Mulheres na tecnologia: como é atuar no mercado de TI

Mulheres na tecnologia: como é atuar no mercado de TI

A evolução das mulheres na tecnologia tem avançado, mas ainda podemos considerar que para crescer no mercado de trabalho, elas precisam quase que matar um leão por dia.

Segundo dados de uma pesquisa da National Science Foundation, mais mulheres estão considerando seguir uma carreira na área de tech, porém ainda existe uma lacuna no volume de oportunidades, visto que apenas 38% das formandas estão atuando no campo e os homens seguem com 53%.

Na Digital House, nós seguimos estimulando a presença feminina no time acadêmico, e para conversar sobre o tema, convidamos nossas professoras de Programação, Data Analytics e Data Science.

Conheça a história e experiência delas em um mundo majoritariamente comandado por homens, de forma que se tornem inspirações para outras mulheres seguirem conquistando seu espaço em tech.

Mulheres na tecnologia: como se enxergar em uma área sem rostos femininos?

De acordo com dados de uma pesquisa realizada pela Yoctoo, consultoria especializada em talentos dentro da tecnologia, é um desafio tentar seguir uma carreira na área, já que existe uma falta de representatividade. Em relação aos números do estudo, 48% das entrevistadas disseram não ter em quem se inspirar.

E este dado só traz uma realidade citada por Aline de Sousa, professora de Data Science na DH, pois para ela, existem 3 grandes falhas que vão do ambiente universitário pouco acolhedor à falta de mulheres em posições de liderança e até se sentir solitária dentro de uma equipe formada apenas por homens.

Em conjunto, as barreiras internas não facilitam, e este foi um dos desafios enfrentados por Nadja Pereira, professora de Data Analytics. “A área de TI exige mais tempo de estudo e dedicação, até para você compreender o básico, eu tinha disposição, porém sempre achava que não conseguiria. Más condições financeiras, pessoas que nos desencorajam, tudo isso é administrável quando você tem autoestima”, comenta Nadja.

Pois é, a jornada não é “mamão com açúcar”, entretanto, as dificuldades não terminam por aí. “Muitas mulheres que entram na área da programação sofrem com questionamentos sobre as suas competências e sentem que devem ser as melhores para se enquadrar”, completa Camila Beisiegel, professora nos cursos de desenvolvimento web da DH.

É possível que o mercado de mulheres na tecnologia esteja mudando?

Outro ponto comentado pelas mulheres na tecnologia que fazem parte do time da Digital House são as movimentações dentro das empresas. De fato os processos seletivos que buscam contratar mulheres estão acontecendo, mas é necessária uma evolução ainda maior.

Sendo assim, além das contratações, as empresas devem se preocupar com a carreira dessas profissionais dentro da corporação. Os dados de uma pesquisa realizada pela IDC mostram que 54% dos homens acreditam em uma promoção na área, já as mulheres se sentem menos confiantes, pois apenas 25% delas responderam que acreditam que serão promovidas à gerência.

Uma boa notícia são as comunidades em tech, segundo a professora Aline de Sousa, “contamos com as comunidades que acolhem, incentivam e empoderam mulheres interessadas em ingressar nas áreas e também as apoiam para que não desistam diante dos obstáculos enfrentados”. A Nadja Pereira aprendeu Python com a Pyladies, por exemplo.

E em relação ao problema cultural, que é enxergar a presença feminina na TI, diversos projetos buscam impulsionar o protagonismo das mulheres, como conta a professora de desenvolvimento web, Natália Lira. “Vejo muitas iniciativas de escolas e empresas com cursos de capacitação e especialização em TI que têm como público-alvo as mulheres, acho isso muito legal porque vem para quebrar o paradigma de que a área de tecnologia é e pode ser ocupada apenas por homens”.

banner da biblioteca dh no post sobre mulheres na tecnologia

Mulheres que inspiram mulheres!

Por fim, convidamos nossas professoras a compartilharem um pouco das suas inspirações, presenças femininas que deram um “empurrãozinho” quando foi preciso ou que movimentam o mercado na luta por mais oportunidades em tecnologia para o gênero.

A Natália Lira começa agradecendo a importância da sua professora no curso de desenvolvimento web, Hendy Almeida. Segundo ela, saber dos desafios que a profissional enfrentava e ver toda a habilidade e expertise que ela possui com código foi sem dúvida um gás na sua carreira. “A representatividade feminina é muito importante, principalmente nos momentos em que achamos que não vamos conseguir”, finaliza Nati.

Nadja aproveita para aclamar o trabalho de Oprah, responsável por criar uma comunidade na internet, Sônia Guimarães, que foi a primeira doutora em física do Brasil, e Bozoma Saint John, empresária que já atuou na Apple e hoje é diretora de marketing na Netflix.

No mesmo ritmo segue Aline, que se inspira diariamente em mulheres incríveis que atuam em grandes empresas brasileiras, entre elas, Luiza Trajano, dona da Magazine Luiza, e Gabriela de Queiroz, que é engenheira de dados na IBM e criadora do projeto R-Ladies.

Porém, as mulheres na tecnologia também recebem apoio e inspiração de dentro de casa. Para Camila, sua avó materna é símbolo de esforço e luta, “ela passou por muitos preconceitos, mas nunca deixou isso afetar seu caminho. Mesmo vivendo em uma época onde as mulheres não tinham vez, ela conseguiu ir para a faculdade, ocupar cargos de diretoria e tudo isso sendo uma mulher negra”.

No mundo familiar, Nykolle Malone também exalta a presença da mãe, por todas as suas lutas e por ajudá-la a enfrentar um processo de transição de carreira.

No entanto, leva para a vida inspirações do mundo fictício “A personagem Emma Green, personagem da série Away e estrelada por Hilary Swank, me inspira! Emma é uma astronauta que recebe um convite para comandar uma expedição internacional rumo a Marte. Durante todo o processo, ela sofre muito preconceito por ser mulher”.

Mulher, seu lugar é na tecnologia, na ciência, na engenharia, onde quiser

A luta nunca acaba ou diminui em qualquer 8 de março, pelo contrário, a data é um lembrete que a jornada ainda é longa, mas as mulheres estão no caminho certo de lutar por seu lugar, que no caso, é aquele que ela quiser.

As comunidades de tecnologia seguem sendo um apoio fundamental na carreira das mulheres e enaltecer o trabalho daquelas que estão ao seu lado é indispensável.

Se precisar de apoio para começar sua jornada em programação ou dados, conte com a Digital House, teremos o prazer de alavancar sua vida profissional! Além de condições especiais, temos diversos programas de bolsa que acontecem periodicamente. Vem aprender com a Nati, Aline, Nadja e outras mulheres incríveis que temos no time acadêmico!

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