O que é cibersegurança e por que ela é tão importante para os dados das empresas?

O que é cibersegurança e por que ela é tão importante para os dados das empresas?

Hoje, é muito difícil um negócio não ter a maior parte de seus processos aliada à internet e aos recursos digitais. Isso porque a mobilidade, a rapidez no processamento de informações e os infinitos dados disponíveis estão moldando as tendências para as estratégias das empresas e suas rotinas de trabalho.

Apesar de todas essas vantagens, existe a questão dos riscos cibernéticos para as organizações. Notícias como vazamento de dados, grupos de hackers e roubo de informações fazem parte do nosso dia a dia.

Para que todos os negócios possam lidar com essa ameaça constante e minimizar os riscos, é imprescindível entender o que é cibersegurança e priorizá-la para que se mantenham estáveis e competitivos no mercado.

Sendo assim, continue acompanhando este artigo para saber tudo sobre o tema. Vamos lá?

O que é cibersegurança?

Cibersegurança representa todas as ações tomadas, a fim de proteger servidores, computadores, dispositivos móveis, sistemas eletrônicos e redes corporativas dos ciberataques vindos de hackers.

Com os ciberataques e ameaças cada vez mais sofisticados, os prejuízos para os negócios e instituições governamentais se tornam cada vez mais graves. Por isso, a cibersegurança tem ganhado foco, tanto no serviço quanto na carreira.

Por que é importante cuidar dos seus dados?

Em muitas atividades cotidianas, os dados pessoais são coletados e utilizados de diversas formas pelas empresas. Considerando que o avanço tecnológico, o armazenamento, processamento, transmissão e/ou utilização são feitos, na maior parte, em formato digital, isso faz com que os cibercriminosos tenham mais possibilidades de obter lucros, roubando essas informações para diferentes fins.

É neste cenário que entender o que é cibersegurança é essencial. As brechas relacionadas com o vazamento de dados podem levar a diferentes consequências negativas, de acordo com o tipo de informação roubada e empresa, trazendo prejuízos enormes, tanto financeiros quanto para a reputação da marca.

As organizações passam a ter impactos financeiros enormes, a fim de obter os dados de volta, além de prejudicar sua imagem no mercado. Da mesma forma, sofrem as pessoas físicas, cujos dados pessoais são acessados e invadidos por estranhos.

De acordo com um levantamento, três em cada quatro empresas já tiveram seus dados vazados na internet. Esse é um dado bastante alarmante, haja vista que a privacidade das pessoas é que está em jogo.

Exemplos de empresas que tiveram suas informações expostas

O ano de 2020 foi marcado por diversos casos que envolveram a cibersegurança. O home office, adotado por conta da pandemia, fez com que as empresas impulsionassem seus processos de transformação digital, tornando-as mais expostas aos ciberataques.

Veja alguns exemplos de empresas que tiveram suas informações expostas no ano passado:

Microsoft

Um erro no sistema de segurança nas plataformas de atendimento ao cliente da Microsoft fez com que dados de 250 milhões de usuários fossem expostos. De acordo com a Comparitech, empresa que divulgou o incidente na época, as informações se baseavam em e-mails, endereços de IP, localizações, contatos, entre outros dados sigilosos.

Ao reconhecer a falha, a empresa explicou que o vazamento partiu de um erro de configuração no banco de dados dos serviços de atendimento ao cliente. Assim, dados equivalentes a 14 anos de comunicação entre o suporte técnico e os usuários dos produtos Microsoft foram expostos.

MGM Resorts

Mundialmente conhecida, a rede de hotéis de luxo, MGM Resorts, sofreu um ciberataque, praticado por hackers, que expôs dados de quase 11 milhões de clientes. Em meio a tudo isso, informações de celebridades também foram encontradas, como as do cantor Justin Bieber e Jack Dorsey, fundador do Twitter.

Ao explicar a exposição, a empresa afirmou que o ciberataque se deu a partir de um servidor com acesso limitado a dados dos clientes. Sendo assim, felizmente, as informações bancárias dos hóspedes não foram encontradas em meio aos endereços residenciais, telefones, e-mails e datas de nascimento.

Nintendo

No mês de abril, um ciberataque fez com que hackers tivessem acesso aos dados de login de, pelo menos, 160 mil contas da Nintendo. As informações foram obtidas a partir de “contas legado”, ou seja, contas que migraram de consoles antigos para o Switch, modelo mais atual da marca.

Com o ocorrido, os hackers passaram a ter acesso a informações completas de login, sendo possível entrar no perfil do usuário na rede. Felizmente, a empresa foi ágil em identificar o problema e alertou os usuários afetados para alterar suas informações de login imediatamente, a fim de evitar maiores prejuízos.

A Nintendo aboliu seus recursos de cadastro via sites de terceiros ou por meio das contas legado, como forma de prevenção a novos incidentes.

Zoom

Pelo menos 500 mil contas de usuários da plataforma foram parar em fóruns da dark web. Os dados envolviam endereços de e-mail, senhas de acessos e chegaram a ser distribuídos pelos hackers gratuitamente. Esse foi um episódio que teve muita notoriedade durante a quarentena, pelo aumento da popularidade do uso de plataformas para realização de reuniões remotas.

Em justificativa, a empresa alegou que trabalhou incansavelmente para a correção dos problemas, afirmando também que os dados de usuários corporativos dificilmente estariam entre as contas divulgadas.

Redes sociais

O Instagram, TikTok e YouTube também foram alvo de ciberataques no mês de agosto. Especialistas da Comparitech divulgaram a existência de um banco de dados com 235 milhões de perfis das redes disponíveis na dark web.

Os dados incluíam informações como nomes, fotos de perfis, idades e número de seguidores. Apesar de constar apenas informações públicas divulgadas pelos próprios usuários nas redes, eles poderiam ser usados por cibercriminosos em diferentes tipos de golpes.

Intel

A Intel, uma das empresas globais de tecnologia mais conhecidas, também foi alvo de um grande vazamento de dados internos. 20GB de informações internas da gigante foram divulgados na Internet, onde também constavam documentações de novos produtos, assinaladas como “confidenciais” e “secretas”.

Ministério da Saúde

Uma brecha de segurança no sistema de notificações da Covid-19 fez com que informações de 243 milhões de brasileiros fossem expostas na internet. O vazamento inclui dados de todas as pessoas que possuem cadastro no SUS ou plano de saúde.

Autoridades, como o presidente Jair Bolsonaro, e até mesmo pessoas mortas, tiveram seus dados expostos. Isso explica o número total de indivíduos afetados ser maior do que a população do país.

Os dados consistiam desde o nome completo até dados cadastrais dos usuários. O ciberataque teve origem a partir de uma falha no sistema de login e senha, que deixou as informações acessíveis a qualquer um.

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