empresas, ou seja, fazer com que sua imagem se desenvolva de maneira que as pessoas se interessem por ela, além dos próprios produtos. Continue acompanhando este artigo para entender essa dinâmica de maneira clara.O que é valor de marca?Quando falamos sobre o termo, também conhecido como brand equity, em inglês, estamos falando sobre a relação do valor de produtos e/ou serviços com a força que a marca possui no mercado de consumo.Isso quer dizer que a imagem dela é reconhecida pelas pessoas, tanto pela eficiência quanto a boa experiência de tudo que oferece, sua história, status, percepções de mercado e/ou valores emocionais que variam para cada pessoa.Muitos fatores podem contribuir para a construção de uma boa imagem, como a qualidade, ponto de venda, conteúdos em seus diferentes canais, site, embalagem, psicologia das cores, identidade corporativa, entre outros.Sendo assim, construir um valor de marca é importante para qualquer organização que queira se manter firme em um mercado tão competitivo.Valor de marca no marketing digitalNo marketing digital, o valor de marca é uma estratégia essencial para as empresas. Não é nenhuma novidade que, nos últimos anos, tanto as organizações quanto as pessoas passaram a migrar para a internet, adquirindo novos comportamentos e hábitos de consumo, onde se inclui a aquisição de novas informações e entretenimento nesse meio digital.Para se ter uma ideia, dados mostram que 74% dos consumidores brasileiros fazem diferentes pesquisas nas redes sociais a respeito dos produtos que querem comprar. Além disso, ainda na mesma fonte, consta que 86% dos brasileiros são adeptos ao consumo online.Tudo isso foi impulsionado ainda mais com a pandemia, marcando uma tendência de consumo que se manterá mesmo com a normalização das atividades e o fim do isolamento social das pessoas. Isso nos leva a entender que a presença online não é mais um diferencial para as marcas do mercado, mas, sim, um fator de sobrevivência no meio de tantas opções.É por isso que gerar valor de marca acaba sendo um objetivo presente no marketing digital, podendo ser notado de diferentes formas, seja em um conteúdo, nas campanhas, entre outras ações e opções existentes dentro da área, atraindo leads e aumentando as vendas.Você possui interesse em ingressar nessa área profissionalmente e colocar todas essas ações em prática? Na Digital House, temos o curso de Marketing Digital, onde o aluno é capacitado a dominar as principais ferramentas e estratégias do mercado atual, podendo gerar valor para diferentes empresas.As aulas são online, 100% ao vivo e ministradas por especialistas da área, que estão no mercado. Inscreva-se agora mesmo e garanta o seu futuro profissional!Qual a diferença entre branding e brand equity?O branding é um termo que vem se tornando cada vez mais conhecido dentro do mercado. Em resumo, trata-se da gestão de marca, ou seja, é o desenvolvimento e a implantação de diferentes trabalhos, estratégias de posicionamento para desenvolver a imagem de uma empresa no mercado.Com isso, podemos entender que o objetivo final do branding é gerar brand equity ou valor de marca, como também é conhecido. Vamos pensar como isso funciona na prática? Imagine, por exemplo, uma camiseta lisa, sem nenhum símbolo ou logo visível. Agora pense também na mesma camiseta com o logotipo da Gucci. Isso mostra o poder de determinadas empresas e é isto que o marketing digital considera como valor de marca.É através disso que as pessoas avaliam o preço, relevância, suas emoções com uma empresa, fidelidade e autoridade, ou seja, pontos muito importantes dentro do branding.Exemplos de valor de marca no mercadoNós acabamos de colocar um exemplo sobre como o valor de marca pode fazer a diferença para uma empresa. Neste contexto, aprender com as grandes organizações a utilizar o seu valor para impactar o mercado e garantir o sucesso dos seus produtos é algo essencial para qualquer negócio.Sendo assim, separamos mais três marcas que possuem grande crescimento e relevância dentro de seus setores. Confira:AppleEssa poderosa corporação é um dos maiores exemplos de como o valor de marca faz toda a diferença. Já parou para pensar na quantidade de pessoas que fazem filas nas portas das lojas quando há o lançamento de um novo modelo da empresa?Algumas vezes, as especificações técnicas de seus produtos nem sempre são melhores do que de seus concorrentes. Mas, mesmo assim, a Apple consegue se consagrar no mercado através de diversos diferenciais, como seu próprio design, atraindo uma legião de fãs.Quando você compra um de seus produtos, você não está comprando um smartphone, por exemplo, mas sim um iPhone. Quem o adquire possui a sensação de pertencer a um grupo seleto de pessoas.HavaianasNo Brasil, a empresa é um dos maiores exemplos de brand equity no mercado. A marca possui um reconhecimento tão grande, que muitos dos seus produtos são referidos pelo próprio nome Havaianas, ao invés de dizer o objeto em si.Um ponto interessante é que muitas das campanhas de marketing digital da organização possuem um toque humorístico. Isso contribuiu muito para desenvolver uma identificação com seus consumidores, gerando mais valor no mercado.Coca-ColaO valor de marca da empresa é tão grande, que a identidade visual dela serve de inspiração para muitos estilos, sejam em trabalhos gráficos até decoração de ambientes. Sua tipografia específica faz com que qualquer pessoa saiba identificar a marca, mesmo não sendo um consumidor frequente de seus produtos.Ou seja, a empresa investiu muito no seu branding. O slogan "abra a felicidade", de suas campanhas, traz o conceito de que você não está bebendo um refrigerante apenas, mas, sim, consumindo felicidade.Com essa ideia, sua legião de fãs só aumentou e, hoje, milhões de pessoas em todo o mundo consomem seus produtos.E aí, gostou dos exemplos? Possuir grandes marcas como inspiração e entender os cases é uma ótima maneira de entender o que é possível fazer para inovar e impactar o mercado, gerando valor de marca e rentabilidade aos seus produtos.Quer aprender mais? Confira também o nosso artigo sobre o que é tráfego orgânico e como gerar ainda mais conversões em seu site.Leia mais no blog DH:+ Google Analytics Dashboard: crie e personalize com o nosso passo a passo+ O que é brand equity e como as empresas geram valor de marca em seus produtos e serviços+ Marketing digital para iniciantes: 10 dicas de como começar na carreiraE aí, já segue a gente no Twitter? Vem pra rede, vamos conversar sobre habilidades digitais! ;)