Métodos de avaliação de usabilidade: saiba quais são os principais e os 6 erros mais comuns no processo

Métodos de avaliação de usabilidade: saiba quais são os principais e os 6 erros mais comuns no processo

Há diversos métodos de avaliação de usabilidade para produtos e serviços no mercado. Veja alguns deles e os erros mais comuns nesse processo, para fazer a melhor escolha. Acompanhe este artigo e saiba mais.

O que é usabilidade?

A usabilidade é um atributo de qualidade, utilizado para avaliar a facilidade de uso de um determinado produto ou serviço, podendo ser, por exemplo, uma ferramenta, um software, um livro, um processo ou qualquer outra coisa que possa interagir com uma pessoa.

Ela mede todo o esforço necessário para empreender durante a realização das tarefas propostas por cada um desses produtos ou serviços, verificando se alcança o objetivo desejado de maneira simples, rápida e intuitiva, que resulta na melhor satisfação do usuário com a experiência.

Jacob Nielsen, um grande precursor da área de usabilidade, afirmou que se um negócio investir 10% do orçamento de um projeto na qualidade de usabilidade, ele consegue dobrar a qualidade de aplicações e sites web, o que impacta positivamente no número das vendas, usuários inscritos, acessos, dentre outros tipos de medidas.

Ele ainda comentou que esse investimento também duplica a produtividade dos funcionários de empresas, diminuindo o tempo de realização de processos e reduzindo pela metade os custos com treinamento, desenvolvimento de manuais, suporte etc.

Ou seja, uma usabilidade de qualidade traz benefícios para todos os envolvidos com o produto/serviço, seja a empresa desenvolvedora ou o usuário final.

De maneira prática, ela agrega vantagens competitivas e diferenciais para uma empresa no mercado, pois quem decide quem deve ter sucesso ou não são os usuários. Ou seja, se um determinado produto satisfazer a eles, a organização possui grandes chances de ascensão.

Hoje em dia, principalmente na área da tecnologia, isso é de fundamental importância, considerando a alta competitividade entre os negócios.

Quais são os melhores métodos de avaliação de usabilidade?

Separamos os principais métodos de avaliação de usabilidade para te ajudar no desenvolvimento de produtos e/ou serviços. Confira:

Observação e pesquisa contextual

Esse tipo de método serve para produtos ou serviços que já estão disponíveis no mercado. Ele consiste na observação da interação do usuário, em seu ambiente de uso, a fim de entender como é a sua utilização e se todas as necessidades são atendidas.

Entrevista

A avaliação consiste em uma conversa guiada por um roteiro de perguntas, com o objetivo de entender as necessidades, expectativas e opiniões sobre produtos ou serviços que já estão no mercado. É parecido com uma entrevista de emprego, mas possui um enfoque diferente.

Análise de tarefas

A técnica de avaliação consiste na decomposição de todas as funções e atividades de um determinado produto ou serviços em pequenas tarefas, a fim de determinar a sequência, condições, hierarquia e os critérios para toda sua execução.

Em outras palavras, é fazer passo a passo para atingir o objetivo, considerando todas as interações do usuário final com o produto.

Passo a passo cognitivo

O passo a passo cognitivo ou cognitive walkthrough, como também é conhecido, é um dos métodos de avaliação de usabilidade mais utilizados no mercado. Nele, os avaliadores, tendo a lista de tarefas do produto, vão executando-as e fazendo uma série de perguntas predefinidas em cada uma delas.

O objetivo é compreender o modelo mental dos usuários e a interação deles com o produto, identificando todas as dificuldades a serem enfrentadas.

Análise heurística

A análise heurística consiste na avaliação da experiência de interação com uma interface, a partir das boas práticas de design, também chamadas de heurísticas.

Teste de usabilidade

O teste de usabilidade é um método que consiste na interação de usuários representativos com um produto já existente ou um modelo/protótipo de simulação.

Lembrando que os usuários devem representar as personas da empresa e da interface/serviço em questão. Normalmente, o teste é aplicado na fase final de desenvolvimento do produto, mas pode e é recomendável também ser aplicado no início, mesmo se houver somente protótipos de papel.

Como você pode ver, existem diferentes caminhos para estudar e analisar as preferências e desejos de seus usuários. Seja qual for o método escolhido, todos eles podem encurtar essas distâncias.

E para você estruturar um bom método de avaliação de usabilidade, a dica é aprender com quem realmente entende do assunto. Na Digital House, temos o curso de Experiência do Usuário (UX), que te ajudará a desenvolver não apenas esses testes, mas também a analisar modelos mentais e otimizar resultados que geram impacto nos negócios.

6 erros comuns em uma avaliação de usabilidade

Elaborar métodos de avaliação de usabilidade pode parecer fácil, mas o caminho para a elaboração pode ser demorado e apresentar problemas. Separamos 6 tipos de erros comuns que acontecem no dia a dia das empresas. Confira:

1) Testar somente o produto

A experiência de um usuário sempre começa antes de um login e não termina depois do logout. Além do produto e de toda a parte administrativa de um sistema, é preciso testar o material que converte as pessoas, ou seja, todo o conteúdo que transforma um visitante em cliente.

Ao elaborar um método de avaliação de usabilidade, não se esqueça de testar as principais páginas do seu site, como a de produtos, serviços, sign up e suporte. Com isso, você conseguirá identificar todas as barreiras que os seus usuários podem enfrentar para, finalmente, se engajar com o que você oferece.

2) Avaliações com poucas pessoas

Dentre os diversos métodos de avaliação de usabilidade, a entrevista é um dos mais utilizados no mercado. No entanto, imagine que você converse com duas pessoas para entender as funcionalidades de um produto.

Durante o processo, você com certeza irá aprender e identificar alguns pontos, mas será que esses dois feedbacks realmente expressam a opinião geral do público-alvo? De acordo com Jacob Nielsen, com pelo menos 5 pessoas, você consegue descobrir 85% dos problemas. Vale reavaliar o processo de teste novamente para obter resultados mais eficazes.

3) Avaliar somente no final

As avaliações de usabilidade devem ser realizadas com frequência, principalmente quando há mudanças no projeto, seja em novos recursos, conteúdos, mudanças de público-alvo ou alterações baseadas em testes anteriores. Ou seja, é preciso verificar a usabilidade não somente no final do projeto, mas também durante o seu desenvolvimento.

Se você realiza um teste e levanta diferentes melhorias e insights, mas depois não testa para saber se elas realmente otimizam, como você saberá se elas trazem efeitos positivos?

4) Não compartilhar os resultados com outras equipes

Essa não é uma novidade nas empresas, mas muitas equipes não compartilham os seus resultados com os demais times. Essa integração é essencial para trazer novos pontos de vista, identificando outros insights que poderiam não ser observados anteriormente.

5) Ajudar demais um participante

Ao fazermos um teste de usabilidade, por exemplo, é essencial deixar todas as tarefas claras para que não haja um mal entendido. No entanto, não podemos facilitar demais para que um participante realize a avaliação, pois isso pode evitar com que ele passe pelas possíveis dificuldades de interação que um produto ou serviço testado possa apresentar.

6) Não fazer um teste piloto

Esse erro tem muita relação com o anterior. Imagine que você conseguiu juntar uma turma de 30 pessoas para participar de uma avaliação de usabilidade e, no decorrer, percebe que ninguém conseguiu fazer uma determinada tarefa porque o link estava quebrado. Esse é um erro que não pode acontecer! Ao elaborar um teste, certifique-se de que tudo está ok e só depois abra o teste para todas as pessoas.

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