Representatividade no mercado: como podemos, juntos, dar voz e poder aos profissionais negros

Representatividade no mercado: como podemos, juntos, dar voz e poder aos profissionais negros

Protagonistas. Palavra forte e representativa. Por esta razão, ela é o tema do programa de bolsas de estudo da Digital House, voltado a pessoas negras que busca aumentar a representatividade no mercado.

O mercado de trabalho carrega a marca do preconceito racial e das barreiras sociais por séculos, e para entender o impacto do passado nos dias de hoje, convidamos nosso ex-aluno, Gregory Lima de Souza, a responder questões pertinentes a esse tema, tão importante e necessário.

Falando sobre representatividade no mercado de trabalho

DH - Atualmente, quais as principais barreiras a serem derrubadas em relação ao preconceito racial no mercado de trabalho no digital?

Primeiramente, se fazer existente nas periferias (onde é maior concentração do povo preto). É difícil falar que existe o mercado de tecnologia lá, quando em boa parte desses lugares as empresas do setor não se fazem presentes. Tem muito local que não funciona um aplicativo de entrega de comida, ou transporte. Poucas pessoas sabem o que é uma fintech.

Por exemplo, como dizer que há uma vaga na empresa X para um determinado grupo, se ele não sabe que essa empresa existe?

Além disso, outras coisas têm que acontecer, como a consciência de líderes sobre o racismo estrutural, a importância do papel dessas lideranças para diminuir os abismos sociais e das empresas em entender a importância da diversidade em todos os níveis hierárquicos.


DH - Qual tipo de ação você acredita ser importante para derrubar estas barreiras?

- Discussões e treinamentos internos sobre o tema;

- Assumir compromissos com a sociedade em relação ao racismo (KPIs, comitês de diversidade e metas);

- Buscar profissionais diversos (diferentes faculdades, perfis demográficos etc).

DH - O mercado digital está mais adepto a respeitar e integrar diversidades e minorias que os demais ou é similar?

Aparentemente, o respeito às diferenças pode ser melhor visto no mercado digital. Porém, quando se trata de integração e compromisso social, boa parte das empresas – digitais e tradicionais – estão muito aquém do necessário. Se isso não fosse verdade, já teríamos dado passos mais largos em relação à representatividade de gênero, raça etc.

DH - Quem são os profissionais negros que você tem como representante/referência?

Nina Silva, Lázaro Ramos, Emicida, Rachel Maia, Luana Genot.

DH - Como foi sua experiência de ensino na DH?

Eu fui bolsista na DH. Consegui a bolsa através de uma parceria do Movimento Black Money. Eu estava em um período de transição de carreira, saindo do mercado tradicional da logística e arriscando no digital como programador.

Se hoje estou trabalhando como programador em uma empresa legal, um dos motivos foi ter feito o curso de programação Full Stack na DH, por meio dessa bolsa.

O relato do Gregory retrata o que as pesquisas afirmam. Segundo BID e Ethos, negros e mulheres ocupam menos de 20% dos cargos altos das empresas.

Pensando em mudar este contexto, a DH traz o programa de bolsas para o curso de Marketing Digital, voltado a pessoas negras.

Nele, você aprende a desenvolver estratégias, com especialistas, contando com as melhores ferramentas para implementar um plano de marketing online, usando as mídias sociais com eficiência na conversão de visitantes em clientes.

Na Digital House ainda temos o departamento de carreiras, a área presta todo o suporte necessário para o aluno conseguir suas primeiras oportunidades de trabalho, recolocação no mercado ou concluir uma transição de carreira.

Ocupe seu lugar de direito, seja protagonista da sua carreira.