Programação iniciante: como se tornar um profissional da programação

Programação iniciante: como se tornar um profissional da programação

A programação iniciante pode ser desafiadora no começo, já que termos é o que não faltam na hora de estudar a teoria e colocar a mão na massa, mas com o estímulo do lado esquerdo do cérebro, responsável pela lógica e pensamento analítico, o aprendizado flui!

Diversos profissionais têm um primeiro contato com códigos e se apaixonam, e é ai que a transição de carreira acontece. Mas como funciona essa jornada?

Como começar na programação iniciante?

O convite feito para Tatiana Zilio, ex-aluna da Digital House e agora desenvolvedora, para conversar sobre programação foi justamente para compartilhar sua jornada e experiência!

Que tal aprender a programar, assim como a Tati? Esta é uma das áreas que mais cresce e é sempre bom investir no mercado de programação.

De humanas para exatas?

Tati aqui! Em 2020 terminei o curso de Desenvolvimento Web Full Stack na Digital House e vou compartilhar um pouco da minha jornada e o que aprendi com essa experiência.

Eu venho de um background completamente diferente. Sou formada em Jornalismo, trabalhei em comunicação, tradução e dei aulas de inglês.

Meio por acaso, acabei entrando na área de TI: quando eu trabalhava com tradução técnica e localização de aplicações, surgiu uma oportunidade para trabalhar com curadoria de dados em uma ontologia aplicada à web semântica, que é o meu trabalho atualmente.

E foi nesse momento que decidi explorar mais a fundo o que acontecia por trás das telas que eu tanto usava e iniciar uma transição de carreira.

Como eu vim parar aqui? Hit rewind!

Me lembro até hoje da primeira vez que sentei na frente de um computador. Eu devia ter uns 10 anos, minha tia pediu que eu digitasse um texto no computador do seu trabalho enquanto ela resolvia alguns problemas.

Eu estava acostumada a brincar com a máquina de escrever do meu pai, mas aquilo era diferente. Não só era possível desfazer algum erro de digitação (o que já era um avanço tremendo), mas além disso, o próprio computador sinalizava o erro com uma cobrinha vermelha embaixo de uma palavra. Era mágico!

Isso foi por volta de 1997. Não demorou muito para que meu pai comprasse um computador para sua pequena empresa. Foi nessa máquina que eu passei muitas madrugadas no mIRC, aproveitando a vantagem de se navegar na incrível velocidade de até 56,6 kbps pagando apenas um pulso de telefone (um conceito provavelmente desconhecido para quem é GenZ).

O computador era meu lugar favorito. Eu explorava cada item do menu iniciar, do painel de controle e arriscava executar algumas tarefas básicas via terminal. Apesar de uma certa intimidade e curiosidade com o computador, tudo era mágico e misterioso demais para mim.

Segui outros caminhos tendo sempre o computador e a internet como minhas principais ferramentas de trabalho, mas me encontrei quando eles se tornaram o meu objeto de trabalho.

A curiosidade de entender melhor o que eu fazia me levou de volta à sala de aula aos 30 anos. Dessa vez, não como professora e muito longe do Jornalismo: me inscrevi em Sistemas de Informação e escrevi meu primeiro algoritmo.

Pela segunda vez na universidade, as coisas não estavam evoluindo no ritmo que eu desejava e eu gastava a maior parte do meu escasso tempo livre escrevendo trabalhos de Administração ao invés de, de fato, aprendendo a programar.

Tranquei o curso e encontrei a Digital House, que me ofereceu exatamente o que eu buscava naquele momento: aprender na prática e construir alguma coisa com o que eu estava aprendendo.

Programação iniciante na Digital House

No curso, nós temos contato com os conteúdos teóricos em aulas virtuais e fazemos alguns exercícios. Na aula remota, repassamos esse conteúdo e o aplicamos na prática.

Foram inúmeros projetinhos em que colocamos em teste nosso aprendizado em HTML, CSS e JavaScript, NodeJS/Express, banco de dados (SQL e NoSQL), React.

Diferentemente da faculdade, onde escrevia os algoritmos meio avulsos, meio sem propósito, ali tudo tinha começo, meio e fim que se integravam em um propósito. Além disso, ainda tivemos o projeto integrador, um desafio que parecia homérico: criar uma aplicação do zero.

Os cinco meses de curso foram intensos: foi um desafio conciliar o trabalho em tempo integral, me dedicar às aulas e ainda dar forma e vida ao projeto integrador. Mas também foi um período extremamente enriquecedor: além de ter dado um salto no conhecimento e na experiência, ter tido a oportunidade de programar em equipe e aprender muito com meus colegas, também aprendi muito sobre o meu processo de aprender.

Certamente meu curto período na universidade agregou muito na formação de um conhecimento base, entender o que acontecia cada vez que eu digitava aquele conjunto de caracteres em um editor de texto e colocava pra rodar. Mas ser capaz de entender isso não me capacitava para construir muita coisa.

Percebi que é na prática que surgem as dúvidas, é na prática que percebemos o que não sabemos e entendemos do que temos que correr atrás. E que o aprendizado não precisa ser em linha reta: é possível intercalar prática e estudo de fundamentos e, frequentemente, um complementa e estimula o outro.

Próximos passos como programadora

Um mês após a apresentação do meu projeto integrador (veja como ele ficou aqui), eu continuo estudando e acrescentando mais ferramentas e tecnologias ao meu repertório, mas agora de uma maneira muito mais produtiva do que antes do curso!

Estou pegando mais experiência do mundo real contribuindo com a startup de colegas e também tocando meus projetos pessoais até fazer a transição para uma programadora full-time. É uma longa jornada e acredito que a DH me ajudou a acelerar muito esse processo!

Se você quiser saber mais sobre a minha experiência com programação e trocar alguma ideia em relação a sua jornada, você me encontra no Twitter (@tatianazilio), LinkedIn ou no Telegram (@tatianazilio). Vou adorar bater um papo e trocar figurinhas!

Aprenda a programar!

Você pode aprender programação do zero na Digital House, assim como a Tati. É sempre um prazer compartilhar depoimentos como o dela, porque aqui as aulas são mão na massa, e ninguém melhor que nossos alunos para contar a experiência, não é?

Topa baixar o programa do curso? Lá você encontra os temas e tópicos das aulas, e ainda tem informações sobre o projeto integrador!

Leia mais no blog DH:

+ Minha primeira linguagem de programação: como escolher?

+ Primeiros passos no Git: o que eu preciso saber?

+ Pague só quando possuir renda: conheça o modelo ISA da DH

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