Você sabe o que é lifelong learning? Entenda esse conceito.

Você sabe o que é lifelong learning? Entenda esse conceito.

Por muito tempo, o processo de aprendizagem foi pensado de uma maneira muito simples: a pessoa escolhe uma profissão, cursa faculdade e depois consegue um emprego de acordo com o que aprendeu, seguindo esse caminho por toda a vida. Em alguns casos, o profissional poderia até fazer uma pós-graduação. Mas, com o tempo, ficou perceptível que não era exatamente assim que as coisas deveriam ser, e o lifelong learning veio justamente para interromper esse ciclo.

Entenda melhor sobre esse conceito, seu objetivo e suas vantagens, acompanhando este artigo.

Mas, afinal, o que é lifelong learning?

Diariamente, surgem novas ferramentas, conceitos, formas de desenvolver a mesma atividade e o lifelong learning traz a compreensão de que a educação e a aprendizagem ocorrem ao longo de toda a vida, em um processo contínuo, que não acaba com o fim de um curso, faculdade ou especialização.

O mundo está cada vez mais veloz, por isso, mesmo estudando muito, podemos não saber coisas importantes como novas metodologias, comportamentos e até novos sentimentos em relação a concepções antigas.

O lifelong learning defende que uma pessoa sempre pode aprender algo novo, mesmo fora do ambiente escolar. Para os adeptos do conceito, o aprendizado pode vir de uma conversa com os pais, os filhos, em uma roda de amigos, lendo um livro, no cinema ou no teatro. Ele permite que a aprendizagem contínua possa ocorrer de diversas formas e com diferentes pessoas, independentemente da idade. Na prática, pressupõe que nunca é cedo ou tarde demais para aprender algo novo.

O conceito se alinha perfeitamente ao universo corporativo, pois o profissional que entende que a educação é fundamental para o desenvolvimento e, por isso, investe em qualificação de qualidade, certamente tem mais propriedade para lidar com a complexidade empresarial. Nenhum diploma, por mais requisitado que seja, pode encerrar a jornada de desenvolvimento.

Devemos considerar também que o mundo está em constante transformação. Os colaboradores precisam estar prontos para desconstruir velhas práticas, aprender novas habilidades, formas de comunicação, comportamentos, relacionamentos, entre outros exemplos, mesmo que não seja um superior, gestor ou professor.

Dito isto, fica fácil entender o que é lifelong learning, ou seja, a aprendizagem precisa ser encarada como um processo e não como fim.

Qual é o objetivo do lifelong learning?

De uma forma bem simples e direta, podemos dizer que lifelong learning tem o objetivo de estimular a continuidade dos estudos e o aprendizado como algo natural, que acontece no dia a dia, em todas as fases e experiências da vida.

Não se trata de incluir novos anos na educação básica ou mais etapas na formação profissional, mas sim, expandir o aprendizado. A busca pela educação permanente deve acontecer de maneira voluntária e proativa, não sendo uma responsabilidade vinculada apenas às instituições de ensino, mas, sim, à vontade do próprio indivíduo.

A importância do lifelong learning, portanto, está na habilidade de antecipar, acompanhar e corresponder às transformações do mundo, do mercado e da sociedade. Trata-se de imergir nas tendências, tecnologias e novidades.

Quais são as vantagens do lifelong learning?

Além de se manter atualizado e em constante aprendizado, não é exagero dizer que o lifelong learning é um grande diferencial competitivo. O mercado de trabalho está altamente acirrado e requer profissionais competentes e qualificados. E quem consegue entregar o melhor resultado está um passo à frente de seus concorrentes. E, para isso, só quem não deixa de aprender é capaz de manter a qualidade do trabalho ao longo dos anos.

Ao assumir que é preciso se reinventar, o profissional que adota a postura de lifelong learning, com disposição e regularidade, se compromete com o desenvolvimento de competências, tanto as hard, quando as soft skills, e, com isso, aumenta suas chances de prosperar profissionalmente. Quanto mais habilidades um colaborador possui, mais requisitado ele é.

Segundo um estudo da CareerBuilder, empresa recrutadora dos Estados Unidos, para 77% dos empregadores, as habilidades comportamentais e competências subjetivas são tão importantes quanto os conhecimentos técnicos, ou seja, mesmo que a formação profissional tenha um peso significativo, outras habilidades são tão equivalentes quanto.

Resumidamente, as vantagens de aplicar o lifelong learning são:

Desenvolvimento de novas habilidades

Isso acontece porque as competências ajudam a proporcionar resultados expressivos nas atividades, especialmente as relacionadas ao trabalho, estimulando o desenvolvimento de habilidades comportamentais.

Estímulo da criatividade

A criatividade, considerada uma habilidade comportamental, pode ser uma característica natural para alguns, mas, para outras pessoas, ela precisa ser desenvolvida, com esforço e dedicação. Neste contexto, o lifelong learning ajuda a estimular e impulsionar a capacidade de pensar fora da caixa, propondo novas soluções.

Domínio de novas tecnologias

Estamos vivenciando a Era Digital e, em um passado não tão distante, muitas inovações eram impensáveis. Atualmente, a sociedade não consegue imaginar como seria viver sem esse avanço e, tampouco, como o mundo será no futuro.

Mas, para chegar onde a tecnologia chegou e evoluir ainda mais, é preciso fazer novas descobertas e isso só é possível com a busca constante por conhecimento contínuo.

Surgimento de oportunidades

É difícil mensurar a quantidade de oportunidades que o lifelong learning pode proporcionar, pois cada conhecimento adquirido tem potencial de abrir muitas portas. Se um profissional desenvolver uma nova habilidade, ele pode assumir outros cargos e novas funções.

Os quatro pilares do lifelong learning

Agora que você já sabe o que é o lifelong learning, é importante compreender como ele se estrutura. Embora o conceito tenha surgido na década de 1970, ele ficou evidente a partir dos anos 90, com o avanço dos estudos sobre educação. Mas foi com a publicação do relatório da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, da Unesco, feita em 2010, que o conceito começou a ser difundido com mais intensidade.

Nos Estados Unidos, de acordo com a pesquisa Pew Research Center, 73% dos entrevistados consideram-se lifelong learners. Esse número é expressivo porque os americanos praticam o conceito há mais de 40 anos. Já no Brasil, o conhecemos apenas há cerca de uma década.

E como o Brasil está apenas começando, para transformar os colaboradores das empresas brasileiras em lifelong learners, é preciso mudar as suas mentalidades em relação à aprendizagem. Para isto, basta seguir os quatro pilares. São eles:

Aprender a conhecer

Isso não significa se limitar à busca por sabedoria baseada em métodos tradicionais, e sim aprender a conhecer de forma prazerosa, com curiosidade, reflexão, postura questionadora e pensamento crítico.

Aprender a fazer

Colocar em prática os novos conhecimentos adquiridos em todas as áreas que eles possam ser aplicados. A aprendizagem advinda da vivência, seja por meio de tarefas rotineiras, responsabilidades ou desafios, faz com que o conhecimento se torne um hábito.

Aprender a conviver

Aprender novas formas de melhorar os relacionamentos interpessoais, fazendo com que a interação com outras pessoas permita aprimorar o conhecimento, indo além de observar o trabalho alheio ou de receber feedbacks construtivos e sim por meio da convivência.

Aprender a ser

Ao aplicar novos conhecimentos e novas formas de convivência, também aprendemos a ser uma pessoa com mais iniciativa, criatividade e senso crítico. Em outras palavras, desenvolvemos autonomia para aprender coisas novas, descobrindo o nosso próprio potencial.

Ao desenvolver os 4 pilares de aprendizagem, o lifelong learning é facilmente colocado em prática, permitindo que o objetivo do conceito seja alcançado e que o aprendizado seja contínuo ao longo da vida, podendo, inclusive, trazer novos valores para serem acrescentados à cultura da empresa.

Coloque os pilares do lifelong learning em prática!

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