Metaverso e Web 3.0: tendências que prometem mudar o futuro da internet

O Metaverso e a Web 3.0 prometem revolucionar a internet, com confiança direta, maior presença de Inteligência Artificial e descentralização.

Metaverso e Web 3.0: tendências que prometem mudar o futuro da internet

Se você tem acompanhado as notícias, com certeza já ouviu falar sobre a transformação digital, termo que vem ganhando cada vez mais a atenção das pessoas e empresas em todos os setores ao redor do mundo. Porém, essas mudanças não são para o futuro, e sim algo que já estamos vivenciando. E, com ela, o Metaverso e Web 3.0 estão cada vez mais em evidência.

Em um mundo regido pela conexão em tempo integral, a evolução da rede mundial de computadores é um fator crucial para compreensão de como a tecnologia transforma as relações humanas. Tanto que, em boa parte dos sites sobre tecnologia, é possível observar a construção dessas novas realidades, onde algumas empresas afirmam que estamos migrando para a Web 3.0, baseada na realidade virtual 3D, nas criptomoedas e em tecnologias, como o blockchain.

Por isso, é preciso entender exatamente o que significam essas transformações, qual o seu impacto na sociedade e como aplicá-las nos processos de desenvolvimento, programação, marketing digital, negócios, entre tantos outros segmentos. Sendo assim, elaboramos um conteúdo com tudo o que você precisa saber sobre o Metaverso e Web 3.0. Acompanhe o artigo e boa leitura!

O que é Web 3.0?

Conforme citamos, com a popularização das criptomoedas, realidade virtual, Metaverso e  tecnologia blockchain, o termo Web 3.0 vem ganhando relevância na área de tecnologia. A conceituação dessa terminologia é feita com base em uma série de modelos similares que compartilham várias características específicas no passado.

Mas o que exatamente este termo significa? Para entender melhor, vamos recapitular o conceito de Web 1.0 e Web 2.0.

A Web 1.0, que teve início na década de 1980, marcou o começo de tudo, pois, foi nesse período que surgiram os sites e páginas estáticas, usadas apenas por empresas ou veículos de imprensa. A internet mundial era muito inativa e as páginas da web eram aglomerados de textos e hiperlinks, com poucas imagens e layouts extremamente simples. Criar um site era algo muito difícil, caro e praticamente inacessível para a maioria das pessoas, além das dificuldades de conexão trazidas pela internet discada.

Já a segunda versão da internet, chamada de Web 2.0, começou nos anos 2000, quando teve início o movimento de levar o usuário para dentro do mundo virtual. Nessa fase, as pessoas deixaram de ser apenas espectadores, participando da produção de conteúdo e interagindo. A Web 2.0 ficou marcada pelos aplicativos de bate-papo, como o MSN e o mIRC, e pela chegada das redes sociais, como Orkut, MySpace, Facebook e os blogs.

Agora que você já sabe o significado das versões anteriores, podemos adentrar na nova fase da internet: a Web 3.0. O termo foi criado pelo engenheiro britânico Gavin Wood, conhecido por ser o cofundador da Ethereum, segunda moeda digital mais popular do mundo, e criador do projeto de código aberto de Polkadot, que originou a arquitetura para descentralização de serviços que concebeu a blockchain.

Baseada na ideia de que houve uma grande mudança na forma como a internet é usada, especialistas apontam que a sociedade está em um momento de transição da Web 2.0 para a 3.0. No entanto, não há um consenso universal sobre sua definição, principalmente pelo fato de que a Web 3.0 é um conceito ainda em construção, mas existem alguns indícios que apontam possibilidades de como a internet se transformará. Entre os fatores comuns em relação à Web 3.0, os principais são:

Descentralização: os sites e conteúdos dispostos na internet são hospedados em servidores centralizados e controlados por empresas específicas. O conceito de descentralização da Web 3.0 seria viabilizado pela tecnologia de blockchain, na qual o conteúdo em circulação seria armazenado em uma cadeia de blocos controlada por uma rede de computadores interconectada entre si e responsável pela manutenção e segurança da mesma e não por uma única instituição. Dessa forma, a internet não seria censurada, limitada ou teria algum conteúdo removido.

Além da descentralização, a utilização da blockchain facilita a transferência de valores através de ativos digitais, permitindo que os usuários tenham a posse dos mesmos, por meio dos NFTs (non-fungible tokens), tornando, assim, cada ativo digital único e permitindo o registro do mesmo no nome do(a) dono(a), que poderá comercializar suas propriedades no mundo digital.

Confiança direta: além da descentralização e de ser baseada em software de código aberto, a Web 3.0 também será pautada em “confiança direta”, na qual a rede permitirá que os participantes interajam diretamente sem passar por um intermediário “confiável”, mas que faz monitoramento e controle sobre interações. Como resultado, os aplicativos da Web 3.0 serão executados em blockchains, redes peer-to-peer (P2P) descentralizadas, ou uma combinação delas — esses aplicativos descentralizados são chamados de dApps.

Maior presença de Inteligência Artificial (IA): a Web 3.0 promete um maior envolvimento dos computadores e robôs na rede que, por meio de machine learning e inteligência artificial, serão capazes de fazer recomendações de conteúdos de forma dissociada e com maior precisão do que os veículos atuais. Tudo isso sem a necessidade de uma maior capacidade de processamento computacional, pois, mesmo com toda a infraestrutura sendo baseada na nuvem, o processamento dos dados será feito de forma descentralizada.

Algumas empresas que já estão explorando a Web 3.0 são:

Algumas empresas que estão investindo no Metaverso.

A utilização da Web 3.0 deve ser implementada através da infraestrutura de protocolos de blockchains, que permite a criação de contratos inteligentes e de protocolos que efetuam funções específicas, validando as transações. Logo, a forma de se investir em Web 3.0 é por meio dos tokens de blockchain, que podem prover infraestrutura para ela, como:

  • Criptomoedas: funcionam em blockchains e muitas possuem infraestrutura para rodar smart contracts. Especula-se que elas farão parte da infraestrutura futura da Web 3.0;
  • Non-fungible tokens (NFTs): os NFTs também deverão fazer parte da nova estrutura de internet, garantindo a exclusividade e identificação individual de itens;
  • ETFs (Exchange Traded Funds): veículos expostos diretamente ao tema das criptomoedas através dos próprios ativos digitais, ou empresas relacionadas à negociação desses ativos e mineradores;
  • Ações: investimentos diretos em ações de empresas relacionadas ao universo das criptomoedas.

O que é Metaverso?

Desde que Mark Zuckerberg anunciou a mudança de nome do Facebook para Meta, em outubro de 2021, a empresa está apostando tudo no Metaverso. Para tanto, o fundador da rede social pretende investir 150 milhões de dólares na formação de desenvolvedores e designers para possibilitar a nova realidade. Com o anúncio, o tema ganhou destaque na imprensa e muitas pessoas procuram entender o que é o Metaverso.

Contextualizando, o significado da palavra, Metaverso pode ser definido como “além do universo”, pois  “Meta” vem do grego e significa “além de” ou “após” alguma coisa, e o “verso” vem de "universo". O termo apareceu pela primeira vez no livro "Snow Crash", obra de ficção científica escrita por Neal Stephenson, em 1992. Em seu enredo, os personagens usam o Metaverso para escapar de uma realidade distópica.

Logo, o Metaverso se trata de um universo virtual, onde as pessoas podem interagir entre si por meio de avatares digitais. Esse ambiente é desenvolvido e acessado a partir de diferentes tecnologias, como realidade virtual, realidade aumentada, redes sociais e jogos. Como, por exemplo, o Fortnite, game mais popular da indústria, que vem investindo e expandindo seu lado “rede social”, onde os usuários podem criar personagens que possibilitam a interação dos jogadores.

O Fortnite, aparentemente, é uma das plataformas que mais se aproximam do conceito de Metaverso, pois, assim como em Snow Crash, o jogo é habitado por avatares de seus usuários em um ambiente digital que conecta o mundo virtual com a vida real, oferecendo experiências imersivas. Além do Fortnite, outros dois exemplos que retratam bem o ambiente do Metaverso são o Second Life, outro universo de game online, lançado em 2003, quando a palavra “Metaverso” estava sendo usada apenas pelos fãs de Neal Stephenson; e o filme de ficção científica Matrix (1999), onde o protagonista tem que escolher entre as realidades virtual e física.

Observando os exemplos, é possível definir que a intenção do Metaverso é ser como uma "Internet 3D", onde será possível se comunicar, entreter e realizar negócios de maneira imersiva. Ainda não é possível trazer uma descrição muito bem definida, pois esse universo ainda está em formação. No entanto, diversas empresas gigantes do mercado digital estão investindo para que essa realidade mude em um futuro bem próximo.

Segundo Raiff Chaves, fundador e diretor operacional da eBrainz, agência de consultoria de negócios, estratégia, comunicação e marketing especializada no mercado de games e Esports (esportes eletrônicos), no universo dos games o Metaverso já é uma realidade, pois os jogadores já conseguem tangibilizar as experiências do mundo real no mundo virtual.

E, para você saber mais, acompanhe o 7º episódio da 4ª temporada do DH Cast, onde nosso host, Bruno Cobbi, recebeu Maria Silvia Monteiro Costa, head de ESG na Bravo GRC;  Roberto Vianello, diretor do time de estratégias da Ogilvy Brasil; e Raiff Chaves para um bate-papo sobre o Metaverso. Confira:

O Metaverso está na vanguarda da evolução econômica advinda com a Web 3.0. E, embora eles não sejam a mesma coisa, também não são concorrentes. Ambas as tecnologias ainda estão surgindo e se relacionam, principalmente, por meio das criptomoedas e do blockchain. Apesar disso, elas não devem se desenvolver em conjunto, porém, vão se integrando conforme evoluem.

Apesar de todo o entusiasmo em torno do Metaverso e da Web 3.0, é preciso cautela. Embora ofereçam várias oportunidades de crescimento e desenvolvimento, se mal definidas, estruturadas e gerenciadas, elas podem representar riscos de segurança cibernética por vários motivos: desde a qualidade da informação, passando pela manipulação e confidencialidade dos dados, aumentando, assim, a dependência da disponibilidade de sistemas sobre os quais as equipes de TI não teriam controle.

O Metaverso, desde o seu surgimento, apresenta muitas versões, especialmente com sua utilização em jogos online, como no Fortnite. Mas, apesar de sua presença de longa data no mundo da tecnologia, a ideia ainda não está totalmente formada, tanto que o investimento no Metaverso pelo Facebook ainda está previsto para acontecer.

Embora a ideia de um mundo digital revolucionado pareça empolgante, ela gera várias preocupações de segurança que levantam questões de como o Metaverso e a Web 3.0 irão mudar a proteção cibernética no futuro. Uma web sem os portões digitais, mantendo conteúdo significativo para as pessoas, parece um sonho se tornando realidade. Mas a segurança deve ser construída desde o início para evitar que tudo isso se torne um pesadelo.

Ambas as tecnologias se encontram em estágio inicial, mas os profissionais que querem garantir o seu lugar nesse futuro não tão distante precisam se capacitar, sejam programadores(as), desenvolvedores(as), especialistas em marketing digital e até mesmo economistas e investidores.

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