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Machine Learning: A Inteligência Artificial está entre nós

Machine Learning: A Inteligência Artificial está entre nós
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26 de junho - min de leitura


Entenda o funcionamento dos algoritmos por trás de grandes plataformas como Facebook, Netflix, Waze e Google Tradutor. Em tempos de grandes controvérsias envolvendo algoritmos do Facebook impactando diretamente a opinião pública pelo mundo afora, o termo Machine Learning está ganhando espaço na boca do povo. Já se foi o tempo em que o desenvolvimento da IA sugeria um futuro distópico, mais parecido com ficção científica, onde robôs mais inteligentes do que nós fariam uma verdadeira revolução na sociedade. De fato, uma grande revolução ocorreu. Mas bem diferente do que estávamos imaginando. A IA de hoje é palpável, cotidiana, e já faz parte da nossa vida por meio de ferramentas e aplicações que usamos todos os dias. Com o advento do que chamamos de Big Data, os sistemas têm acesso a uma enxurrada de informações que são geradas pelos usuários da internet a todo movimento, clique, navegação ou transação realizada. Essas informações, as pegadas digitais que milhares de pessoas vão deixando pelo caminho enquanto navegam na internet, podem não ter grande significado quando analisadas individualmente, mas é um tesouro precioso quando pensamos em grande volume de dados. E não existe trabalho humano suficientemente rápido para analisar esses dados em tempo hábil para a tomada de decisão no mundo digital. Quando um usuário entra em um site é preciso que o sistema identifique imediatamente onde ele está, de onde veio, o que se interessa e o quanto gasta, e dê uma resposta imediata e o mais personalizada possível para essa pessoa. E isso só foi possível por meio do desenvolvimento de algoritmos de Machine Learning, sistemas capazes de coletar esses em tempo real e tomar decisões a respeito deles, sem a mínima intervenção humana.

Machine Learning e algoritmos: o futuro já está aqui

  Você já usa sistemas baseados em algoritmos de Machine Learning e nem imagina! A capacidade do seu provedor de e-mail em utilizar o filtro de spam e separar suas mensagens em caixas preferenciais, de conteúdo publicitários e redes sociais, por exemplo, é a mais comum delas. Netflix e Spotify são vencedores na categoria de recomendar séries, filmes e músicas especialmente para cada usuário, com base no seu comportamento dentro dessas plataformas. O Google Tradutor por sua vez, não apenas gera traduções rápidas, mas é capaz de interagir com o feedback e novas sugestões feitas pelos usuários e automaticamente ir ajustando seu sistema para entregar melhores resultados. Não podemos deixar de citar duas aplicações que mudaram totalmente a forma como nos locomovemos, o Google Maps e o Waze. As duas ferramentas são capazes de ler dados de milhares de motoristas e analisar informações de velocidade média, tempo de parada e mudanças de trajeto, identificando pontos de congestionamento e alterando a sua rota em tempo real. E por último, mas não mesmo importante: o uso de algoritmos de Machine Learning dentro da rede social mais usada do planeta, o Facebook.

O Machine Learning vai além: anúncios segmentados e opinião pública no Facebook

Uma das bases para o funcionamento do Machine Learning são os algoritmos que aprendem por meio de exemplos. O primeiro passo para que isso aconteça é o que chamamos de mineração de dados, formas estratégicas de captar informações para alimentar esses inteligentes sistemas e o que levou o Facebook a enfrentar sérias acusações de violação de privacidade dos seus usuários. Além das informações que cedemos voluntariamente, com todos os nossos dados pessoais e redes de amigos, a rede social já era capaz de coletar detalhes do seu comportamento: que páginas curte, que notícias publicadas na sua timeline lê, que grupos participa, que posts compartilha. Mas agora, os algoritmos do Facebook passaram a coletar também seus dados de navegação fora da plataforma, cruzando essas informações com todas as compras, portais acessados e anúncios consumidos - o que em si já fere termos e condições de uso da própria plataforma. Sim, todo a nossa navegação está sendo monitorada por algoritmos de Machine Learning! O resultado: uma capacidade incrível de permitir que seus anunciantes possam direcionar publicidade certeira para um nicho muito específico de público. Pensando em exemplos práticos: você faz parte de um grupo sobre amamentação no Facebook, é marcado em fotos de chás de bebê, procurou e-commerces de decoração para quartos infantis, segue duas blogueiras de maternidade? O Facebook consegue enquadrar você em um grupo de novos pais, com bebês para nascer ou recém-nascidos, e permitir que os anunciantes coloquem anúncios em sua timeline na hora certa e no momento certo para que uma compra seja realizada.

Machine Leraning e Opinião Pública

  Embora esse sistema de funcionamento dos algoritmos do Facebook seja de conhecimento público, foi só com as últimas eleições presidenciais dos EUA que percebemos o impacto negativo que essas aplicações podem ter no futuro político de um país. A empresa de análise de dados Cambridge Analytica colheu informações privadas de mais de 50 milhões de usuários do Facebook, em um esforço para beneficiar a campanha eleitoral do presidente americano, Donald Trump, em 2016. (Fonte: Estadão) O objetivo da campanha era inserir na timeline dos usuários, textos, memes, gráficos e imagens propositalmente criadas para influenciar os eleitores a deixar de votar em seus concorrentes e escolhê-lo como o próximo presidente. Como isso era feito? Da mesma forma que funcionam os algoritmos de anúncios na plataforma. A capacidade de segmentação de público para anúncios é tão grande, que os responsáveis pelas campanhas políticas digitais conseguiam criar dark posts (anúncios na rede que não aparecem publicados por nenhuma página, mas impactam os usuários como anúncios) para aparecerem apenas para o público escolhido: uma determinada região do país ou de uma cidade onde a intenção de voto era baixa, determinada renda, perfil do público (por exemplo, latinos, ou imigrantes) entregando exatamente a informação que esse público tem interesse em ver. O que complica ainda mais o cenário é quando esses conteúdos patrocinados eram em formato de fake news, ou seja, fofocas publicadas como matérias jornalísticas. A receita perfeita para viralizar, não é mesmo?

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Como aplicar o storytelling ao seu negócio

Muito se fala sobre o storytelling, ou seja, a arte de contar histórias. O termo, normalmente, é associado à publicidade e ao marketing, como uma forma de aumentar o engajamento do público. Mas, então, como contar uma história em seu negócio?Existem muitas formas de trazer o storytelling para sua empresa, seja para quem vai vender pela internet ou apenas divulgar produtos e serviços na web. Antes de apresentar algumas delas, é importante destacar que essa estratégia costuma ser muito positiva na hora de atrair e envolver os potenciais consumidores.Saber como contar uma história conquista a atenção das pessoas desde que os seres humanos começaram a se comunicar. Portanto, aplicar o storytelling ao seu negócio é uma forma de manter seu cliente ligado nos seus conteúdos, sejam eles em que canal for.Portanto, vamos conhecer algumas formas para contar histórias em seu negócio!1. Tenha uma página sobre a empresa no site e capricheUm ótimo espaço para aplicar o storytelling em seu negócio é na página sobre a empresa. Ali, normalmente, há um texto explicando o que você faz, que tipo de serviço presta, desde quando e outras informações do tipo. Por que não utilizar esse espaço para contar uma história?Você pode contar como surgiu a ideia de começar a empresa, os motivos que o levaram a escolher aquele ramo e todo tipo de informação interessante sobre seu negócio. Assim, você desperta a curiosidade do leitor e pode deixá-lo mais envolvido com sua marca!O restaurante Madero é um que explora muito esse tipo de comunicação para apresentar sua história. Este vídeo, por exemplo, mostra como surgiu o cheeseburguer do chef Júnior Durski.Você pode adaptar conteúdos como o vídeo acima para a página sobre a empresa em seu site.Mas atenção! Você não deve, em hipótese nenhuma, inventar uma história que pareça bonita apenas para chamar a atenção. Além de enganar seus potenciais clientes não ser uma atitude correta, ela pode até ser penalizada. Exemplo disso foi uma campanha da fabricante de sorvetes Diletto. Em 2014, a empresa foi punida pelo Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) depois que descobriu-se que a história sobre a fundação da empresa era falsa.2. Produza conteúdos com histórias em seu blogSe você já é um adepto do marketing de conteúdo ou pretende começar a aplicá-lo como estratégia em seu negócio, o blog é um ótimo local para aplicar o storytelling!Quando for escrever posts sobre seu nicho de mercado, procure caprichar nos textos e pense em como contar uma história com aquele conteúdo. Por exemplo, se você costuma produzir artigos com dicas de maquiagem no seu site, procure contar a história de alguns dos produtos mais utilizados ou da evolução das tendências das makes ao longo da história.Além disso, você pode fazer estudos de caso de outras empresas ou até mesmo contar experiências pelas quais o seu negócio tenha passado e que possam despertar interesse no público. Dessa forma, você engaja seus potenciais clientes e os mantêm sempre ansiosos pelo seu próximo artigo!3. Atenção às palavras na descrição dos produtosSe você tem ou quer criar uma loja virtual, o espaço da descrição dos produtos pode ser um ótimo espaço para aplicar o storytelling. Sempre prestando atenção às palavras-chave para a estratégia de SEO do seu e-commerce, você pode tornar os textos sobre as mercadorias muito mais atrativos.Se você vende, por exemplo, camisetas com estampas de artistas famosos, não precisa se limitar a uma descrição engessada. Por que não contar um pouco da história do artista ou do desenho retratado na estampa da peça de roupa ali na descrição? Dessa forma, a pessoa que se interessar por aquele produto já se sentirá mais envolvida com ele à medida que lê as informações em seu site.A loja de rações naturais para pets Simple Dog, por exemplo, conta como os alimentos são feitos de forma envolvente nas descrições:Seja sua loja virtual montada por um desenvolvedor ou a partir de uma plataforma de e-commerce, você sempre terá um espaço para descrever seus produtos. Então, utilize-o de forma proveitosa!4. Use as redes sociais para contar históriasAs redes sociais são ótimos espaços para divulgar conteúdos, produtos e serviços da sua marca. E, assim como em outros espaços digitais, nelas os usuários também apreciam e se envolvem com histórias bem contadas!Seja no Instagram, no Facebook ou no YouTube, lembre-se de não fazer os posts e vídeos apenas para mostrar os produtos. Conte como surgiu a ideia de desenvolvê-los ou quais as maiores dificuldades que encontrou para começar seu negócio, por exemplo.Um exemplo simples, porém que já cria uma história na percepção das pessoas ao verem o post é o da loja virtual de acessórios Oficial Accio:No post acima, ao invés de apenas apresentar o kit eco, toda a expectativa de uma viagem à praia no verão é apresentada. Isso tem a capacidade de mexer com as emoções das pessoas, que já se imaginam na situação mostrada pelo post.Se estiver com dificuldades, observe as redes sociais de grandes marcas que você admira e que despertam o engajamento do público. Preste atenção e tente entender como elas fazem isso. Dessa forma, você consegue encontrar formas de aplicar a ideia ao seu negócio!Agora que você já sabe como contar uma história sobre sua marca e produtos, já pode começar a aplicar o storytelling em seu negócio. Seu público, certamente, vai se tornar muito mais engajado com seus conteúdos!---Informações da autoraVictoria Salemi é a editora responsável pelas parcerias de conteúdo da Nuvemshop, a maior plataforma de comércio digital da América Latina, com mais de 30 mil lojas ativas. Formada em Jornalismo, ama escrever e tornar assuntos complicados acessíveis a todos!

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