O que é Arquitetura da Informação e como aplicá-la em seus projetos

O que é Arquitetura da Informação e como aplicá-la em seus projetos

Organizar o seu conteúdo digital não é tão simples quanto parece, mas a arquitetura da informação faz toda diferença para a experiência do usuário.

Mas afinal, o que significa esta hierarquização de conteúdo e como é possível que ele impacte na opinião e navegabilidade do seu usuário? Hoje vamos te contar as principais etapas deste modelo e sua importância.

O que é arquitetura da informação?

Quanto tempo você demora para encontrar a informação que está procurando em um website ou um app mobile? Por quantas páginas você precisa passar, quantos cliques tem que dar e o quanto precisa navegar? Se a resposta não é "pouco tempo", você não tem visitado muitos sites que fazem bom uso da arquitetura da informação em suas interfaces.

A arquitetura da informação é responsável por organizar todos os elementos de uma página na internet, aplicativo e softwares, para privilegiar a experiência do usuário e facilitar a sua navegação no conteúdo que deseja encontrar. Sem esse design de interação, seria impossível estabelecer uma relação entre o usuário e a página visitada.

Podemos nomear esse processo como o design de experiência do usuário ou arquitetura da informação UX, pois este é um dos profissionais responsáveis por identificar quais são os pontos que podem melhorar essa experiência.

Como surgiu o conceito de arquitetura da informação?

Esse conceito, que nasceu com a semiótica em meados da década de 1970, é um dos principais responsáveis por facilitar nossa vida na navegação online, pois a arquitetura da Informação tem como objetivo organizar as informações de um determinado segmento da maneira mais clara possível, categorizando-as para facilitar e agilizar nossa busca, evitando assim um grande caos.

Quem cunhou o termo foi Richard Saul Wurman, um arquiteto e designer gráfico americano que já escreveu e publicou mais de 80 livros. Um deles, chamado Information Anxiety, marca o início da era da arquitetura da Informação.

Nos livros dos anos 1960, Wurman defendia que passávamos por uma avalanche não de informações, mas sim de dados.

E parte do papel de um arquiteto da informação é conseguir transformar esses dados em conteúdos compreensíveis. Wurman, que está vivo e com 83 anos de idade, ainda carrega a mesma bandeira e foi assim que ele se tornou um dos fundadores do TED, aquelas famosas palestras curtas que assistimos no YouTube sobre os mais diversos temas.

Qual a importância da arquitetura da informação no aspecto digital?

Semelhantemente a uma palestra de 15 minutos, a arquitetura da informação é um trabalho de curadoria, seleção e hierarquização, já que precisa criar um conteúdo direcionado ao seu público-alvo.

A arquitetura da informação não está restrita somente ao ambiente digital. Quem pensa assim está enganado. Ela também é altamente aplicável no meio físico, bem como para organizar bibliotecas, arquivos, grandes bancos de dados, campanhas publicitárias e tudo aquilo que envolve uma grande quantidade de informação concentrada em um local.

No entanto, é no aspecto digital que vamos focar este artigo, pois arquitetura da Informação tem tudo a ver com UX Design, já que ela ajuda a garantir que o usuário terá uma experiência excelente com seu produto digital, ajudando-o a encontrar e buscar a informação que ele precisa de uma maneira prática e eficiente.

Aplicando a arquitetura da informação em seus projetos

De acordo com o Instituto de Arquitetura da Informação (Information Architecture Institute), a arquitetura da informação se define por: design estrutural de ambientes de informação compartilhada; arte e ciência de organização e rotulação de sites web, intranets, comunidades online e software de apoio à encontrabilidade e usabilidade.

É importante destacar que quando falamos de arquitetura da informação em um ambiente digital, design e desenvolvimento andam lado a lado e são correlatos. A estruturação do seu banco de dados e a categorização do seu conteúdo podem ser excelentes, mas isso não vale nada se o aspecto visual do site não facilita a navegação. O inverso também vale.


Componentes da arquitetura da informação

Design, organização e sistema são as palavras-chave para o sucesso da experiência do seu internauta. Abaixo, listamos algumas dicas de como elencar suas informações, usando estratégias da arquitetura da informação:

Do abstrato ao concreto

De acordo com Jesse James Garret, autor do livro The Elements of User Experience, a experiência do usuário começa no plano abstrato, quando o produto ainda está sendo concebido e seus objetivos estão sendo definidos, assim como o que o próprio usuário pode esperar dele.

A partir daí, novas camadas surgem, sobrepondo-se, ganhando forma e deixando o projeto cada vez mais palpável.

Define-se o escopo, quais serão as funcionalidades e qualidades do produto e como o projeto será conduzido. Em seguida, é preciso definir a estrutura do produto, como ele será organizado, quais são suas limitações e como ele será encontrado pelos usuários.

A penúltima etapa é o esqueleto, quando é colocado no papel a organização da interface, seus elementos e funcionalidades para o usuário. Por fim, a superfície, que nada mais é do que a interface final com a qual o cliente irá interagir.

Modelo mental

Os modelos ou mapas mentais são uma forma de organização e hierarquização da informação que privilegia a correlação entre os termos.

Por ser muito visual, o modelo mental permite que, seguindo esta lógica, você faça uma representação do comportamento de um público específico, representando suas motivações iniciais. A partir daí, fica mais fácil desenhar os melhores e mais ágeis caminhos para determinadas informações.

Hierarquização

Se você já recorreu alguma vez ao botão "Mapa do Site", está familiarizado com a hierarquização e categorização das informações da página acessada.

A maneira como essa seção é estruturada, como uma árvore que começa em "Home" e se expande em galhos de outras categorias e subcategorias, é a forma mais comum e familiar de arquitetura da informação em ambientes digitais.

E também uma das mais orgânicas para o usuário, pois a ideia é justamente facilitar ao máximo que ele chegue do ponto A ao ponto B. Por isso, rotular suas informações e colocá-las em caixas distintas é muito importante.

Imagine-se em uma livraria na qual livros de biologia molecular ficassem na mesma prateleira que literatura africana e obras sobre direito penal.

Obviamente, você demoraria o dobro de tempo para encontrar o livro desejado. Em um website ou aplicativo mobile, a lógica é a mesma. Quando informações relacionadas ao mesmo assunto estão agrupadas em um rótulo, o acesso é mais rápido, prático e requer pouca ou nenhuma ajuda.

Fluxos de navegação

De quantas formas o usuário pode acessar a mesma informação em seu site? Quantos caminhos estão disponíveis?

Através de um simples fluxograma, é possível desenhar quais são as possíveis jornadas de navegação: digitar no campo de busca, ele recebeu o link da página pronto, entrou em uma categoria do site, clicou em um banner na página principal, entre tantas outras opções.

Independentemente do caminho, todos devem ser curtos, rápidos e claros, para não confundir e tampouco frustrar a experiência do usuário durante a navegação em sua interface.

Wireframes

Wireframes são protótipos da interface final, onde é possível desenhar, organizar e testar as categorias e funcionalidades do seu website. Aqui, é possível visualizar a arquitetura informacional do conteúdo e criar wireframes em papel, editores gráficos e até em HTML.

Apesar de ser mais aconselhável começar com os wireframes de baixa fidelidade (papel), o meio não é tão importante quanto as possibilidades de visualização.

Esta é uma das últimas etapas e uma das mais concretas da arquitetura da informação do seu produto. Depois dessa fase, é hora de colocar a mão na massa e garantir a melhor experiência para o seu usuário.

Como aprender sobre arquitetura da informação

O profissional responsável pela arquitetura de informação não se restringe somente ao analista de UX, mas também podem ser especialistas de SEO e desenvolvedores.

Quer se tornar um profissional requisitado pelo mercado? Faça os cursos de Experiência do Usuário, Marketing Digital ou de Desenvolvimento Web Full Stack da Digital House.

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