Product placement: como essa estratégia de marketing indireto pode ser tão eficiente

Product placement é baseado em marketing indireto, introduzindo discreta e naturalmente marcas e produtos em conteúdos de entretenimento.

Product placement: como essa estratégia de marketing indireto pode ser tão eficiente

Para quem não está familiarizado com o termo, o product placement pode parecer algo difícil e diferente, um método novo que você pensa nunca ter visto. Mas podemos afirmar que essa estratégia de marketing é mais comum do que se imagina e que você, provavelmente, já deve ter reparado em algum filme ou série. Seja como um produto ou serviço sendo consumido pelos personagens.

Acompanhe este artigo e explicaremos a você tudo sobre o conceito, quando utilizá-lo e sua diferença com o merchandising. Boa leitura!

O que é product placement e qual a sua origem?

Em tradução livre, product placement quer dizer colocação de produto. É uma estratégia de posicionamento de produtos ou serviços de modo natural dentro da cena de filmes ou séries, sem a necessidade de grandes produções ou falas prontas. Acontece quando o personagem utiliza o produto de forma natural e espontânea.

É uma estratégia de marketing indireto que insere mensagens sobre marcas e produtos em produções de entretenimento sem que seja, de fato, uma propaganda. Resumidamente, é uma forma de fazer divulgação e, ao mesmo tempo, estabelecer uma relação de confiança com o público que já está consumindo esses conteúdos, podendo aparecer, também, em jogos, revistas e outros formatos.

E você deve estar pensando que ele surgiu com a Era Digital. Mas te adiantamos que não. Essa técnica foi criada há mais de cem anos.

Em 1919, o filme do cinema mudo “The Garage” mostra em algumas cenas, ao fundo, o nome Firestone e a marca Red Crown Gasoline. Essas simples aparições geraram muita polêmica, na época, e inspiraram cineastas a aproveitarem a oportunidade de associar suas tramas às grandes marcas. Com o passar dos anos, o product placement foi aparecendo e ganhando cada vez mais popularidade.

Um exemplo é a provedora global de filmes e séries de televisão via streaming, Netflix, que conta com muitos exemplos de product placement em suas produções. Como o seriado La Casa de Papel, House of Cards, Stranger Things, assim como os filmes E.T., O Extraterrestre, Toy Story, Legalmente Loira, entre muitos outros que anunciam produtos de forma natural no meio de uma cena.

Quando utilizar product placement e porque ele é benéfico para empresas?

A forma de consumir conteúdo mudou com o passar do tempo, assim como a maneira que compramos. Isso faz com que o product placement seja interessante, justamente, em razão do comportamento de compra do espectador, que já não consome algo influenciado pelas propagandas que passam no intervalo dos programas.

Além disso - e já que as pessoas não compram mais a partir dessas publicidades tradicionais -, associar marcas com personagens do entretenimento é a estratégia perfeita. Afinal, com os anúncios tradicionais perdendo força no mercado, cada vez mais as marcas precisam diversificar ações de marketing. E o product placement se torna a oportunidade de promover o engajamento com o público de modo diferente, fazendo com que o consumidor não pule o anúncio ou faça outras coisas durante o intervalo comercial.

Além desses benefícios, há outras razões para apostar nessa estratégia, como:

  • Ganho de visibilidade;
  • Aumento de relevância e reconhecimento de marca;
  • Influência positiva para aumentar a percepção da marca ou produto;
  • Sensação de pertencimento por meio da prova social.

Logo, se o seu objetivo é dar ampla visibilidade a um produto ou serviço, você deve utilizar estratégias de product placement, seja para lançamento de novos produtos, reposicionamento de marca, abertura de novas unidades, entre outras situações. Ou, ainda, para transferir ao produto características de personagens que estão em alta, contribuindo para a formação da imagem de marca.

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Qual é a diferença de product placement e merchandising?

Não confunda merchandising e product placement. A diferença entre os dois conceitos é basicamente o contexto no qual cada um deles se insere e a forma de abordagem do produto e da marca.

O merchandising consiste em qualquer ação realizada diretamente no ponto de venda para divulgar um produto em questão e melhorar sua visibilidade. A ideia é expor o produto explicitamente, exatamente como é feito nos programas vespertinos como, por exemplo, as famosas propagandas da Iogurteira TopTherm ou da câmera TekPix. Já no caso do product placement, a ideia é entrar de forma sutil em um contexto já existente de produções audiovisuais.

Resumidamente, o merchandising acontece dentro de um ponto de venda, exposto de maneira clara e direta, e o product placement ocorre em uma cena de um entretenimento já existente, de modo espontâneo e relacionado com o roteiro.

Exemplos de product placement

O product placement pode aparecer de diversas formas dentro de conteúdos de entretenimento, permitindo que as marcas aproveitem uma grande variedade de recursos para que possam aparecer dentro das cenas. Entre os tipos de product placement que podem aparecer em obras de ficção, destacamos:

Product integration: acontece quando uma marca, produto ou conceito tem participação ativa em conteúdos que não foram criados por iniciativa do anunciante.

Um exemplo é a novela “A Dona do Pedaço”, na qual a personagem Vivi Guedes, vivida pela atriz Paolla Oliveira, era influenciadora digital e garota-propaganda da Fiat.

Destination placement: ocorre quando o destino turístico se torna parte importante dentro de uma produção, fazendo com que o cenário ganhe um destaque visual ou conceitual que pode integrar uma ou várias cidades.

O seriado “Emily em Paris”, cuja história é desenvolvida a partir da mudança da personagem principal para a capital francesa, sendo a base para todo o enredo, é um exemplo desse tipo.

Easter egg: aparece em elementos da marca ou produto escondidos dentro do filme, de modo que apenas os fãs possam encontrar, criando engajamento para que sejam encontrados. Os filmes da Disney são um exemplo clássico desse tipo de product placement.

Faux placement: entra em cena quando existe uma marca fictícia dentro da trama. O seriado Black Mirror apresenta inúmeras marcas fictícias inseridas nos episódios.

Music placement: a inserção de música dentro de um filme também pode ser classificada como um tipo de product placement, sendo uma excelente oportunidade para emplacar hits. Foi o que aconteceu, por exemplo, com I Don’t Want to Miss a Thing, criada pela banda de Aerosmith para o filme Armaggedon.

Reverse placement: ao contrário do faux placement, que acontece quando uma marca aparece apenas dentro da ficção, o reverse placement vai para o mundo real. Como ocorreu com a animação “Os Simpsons” e sua Duff Beer, cerveja criada a partir do desenho.

Exemplos não faltam e, com eles, é possível perceber como é eficaz a estratégia de inserção espontânea proposta pelo product placement.

Esperamos que este artigo tenha ajudado você a entender melhor o conceito e a pensar nas melhores oportunidades para levar essa estratégia para a sua marca ou para seus clientes.

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