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Principais tendências de consumo para 2022

A pandemia alterou o comportamento dos consumidores, o que os levou a tomar decisões mais conscientes. É preciso conhecer as novas tendências de consumo.

Principais tendências de consumo para 2022

A resiliência e a adaptabilidade dos consumidores foram testadas desde o início da pandemia, fazendo com que renunciassem ao controle e abraçassem o desconhecido. Já em 2022, as pessoas estão retomando as rédeas e pavimentando um caminho à frente com base em seus interesses e valores.

As empresas que exploram e entendem essas mudanças podem agir para melhorar o desenvolvimento de produtos e serviços, empregar táticas de marketing mais fortes, conquistar a fidelidade dos clientes e se preparar para o que vem por aí.

Para você se preparar nesse novo cenário, separamos as principais tendências de consumo globais para ficar por dentro do assunto agora mesmo! Continue a leitura.

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Panorama sobre as principais tendências de consumo no mundo

Depois das incertezas dos últimos dois anos, os consumidores começam a retomar o controle da sua vida e do seu poder de compra. Assim, tendências que estavam difusas começam a se consolidar, tornando mais fácil para as empresas de varejo planejar os próximos meses.

Essa é uma das conclusões do estudo 10 principais tendências globais de consumo para 2022, realizado pela Euromonitor International. O levantamento foi feito por 15 escritórios globais, com base em análises de mercados industriais e pesquisas quantitativas com consumidores. Confira abaixo as principais tendências de consumo levantadas pela pesquisa.

Recorrência para um plano B de consumo

Com as interrupções na cadeia de abastecimento e diante dos desafios de assegurar seus produtos e serviços habituais ou desejados, os consumidores se viram obrigados a encontrar soluções alternativas em 2021. Alguns fizeram assinaturas ou compras em grupo para garantir as entregas do que queriam, outros substituíram o que costumavam adquirir por produtos similares, mais baratos ou de segunda mão, ou optaram por aluguéis de alguns itens. E tiveram ainda os que assumiram o controle e usaram a tecnologia para ir para a frente da fila, quando o abastecimento estava ameaçado.

Os momentos de escassez estão forçando as empresas a se articular e fornecer novas soluções para garantir o acesso dos clientes a produtos e serviços. A tendência é de que as cadeias de abastecimento comecem a se estabilizar no fim do ano e o acesso aos produtos deve voltar aos níveis anteriores à pandemia.

No entanto, os novos hábitos de compra devem indicar como os consumidores irão descobrir e selecionar o que comprar, desde marcas de origem local até produtos vendidos diretamente ao consumidor, ou mesmo serviços de assinatura. Além disso, a localização e a otimização se tornarão regra. Empresas e distribuidores devem usar dados para melhorar a visibilidade da cadeia de suprimentos, aprimorar as operações e repensar investimentos.

Ativismo ambiental

Segundo a pesquisa, 67% dos consumidores tentaram causar um impacto positivo no meio ambiente por meio de suas ações cotidianas em 2021. O que mostra que o ativismo verde e os estilos de vida baseados no baixo teor de carbono vieram para ficar.

Os consumidores esperam que as marcas se posicionem e estão agindo por meio dos produtos que compram, à medida que as preocupações com a emergência climática aumentam. Quanto mais as empresas se alinharem com as expectativas dos agentes do clima, mais terão sucesso.

E, para conquistar esse público, as corporações deverão oferecer produtos com certificação de pegada de carbono, rotulagem digital de produtos e aplicativos de rastreamento, para fornecer informações precisas sobre como lidam com carbono, reciclagem e alegações éticas.

Maior presença de idosos nos canais digitais

Durante a pandemia, os sêniores se viram obrigados a ficar on-line enquanto o mundo se fechava. Agora, familiarizados e confortáveis com a tecnologia, os idosos digitais têm autonomia para fazer compras e utilizar os serviços por meio desse canal.

Dados do estudo mostram que 45% deles usaram um serviço bancário no celular pelo menos uma vez por semana. E o número de pessoas com mais de 60 anos deverá aumentar 65% de 2021 a 2040, atingindo mais de dois bilhões.

Considerando que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil será o sexto país no número de idosos até 2025, as empresas que não disponibilizarem uma tecnologia fácil de usar e soluções combinadas com comunicação frente a frente, perderão essa valiosa fatia de mercado, composta pelos idosos digitais.

Por isso, as empresas precisam adaptar sua experiência digital para direcionar e atender às necessidades desse público on-line expandido. E, apesar de uma adesão cada vez maior à tecnologia, esse grupo ainda valoriza as interações humanas no relacionamento com as marcas.

Preocupação financeira

Os consumidores estão voltando a ter confiança para investir e se tornando experientes em poupar, a fim de fortalecer a segurança financeira. Estão se transformando em aficionados financeiros, ou seja, pessoas que assumem o controle do próprio dinheiro, investem e usam serviços para rastrear as suas transações.

Essa alfabetização financeira não está mais restrita às praças de mercados de capitais e as empresas devem fornecer ferramentas e soluções fáceis de usar, permitindo que o consumidor se sinta financeiramente empoderado.

O estudo mostra que 57% acessaram um serviço bancário por meio de seus smartphones pelo menos uma vez por semana, em 2021. E a população com acesso a esses serviços  continua aumentando, dando aos consumidores a possibilidade de usar ferramentas de gestão de dinheiro.

As empresas estão capitalizando sobre essa liberdade financeira recém-descoberta e respondendo com recursos que proporcionam mais controle e confiança. Assim, constroem a lealdade do cliente em um momento em que a confiança nas instituições financeiras está diminuindo.

Paixão e propósito impulsionam as ações

A pandemia conduziu os consumidores a uma grande renovação da vida, resultando em drásticas mudanças pessoais e em um recomeço coletivo em relação a valores, estilos de vida e objetivos. Paixão e propósito impulsionam a ação desse grupo, fazendo com os  consumidores agora valorizem mais o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

As empresas devem inovar em bens, serviços e experiências que respondam a esse momento único, junto a um marketing que reconheça e abrace a revolução. As empresas que pretendem atender à grande renovação da vida devem ajudar os consumidores a se ajustar a esse novo estilo de vida, oferecendo políticas e produtos que agreguem valor e apoiem o crescimento pessoal dos clientes.

Economia circular

Economizar é a tendência e os consumidores estão mudando a mentalidade de possuir algo para o entendimento de ter experiências. Sustentabilidade e individualidade estão removendo o estigma associado às compras de segunda mão e impulsionando os marketplaces de pessoa a pessoa.

As empresas precisam fazer mais com menos. O investimento em iniciativas de economia circular, como programas de reciclagem, aluguel ou revenda, agregará valor ao impactar positivamente ao meio ambiente.

O levantamento aponta que, em 2021, 33% dos consumidores compraram itens usados ou de segunda mão com um intervalo de poucos meses. Ao mesmo tempo, os consumidores estão mais preocupados com sustentabilidade.

A expectativa é de que as vendas reversas (quando o consumidor troca itens reciclados por novos produtos) se tornem cada vez mais predominantes, envolvendo mais categorias. Os consumidores também continuarão considerando a compra de itens de segunda mão, principalmente os bens duráveis.

Paradoxo da socialização - sair ou não de casa

Os consumidores estão se aproximando de um retorno à vida pré-pandêmica de maneiras diferentes, com base em seus níveis de conforto. Alguns estão ansiosos para retomar suas atividades normais, enquanto outros hesitam, criando o “paradoxo da socialização”.

Esse paradoxo define as muitas maneiras pelas quais os consumidores estão agindo: alguns se acostumaram com a vida no confinamento e continuarão comprando para consumir em casa, outros ficaram inquietos durante o auge da pandemia e estão prontos para voltar a participar plenamente da sociedade. Entre essas duas preferências estão, também, os que desejam uma nova forma de normalidade, dispostos a se aventurar em atividades selecionadas, mas ainda assim cautelosos e preocupados com a saúde.

A expectativa agora é de que o trabalho remoto e compromissos virtuais coexistam com atividades presenciais. E o consumidor quer ter opções. Para isso, as empresas devem fornecer experiências físicas integradas às digitais, de maneira inovadora e adaptável, sem sacrificar a experiência.

Movimento pelo metaverso - o novo mundo digital

O mundo digital está evoluindo de reuniões virtuais para realidades 3D imersivas e as pessoas estão adotando esses espaços digitais para socializar com as comunidades.

De acordo com a pesquisa, os consumidores estão mais conectados e atentos às inovações, sendo que 38% dos entrevistados participaram de jogos online pelo menos uma vez por semana, no ano passado. Já as vendas de headsets de AR/VR (realidade aumentada e realidade virtual) cresceram 56% globalmente, de 2017 a 2021.

Esses ambientes imersivos podem impulsionar o comércio eletrônico e as vendas de produtos virtuais, à medida que o acesso se expande. Empresas inovadoras já empregam aplicativos de AR/VR em seus processos de negócios. Os consumidores que usam jogos online e mídias sociais que priorizam o vídeo para fazer transmissões e socialização estão estabelecendo as bases para o Movimento Metaverso.

As melhorias nas capacidades de AR/VR e a redução dos custos de equipamento aumentaram o acesso a espaços virtuais 3D. Os consumidores que já interagem com ambientes sociais on-line imersivos passarão ainda mais tempo em ambientes totalmente gerados por computador.

À medida que o Movimento Metaverso segue ganhando mais participantes experientes em tecnologia, a tendência é de que os consumidores fiquem mais tempo em ambientes digitais. Cabe às empresas entenderem esse universo, se prepararem para essa nova realidade e aprenderem seu papel para aumentar o reconhecimento da marca e gerar receita.

Use a tecnologia a seu favor!

Os modelos de negócios tradicionais estão sendo desafiados. As empresas precisam evoluir tão rapidamente quanto as mudanças de comportamento do consumidor. No mundo de hoje, os hábitos de compra anteriores não necessariamente implicam lealdade à marca.

A experiência do consumidor precisará ser multifacetada e as empresas correm o risco de perder clientes se a experiência não for integrada e personalizada, com modelos híbridos eficazes que permitam o revezamento entre presencial e virtual, enquanto o futuro próximo permanece imprevisível.

Para isso, é fundamental ter em mente que a tecnologia é algo presente na vida de todas as pessoas e não basta apenas simplificá-la para iniciantes, mas também explorar o metaverso e personalizar as experiências digitais de acordo com o público-alvo.

Sendo assim, não deixe de utilizar os recursos tecnológicos disponíveis, de modo a oferecer um melhor serviço ou produto ao cliente. Lembrando que você não usará a tecnologia somente para oferecer algo melhor aos clientes, mas também conseguirá escalar o seu negócio.

E a Digital House tem consciência sobre a capacidade da tecnologia de modificar as relações com os consumidores e os cenários dentro das empresas. E não há dúvidas de que o futuro será cada vez mais tecnológico e as habilidades digitais imprescindíveis no futuro do mercado de trabalho.

Sendo assim, a DH oferece cursos nas principais áreas, que formam alunos capazes de lidar com desafios em qualquer tipo de ambiente profissional, seja uma startup ou uma grande empresa, se adaptando e podendo desenvolver a melhor carreira. Confira nossos cursos e dê o pontapé inicial para sua jornada de sucesso!