Era do áudio: entenda o que é Clubhouse, a rede social do momento

Era do áudio: entenda o que é Clubhouse, a rede social do momento

Na última semana, suas redes sociais devem estar fervendo com a chegada de uma nova rede social, mas afinal, o que é Clubhouse? O aplicativo realmente é uma maneira inédita de se comunicar? Bom, talvez não.

Apps de áudio não são necessariamente uma novidade, em 2008 Cazé Peçanha lançava o Gengibre, uma espécie de Twitter de Áudio.

Conteúdo em áudio também não é novidade, temos podcasts desde 2004 no Brasil.

Salas de áudio também já existem em outros apps como o Discord desde 2015.

E então, o que é Clubhouse?

Vou fazer uma retrospectiva rápida pra você se atualizar: o Clubhouse é uma rede social onde é possível criar ou participar de diversas salas de áudio.

Quem cria a sala pode eleger outros moderadores e definir quem são os palestrantes. Alguém da plateia pode levantar a mão e participar da conversa. Podemos resumir dizendo que é um app de podcasts ao vivo.

O Clubhouse surgiu em março de 2020 e aproveitou o crescimento do home office para virar um espaço de bate-papo com os amigos enquanto trabalha. Parecido com quem liga o rádio ou a TV para fazer barulho em casa, com a diferença de que a diversidade de conteúdo é maior, é sempre ao vivo e eventualmente você também pode falar ao invés de apenas ouvir.

Recentemente também vimos um crescimento acelerado dos podcasts, principalmente depois que o Spotify passou a apostar no formato com altos investimentos a partir de 2019.

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Então por que o Clubhouse está bombando?

A tecnologia de áudio está se tornando cada vez mais corriqueira em nossas vidas com o crescimento dos assistentes de voz. No começo de 2020 mais de 50% de todos os americanos adultos já usavam comandos de voz.

Ou seja, há uma convergência da tecnologia disponível, hábitos do usuário, familiaridade com o formato e disponibilidade de tempo ao longo do dia para consumo de voz. Um timing quase perfeito.

Só isso já seria motivo suficiente para apostar no Clubhouse, porém há um tempero especial adquirido nos últimos dias, o efeito Elon Musk: no dia 1/fevereiro/2021 o homem mais rico do mundo entrou no Clubhouse para bater um papo. Aqui no Brasil o Boninho, diretor do Big Brother Brasil na TV Globo, também entrou no app em 6/fevereiro.

O resultado foi uma quantidade gigantesca de pessoas do mundo das startups, negócios, finanças, marketing e afins entrando no início de fevereiro e uma grande leva de artistas brasileiros entrando no final de semana.

O que o Clubhouse representa para as atuais redes sociais?

Além do timing, o Clubhouse contou com um apadrinhamento de personalidades em todo mundo, Mark Zuckerberg é um dos que também bateu papo lá, inclusive já existem notícias de que ele está trabalhando em um app concorrente, bem típico do Marquinho.

Como o aplicativo ainda está limitado ao iOS e o crescimento é controlado pela distribuição de convites, é necessário receber um para participar, eles estão conseguindo controlar possíveis problemas de infraestrutura que vem com o crescimento acelerado. Além disso, já anunciaram diversas formas de monetização como Assinatura, Venda de Ingressos para as salas, Gorjetas e Patrocínio de Marcas.

Tudo indica que, se continuarem surfando essa onda criada pelas personalidades, eles devem se tornar a nova grande rede social do momento, sem necessariamente rivalizar com os demais apps. O Clubhouse, como já disse, está aproveitando uma demanda de consumo de conteúdo e tempo que ainda não tinha oferta suficiente no dia-a-dia dos usuários.

E se você já estiver brincando de Clubhouse, me segue por lá: @interney

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