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O que é dashboard: O guia com tudo o que você precisa saber!

O que é dashboard: O guia com tudo o que você precisa saber!
#Dados
4 de maio - min de leitura

Atualmente, as soluções para facilitar o gerenciamento de TI com um bom visualizador de dados e informações aumentaram bastante. Para as empresas, é essencial ter ferramentas que otimizam processos que poderiam ser mais demorados. Neste contexto, o que é dashboard e para que serve?


O marketing digital é uma área imprescindível nas empresas para a prospecção de clientes e impulsionamento de resultados. Dentro desse campo, as campanhas são métodos muito eficientes, pois focam no anúncio para um público-alvo específico, recebendo um retorno maior sobre seu investimento. Hoje veremos o que é dashboard e como essa ferramenta pode ser útil para a visualização de informações importantes nas campanhas de marketing.

Quando uma organização quer entender instantaneamente como uma campanha de marketing está desempenhando, ao invés de analisar diversas planilhas, levando horas ou até mesmo dias para chegar a uma conclusão, é mais fácil e ideal utilizar um dashboard.

Eles são ótimos meios visuais de auxílio para otimização e aumento da velocidade em processos de tomada de decisão. Com a coleta e a análise de dados, organizada da melhor maneira no dashboard, você consegue entender tudo o que está acontecendo.

Confira, a seguir, o guia sobre essa tecnologia, entenda as vantagens em criar um dashboard, veja 3 tipos diferentes e como utilizar cada um deles em um processo. Preparado? Então pegue um café, ajeite sua poltrona e acompanhe!

O que é dashboard e para que serve?

Em português, a palavra dashboard significa painel de controle. Dashboard é uma ferramenta de gestão de dados, que auxilia na exibição de métricas, que indicam como um processo, campanha ou a saúde de um negócio está se desenvolvendo.

Provavelmente, você já ouviu a expressão: “informação é poder”, não é mesmo? No mundo corporativo, essa frase faz todo o sentido, principalmente se pensarmos no momento que vivemos, a Era Digital.

No entanto, com o excesso de informação gerado constantemente, o processo e a análise são dificultados, levando horas, dias e até meses, se realizados em um processo tradicional.

Um dashboard é composto de números, tabelas, textos e gráficos, que representam o detalhamento de todas essas informações complexas de maneira simplificada e organizada, auxiliando as empresas na tomada de decisões e acompanhamento de metas de forma rápida e fácil.

Além disso, ele pode ser utilizado por qualquer área, para as mais diversas finalidades, pois é customizável. Para que o dashboard funcione da melhor forma, precisa estar conectado aos servidores de dados da empresa.


Vantagens em criar um dashboard

Saber o que é dashboard é entender que ele é a maneira mais eficiente de acompanhar diversas fontes de dados ao mesmo tempo, em tempo real (ou não) e em um único local. Confira as principais vantagens:

Auxilia na tomada de decisão

O processo de tomada de decisão fica mais simples através do uso dos dashboards, que centralizam todos os dados em uma fácil visualização e compreensão, possibilitando a compreensão ampla do negócio, sejam nas atividades, investimentos, KPIs, prazos, estoque, entre outros indicadores.

Otimização de tempo e recursos

A visualização por dashboards otimiza o tempo para a tomada de decisão, evitando trabalhos demorados com organização de dados, além de poupar o uso de ferramentas ou softwares complexos de gerenciamento de projetos.

Prevenção de riscos

A distribuição organizada dos dados de um projeto no dashboard proporciona, além das oportunidades de insights, a detecção de riscos não visualizados no decorrer do planejamento de todo o processo ou até mesmo entender a real gravidade de um problema subestimado anteriormente.

Integração e transparência

As pessoas que acham que um dashboard é útil somente para os gestores, estão totalmente enganadas. Muitas empresas já expõem seus painéis com os processos de negócio em lugares estratégicos da organização, para que possam ser visualizados por todos os funcionários e até clientes.

Em uma gestão de projetos, é essencial que tanto os líderes quanto suas equipes tenham acesso aos indicadores e resultados da empresa, para manter a transparência das informações e a construção colaborativa, em que todos participam com o máximo de comprometimento para o bem do negócio.

Além disso, o dashboard tem o objetivo de facilitar a comunicação interna entre todos os profissionais, garantindo maior integração entre departamentos e fornecendo uma visão mais detalhada para o crescimento da organização.

3 tipos diferentes e como utilizar cada um

Como comentado, é possível criar diferentes tipos de dashboards. Eles podem ter perfis diversos de público, inclusive os mais técnicos, com foco no desempenho de uma parte de um processo organizacional ou de gestão, por meio de um resumo dos indicadores a serem acompanhados, para que a empresa cresça cada vez mais.

Sendo assim, na sequência, explicaremos três tipos diferentes para serem colocados em prática. Confira abaixo:

Dashboard Operacional

Como o próprio nome já diz, esse dashboard contém os dados referentes às operações de uma empresa. Ele é utilizado por gestores e pessoas que desejam acompanhar e analisar o desempenho de processos organizacionais, como os anúncios de marketing.

Dashboard​ Tático

Esse tipo de dashboard apresenta indicadores para se tomar decisões em uma empresa, principalmente para objetivos de médio prazo, avaliando a eficácia ou erros de uma estratégia (por isso o nome "tático'') aplicada pela organização.

Dashboard Estratégico

Já neste tipo de dashboard, os indicadores são importantes para a validação de um planejamento de estratégias, visando o crescimento de uma empresa. O objetivo é que as informações sejam comparadas com o registro histórico, para entender o processo de evolução dos resultados da organização.

As métricas de vendas e do financeiro são os dados mais essenciais nesse tipo de dashboard, possibilitando a identificação de erros ou melhorias para aplicação em um plano de ação.

Como criar um dashboard no Excel?

Nós já publicamos um artigo, explicando passo a passo como criar um dashboard no Excel, mostrando o quão fácil, simples e intuitivo é a ferramenta para a organização e visualização de dados. No entanto, hoje vamos explicar o que é necessário antes de colocar a mão na massa. Confira abaixo:

Defina o objetivo e o público-alvo

Qual é a finalidade desse dashboard? É necessário fazer essa pergunta inicialmente e ter definido qual será o público-alvo. Isso deve ser feito para que o painel não se torne uma mistura de dados sem um consenso, algo que ninguém entende e uma ferramenta sem utilidade.

Analise quais tarefas fazem parte do processo organizacional e, assim, defina quais métricas e indicadores serão incluídos no dashboard, além das pessoas que terão acesso, de acordo com seus papéis na empresa.

Escolha o tipo de dashboard

Cada tipo de dashboard possui um determinado propósito. Portanto, é essencial que, desde o início do desenvolvimento, todos os objetivos sejam definidos para que seja realizada a melhor escolha.

Fazer benchmarking é uma ótima opção nesse processo, procurando saber como outras empresas, sejam elas concorrentes diretas ou não, estão visualizando seus dados, que tipos de gráfico costumam usar e como dividem os painéis para cada setor da empresa.

Organize as informações e escolha o que interessa

Um bom dashboard representa diferentes dados agrupados de forma lógica. As informações financeiras devem estar juntas em uma tela, assim como dados de marketing e vendas devem estar em outra, e assim por diante.

Com todos os dados, métricas e indicadores agrupados, filtre-os no que são relevantes para o público-alvo. O objetivo é deixar o dashboard objetivo, com visualização fácil, para uma utilização mais eficaz. Se houver excesso de dados, o sentido da ferramenta será totalmente perdido e o painel ficará poluído.

Preocupe-se com a atualização dos dados

O gestor ou analista que cuida do dashboard deve certificar-se de que tudo está sendo atualizado no intervalo correto de tempo. Em diferentes casos ou situações, dependendo da necessidade, não é preciso um painel com atualizações em tempo real, mas pode ser por hora, dia, semana, mês, bimestre ou mais!

Por que é importante capacitar os usuários de dashboards? 

Como explicamos previamente, é muito importante definir quem serão as pessoas a interagir com o dashboard, dependendo do seu papel na empresa e podendo ser de diferentes áreas.

Nem sempre todas elas entendem sobre a ferramenta, suas funcionalidades e benefícios. Além disso, aprender algo novo em um trabalho, ou até mesmo na vida, traz muitos desafios.

O Excel, por exemplo, é uma ferramenta vista como um bicho de sete cabeças, mas, na verdade, suas fórmulas, atalhos e funções, como o exemplo do dashboard, facilitam o dia a dia de muitos profissionais no mundo corporativo, além de ser uma habilidade com grande diferencial para o profissional no mercado de trabalho.

Para garantir que todos se engajem com o sistema e a ferramenta da melhor forma possível, é importante investir em treinamentos e capacitações. Independentemente do software escolhido para construir os dashboards, todas as pessoas que participaram de seu desenvolvimento também devem ajudar em sua implementação.

Que tal ser um especialista em dados e dashboards?

Agora que você sabe o que é dashboard e seus principais benefícios para uma empresa, também deve ter em mente que, devido à ascensão dos meios digitais, as estratégias de marketing, principalmente as ligadas às performances de processos organizacionais, são cada vez mais essenciais para mudar o rumo e impulsionar os resultados das companhias.

Possuir uma certificação é uma chave e um grande diferencial para conseguir ingressar na carreira de dados de maneira assertiva, pois ele prova que o profissional possui uma base sólida de conhecimento.

Que tal se inscrever no curso de Data Analytics da Digital House? Aprenda as habilidades necessárias na coleta e análise de dados, incluindo a construção e entendimento de dashboards, por meio do uso de diferentes ferramentas, como o Excel, Google Analytics e outros!

As aulas são dinâmicas, 100% ao vivo e ministradas por grandes profissionais especialistas do mercado. Além disso, todos os alunos também podem realizar o curso de Gestão de Carreira gratuitamente durante o seu curso e participar de feiras de recrutamento exclusivas (Recruiting Day).

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Análise preditiva: a busca pelas previsões de mercado

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O dia a dia de um analista de dados: responsabilidades, ferramentas e dúvidas

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Outras notícias

A nova corrida espacial img
#Tecnologia

A nova corrida espacial

Quem viu a disputa recente de bilionários, sobre quem fazia o primeiro voo espacial turístico, talvez não saiba que estamos no meio de uma disputa espacial. Essa nova corrida pode nos levar até Marte em alguns anos e definitivamente redefinir a visão de liderança espacial entre as nações da Terra.Estações EspaciaisA humanidade foi ao espaço pela primeira vez em 1961, chegou na lua em 1969, e de 1998 a 2011 montou uma estação espacial que já foi visitada por 249 astronautas de 19 países.A atual estação espacial internacional (ISS) tem apenas mais 3 anos de vida útil. É possível que ela dure mais algum tempo com alguma manutenção, mas é um tipo de risco que geralmente não se corre com esse tipo de empreendimento. Se já é perigoso morar numa casa com problemas em terra firme, imagine no espaço?A ISS não é a primeira estação espacial e nem será a última, antes tivemos a Salyut, Almaz, Skylab e MIR e já faz algum tempo que a China está trabalhando na sua própria estação espacial.A estação espacial chinesa se chama Tiangong, que em tradução livre significa Palácio Celeste. Os últimos astronautas (ou taikonautas, termo usado pelos chineses) que chegaram lá em 17/junho devem ficar por 10 anos no espaço. A partir de 2024, com a desativação da ISS, a China colocou à disposição da ONU sua estação para pesquisas. Até o momento 9 projetos de 23 instituições em 9 países já foram selecionados.MarteA exploração de Marte começou com a Mariner 4 em 1964, a primeira sonda a passar pela órbita marciana, e a partir de 1997 começaram a enviar veículos (rovers) para explorar o planeta em solo.A Nasa já enviou 5 veículos: Sojourner, Spirit e Opportunity, Curiosity, e Perseverance. Este último chegou lá em fevereiro de 2021. Porém, o veículo mais recente em Marte é dos chineses, se chama Zhurong e aterrissou em maio de 2021.Além dos Estados Unidos e China, temos Rússia (nos tempos da URSS), Agência Espacial Européia, Índia e Emirados Árabes Unidos que já enviaram sondas espaciais com sucesso para a órbita de Marte.E voltando a falar em bilionários, um dos grandes obcecados com a exploração do planeta vermelho é Elon Musk, a ponto de ter uma página oficial e uma página na Wikipedia dedicadas especificamente a esse tema.Uma das ambições do multiempreendedor Musk (SpaceX; Tesla Motors; OpenAI, Neuralink e SolarCity) é colonizar Marte. Isso envolve aquecimento, água, oxigênio, cultivo e mineração entre muitas outras coisas.Se você tem curiosidade sobre o tema, recomendo a minissérie Marte da Netflix. Ela é parte documentário (entrevistando cientistas, políticos e ativistas) e parte ficção-científica (mostrando uma jornada de colonizadores no planeta vizinho).Turismo EspacialO capítulo mais recente (e polêmico) dessa história envolve as viagens espaciais de Richard Branson e Jeff Bezos. Ambos disputam quem ocupa o lugar na história da primeira companhia a levar regularmente turistas ao espaço.Por um lado é um empreendimento fútil, ao contrário da exploração espacial que pode trazer descobertas científicas, o turismo espacial é puro entretenimento para ricos. Por outro lado, populariza a conversa sobre o espaço e chama mais atenção para a ciência, e (espero que) definitivamente, acabe com o terraplanismo.Richard Branson, fundador do Grupo Virgin, largou na frente. Sua nave chegou a 86 km de altitude, acima dos 80 km reconhecidos pelos Estados Unidos como limite do espaço. Ele pretende realizar 400 voos por ano e já vendeu 600 ingressos ao preço de US$250 mil.Jeff Bezos, fundador da Amazon, chegou depois, mas alfinetando seu oponente dizendo que ele não chegou no espaço. Acontece que o limite internacional, conhecido como Linha de Kármán, é de 100 km, altitude que a nave de Bezos alcançou. Ele ainda não deixou claro quantos voos fará por ano nem quanto custará o ingresso.Enfim, o importante é você saber que a atual conquista do espaço não se resume a uma disputa de egos entre quem tem muito dinheiro. Envolve pesquisa científica, envolve geopolítica e com certeza mexe com o sonho de muita gente que olha para as estrelas e fica pensando no que existe lá fora.Leia mais no blog DH:+ Google Analytics Dashboard: crie e personalize com o nosso passo a passo+ O que é brand equity e como as empresas geram valor de marca em seus produtos e serviços+ Marketing digital para iniciantes: 10 dicas de como começar na carreiraE aí, já segue a gente no Twitter? Vem pra rede, vamos conversar sobre habilidades digitais! ;)

Máquina de vetores de suporte: o que é? img
#Dados

Máquina de vetores de suporte: o que é?

O tema de hoje sucede outro importante modelo de classificação em aprendizado supervisionado, o Naïve Bayes. Classificador probabilístico baseados na aplicação do teorema de Bayes, o Naïve Bayes supõe a independência entre os atributos. Por ser simples e rápido o Naïve Bayes está entre os modelos mais aplicados para a classificação. Modelos de classificação têm aplicações diversas na sociedade moderna, da análise de sentimentos à classificação de documentos. A seguir apresentamos mais um interessante modelo, o Support Vector Machine.Support Vector Machine. As Máquinas de Vetores de Suporte ou Support Vector Machines, como o algoritmo é conhecido, são ferramentas de classificação e regressão. Uma SVM constrói hiperplanos em um espaço n-dimensional para classificar ou regredir dados. Os vetores de suporte de classificação constituem o SVC e os vetores de suporte de regressão constituem o SVR. Como ambos dependem apenas de um subconjunto dos dados de treinamento, pois a função de custo que constrói modelo não considera os pontos de treinamento que estão distantes da margem de classificação, o regressor se torna uma extensão do modelo de classificação. Nesse artigo concentraremos nossa atenção na propriedade de classificação que as máquinas de suporte nos oferecem.Conhecido como Support Vector Classification (SVC), o classificador SVC é uma ferramenta que usufrui das diferenças de posição entre determinadas observações e de sua disposição no espaço de atributos, determinado por um dataset, para classificar os pontos observados em relação as suas classes. A ideia é encontrar um objeto geométrico separador de classes, que pode ser uma linha em um espaço bidimensional, um plano em um espaço tridimensional ou um hiperplano, em um espaço n-dimensional de atributos.O método dos vetores de suporte é aplicável a áreas tão diversas quanto a detecção facial e classificação de imagens, a categorização de textos e hipertextos e reconhecimento de letras manuscritas, até a detecção de anomalias.Considere a seguinte base dados apresentada na figura a seguir, com um número M de observações, dois atributos, A e B , e um rótulo que se divide entre as classes Cruz Azul e Círculo Vermelho.   Quando visualizamos os dados de nosso dataset no espaço definido pelos atributos A e B, vemos que sua disposição ocorre de maneira a termos dois agrupamentos, um de Círculos Vermelhos e um de Cruzes Azuis. A figura a seguir apresenta essa disposição espacial das observações. À esquerda vemos a dispersão dos pontos e, à direita, vemos como atua o método SVC de classificação.   Note à direita, que os pontos mais próximos da fronteira entre os dois agrupamentos são utilizados como suporte para a criação de uma linha separadora de classificação. Esses pontos formam nossos vetores de suporte, tanto do lado dos Círculos Vermelhos, quanto do lado das Cruzes azuis e não é necessário que o mesmo número de pontos seja adotado em cada vetor de suporte. São esses pontos que fornecem suporte para a linha separadora, influenciando sua posição. A distância entre os pontos de ambas as classes caracteriza a margem que otimiza o processo de classificação. Como o SVC usa distâncias espaciais para realizar sua classificação, pode ser importante considerar o uso de algum método de reescalonamento dos dados.Pode ser intuitivo imaginar que um modelo que maximiza a margem entre o hiperplano de separação e os pontos de treinamento mais próximos das classes, resulta em um separador mais eficiente, pois em geral quanto maior a margem menor o erro de generalização do classificador. Mas é necessário lembrar da troca entre enviesamento e variância, uma margem maior pode resultar em um aumento do enviesamento do modelo, reduzindo sua variância. Por outro lado, uma margem mais reduzida pode implicar em uma redução do enviesamento, mas um aumento da variância do modelo. Há dois métodos adotados para a escolha do tamanho da margem. O primeira, chamado de Margem Rígida (Hard Margin), é mais indicado para bases com dados linearmente separáveis, entretanto elas podem ser mais sensíveis aos outliers. O segundo método, conhecido como Margem Suave (Soft Margin), é mais indicado para datasets com dados linearmente inseparáveis e apresenta maior maleabilidade e melhor tratamento com outliers.  Para manter um bom balanço entre o viés e a variância no método SVC, é necessário dosar dois hiperparâmetros, C e y. Os hiperparâmetros de um modelo contribuem para sua robustez e precisão, evitando que o modelo seja superdimensionado ou de eficiência insuficiente. O hiperparâmetro de regularização C controla a intensidade da regularização, mantendo com ela uma relação inversa. Quanto maior C, menor a intensidade da regularização, do tipo Ridge. O hiperparâmetro C é responsável por controlar o que se pode entender como a suavidade da margem que separa os dois clusters. Essa relação pode ser vista na figura a seguir.   Para valores mais elevados de C o classificador comete menos violações de margens, o que acaba reduzindo-a. Por outro lado, valores reduzidos para C aumentam o tamanho da margem, aumentando também o número de violações de margem. Esse manejo está diretamente ligado ao controle do sobreajuste do modelo.O hiperparâmetro y tem a função de calibrar a influência de vetores de suporte mais próximos ou mais distantes da linha separadora. Para entender melhor a importância de y é importante lembrar das funções de kernel, aplicadas em distribuições de pontos não linearmente separáveis. Essas funções realizam transformações nos pontos, tornando possível sua separação por um hiperplano. Esse processo é conhecido como um truque de kernel (kernel trick), e guarda uma relação muito próxima com o conceito de medida de similaridade. As funções de kernel podem ser mais elementares, como a polinomial de grau d, com inclinação a e uma constante de deslocamento c, muito popular em bases normalizadas. As funções de kernel também podem ser mais elaboradas, como a função laplaciana, com seu parâmetro de ajuste o.Os valores de entrada são os atributos originais e o valor de saída é uma medida da similaridade do novo espaço de atributos. Como mostrado na figura a seguir. À esquerda vemos uma distribuição de pontos não linearmente separáveis, mas após a aplicação de uma função de kernel, à direita, ocorre a separação entre os pontos em relação à nova medida de similaridade compondo o espaço de atributos. O SVM entende similaridade em termos de proximidade e com isso consegue realizar a separação dos pontos, mantendo os pontos semelhantes mais próximos entre si e mais afastados dos demais.O parâmetro y tem então um comportamento inverso ao do desvio padrão da função de kernel escolhida. Isso significa que um valor alto de y implica em uma função de kernel com baixa variância, implicando que dois pontos precisam estar relativamente próximos, para serem classificados como semelhantes. Em termos do classificador um valor alto de y fará com que apenas os pontos mais próximos da linha separadora afetaram na classificação dos pontos. Já um valor baixo de y define uma função de kernel com alta variância, o que pode classificar como similares pontos relativamente distantes entre si, o que se traduz numa influência maior dos pontos mais distantes da linha separadora, na classificação de pontos de teste. Como pode ser visto na figura a seguir. Imagine agora que consideremos um dataset semelhante ao apresentado anteriormente, mas agora com a inclusão do atributo C, como pode ser visto a seguir. A extrapolação do conceito bi-dimensional de linha separadora, para um conceito tri-dimensional de plano é apresentado na figura a seguir. Note que a dimensão do objeto geométrico separador das classes tem sempre uma unidade inferior àquela do espaço criado pelos atributos do dataset disponível. Isso quer dizer que em um sistema com n atributos, ou n-dimensional, o objeto separador terá (n-1) dimensões. Perceba que no sistema acima um plano corta o espaço formado pelos atributos A, B e C e separa as observações entre as classes de Círculos Vermelhos, abaixo do plano e Cruzes Azuis, acima do plano. A equação geradora de um plano com n dimensões, ou um hiperplano é apresentada a seguir:Em que Wj=(W0, W1, W2,..., Wn) representa um vetor com os coeficientes associados a cada atributo, a constante W0 representa o coeficiente de interceptação do hiperplano e o vetor X=(X1, X2,..., Xn) contém os atributos de nossas observações. O SVM traça um hiperplano entre os pontos, para separá-los e realizar sua classificação, lembre-se que para pontos originalmente linearmente inseparáveis é importante a aplicação de uma função de kernel.Uma vez que os pontos foram submetidos a uma função de kernel, que permite a criação de um hiperplano separador, o método classifica cada ponto como estando acima ou abaixo do hiperplano construído, como mostrado a seguir: Pontos que recebem valor -1 são classificados como estando abaixo do plano separador, pontos com valores +1 são classificados como estando acima do plano separador.O SVM é um dos métodos mais populares para a classificação de classes, ele tenta discriminar as classes de um dataset através da geração de um plano de separação entre os pontos. Para tanto o SVM pode mapear os dados com uma função de kernel que transforma os pontos e facilita a separação das classes. É importante tomar cuidado com o excesso de dimensões, que podem sobrecarregar o classificador forçando a aplicação de técnicas de análise de bases com alta dimensionalidade.Aprenda sobre SVMNa Digital House você aprende sobre o Support Vector Machines (SVM) com abordagem teórica e prática, através do nosso curso de Data Science.Leia mais no blog DH:+ Google Analytics Dashboard: crie e personalize com o nosso passo a passo+ O que é brand equity e como as empresas geram valor de marca em seus produtos e serviços+ Marketing digital para iniciantes: 10 dicas de como começar na carreiraE aí, já segue a gente no Twitter? Vem pra rede, vamos conversar sobre habilidades digitais! ;)

Inteligência de dados: guia completo com o que você precisa saber img
#Dados

Inteligência de dados: guia completo com o que você precisa saber

São milhares de informações disponibilizadas todos os dias na internet, que podem mudar a realidade e o rumo das empresas positivamente. Mesmo sabendo das vantagens consequentes da inteligência de dados, a má exploração na análise das mesmas ainda é um grande problema.Acompanhe este artigo e entenda o conceito, a importância da área e quem é esse profissional no mercado de trabalho. Boa leitura!O que é inteligência de dados?Hoje em dia, temos inúmeras ferramentas e plataformas disponíveis para coletar e analisar o grande volume de informações que crescem constantemente. A inteligência de dados trata de tirar insights, planejar soluções inteligentes para o negócio e tomar decisões estratégicas nesse processo.É algo essencial para qualquer empresa, pois é a área responsável por fornecer informações relevantes sobre os concorrentes, público-alvo, além das tendências do mercado.O segredo para o sucesso da inteligência de dados é a organização das informações, para simplificar as análises e aumentar o potencial da descoberta de mais insights. Usar esses dados evita achismos, garante o embasamento nas decisões e, consequentemente, mais chances de obter sucesso.Qual a importância do data intelligence?Utilizar a inteligência de dados ou data intelligence, como também é conhecido, já não é uma escolha, é uma necessidade! Todas as empresas consolidadas no mercado adotam a prática pelos benefícios que agregam ao negócio.Isso porque vivemos em um cenário dinâmico, em que as coisas não param de evoluir. Sendo assim, as organizações aderem às transformações digitais (potencializadas ainda mais na pandemia) e, em paralelo, o comportamento dos consumidores também se modifica. Por isso, tomar decisões baseadas em informações relevantes, atualmente, é a estratégia mais assertiva.Nesse processo de transição para o digital das empresas, elas buscam facilitar o trabalho de gestão em diversos sentidos. Isso porque, além das tecnologias que passam a fazer parte da produtividade, também há o grande volume de dados que cresce todos os dias, carregados de insights importantíssimos para qualquer negócio, e que precisa ser analisado cuidadosamente.Imagine, por exemplo, uma empresa que quer aumentar suas operações para diferentes mercados, mas precisa optar por qual caminho seguir. Se ela se basear em dados, será possível avaliar as opções com maior potencial de sucesso, garantindo que o investimento valha a pena.Podemos pensar também nos departamentos organizacionais, onde o time de conteúdo, por exemplo, precisa dos insights para fazer um marketing de conteúdo que agregue valor ao público, assim como a área de Customer Experience (CX), que precisa ter informações inteligentes do público-alvo para oferecer a melhor experiência ao usuário.Quem são os profissionais de inteligência de dados?São diversas carreiras que atuam com a inteligência de dados, sejam analistas, consultores, gerentes, supervisores, cientistas de dados, entre muitos outros. Esses profissionais precisam ter habilidades analíticas para ler, coletar e analisar dados com precisão.De acordo com um levantamento realizado pela Plugar, 65% destes profissionais estão concentrados no sudeste do País, principalmente na cidade de São Paulo e região, onde também fica a maior concentração de universidades que os formam, além das empresas que os contratam. Com isso, podemos concluir que ainda há muito espaço para novos profissionais em outras localidades.Além disso, há muita demanda para profissionais de dados e poucos profissionais qualificados, que não são suficientes para suprir toda essa necessidade. Ou seja, o mercado está extremamente aquecido e, se você tem interesse, este é o melhor momento para ingressar na área, que é uma promessa para o futuro, além de uma garantia de boa estabilidade profissional.Depois de saber um pouco mais sobre a área de dados, fica difícil não se interessar pelo segmento, não é mesmo? Neste contexto, ter uma certificação ou diploma é uma ótima opção para desenvolver uma base sólida de conhecimentos e utilizá-los no dia a dia das empresas, além de ser um diferencial no mercado de trabalho, quando for fazer entrevistas.A Digital House entende essa realidade e oferece os cursos de Data Science e Data Analytics, que ensinam o aluno a tomar decisões com base em dados, além de gerar inteligência para o negócio, a partir de diferentes ferramentas, como PowerBI, SQL Server e outras.Que tal garantir seu sucesso profissional conosco? Todos os alunos também podem participar do programa gratuito de apoio à recolocação e de feiras de recrutamento exclusivas (Recruiting Day).Por que investir na cultura data-driven?Investir em uma cultura data-driven é buscar resoluções que trazem resultados mais assertivos em diferentes segmentos de mercado, por meio da coleta e análise de dados. E isso precisa ocorrer de maneira organizada, nos diversos departamentos de uma organização, para que não haja limitação de acesso.A cultura data-driven permite que um grande conjunto de dados seja compilado em um só lugar, para que todas as áreas de uma empresa tenham acesso de maneira simples e efetiva.Pensando no mercado, que é cada vez mais competitivo, implantar a cultura data-driven e a inteligência de dados agrega e contribui para a conquista e prospecção de novos clientes, além da retenção dos já existentes, estando na frente da concorrência. É, sem dúvida, um investimento rentável por garantir que as tomadas de decisão sejam as melhores nos planejamentos.Para que todo esse processo aconteça da melhor maneira, é necessário que a gestão tenha um mindset ágil. Recomendamos a leitura do nosso artigo sobre gestão de produtos, entendendo também a importância dele no mercado e as principais habilidades exigidas pelo mercado.Leia mais no blog DH:+ Google Analytics Dashboard: crie e personalize com o nosso passo a passo+ O que é brand equity e como as empresas geram valor de marca em seus produtos e serviços+ Marketing digital para iniciantes: 10 dicas de como começar na carreiraE aí, já segue a gente no Twitter? Vem pra rede, vamos conversar sobre habilidades digitais! ;)