Indústria 4.0 no Brasil: como a era industrial transformou as profissões e o mercado brasileiro

Indústria 4.0 no Brasil: como a era industrial transformou as profissões e o mercado brasileiro

As definições de carreira foram atualizadas. Na Era Digital, as mudanças não se restringem ao surgimento de novas profissões, mas também da evolução das atuais. E essa revolução toda teve o start com o surgimento da Indústria 4.0.

Obviamente, você já conhece ou deu um google ao longo da vida sobre a história da Indústria 4.0, também chamada de Quarta Revolução Industrial. Mas, para relembrar, esta expressão define tecnologias para automação, usadas nas empresas, para compartilhar dados por meio de sistemas ciber-físicos, Internet das Coisas(IoT) e computação em nuvem.

Na prática, representa o protagonismo da  tecnologia na indústria e, consequentemente, no mercado profissional, com o foco em aperfeiçoar a produção, deixando-a mais sustentável, segura, precisa e de acordo com o gosto do cliente, ou seja, mais ágil e humanizada.

E o que isso tudo tem a ver com a sua, com a minha e todas as outras carreiras do mundo? Diríamos que quase tudo e vamos explicar o porquê de uma afirmação tão categórica. Acompanhe.

Indústria 4.0 no Brasil -  a digitalização e a virtualização acelerada

O termo Indústria 4.0 foi ouvido pela primeira vez em 2011, durante a Feira de Hanover (Alemanha), para sintetizar o que já era visto como um caminho natural das coisas - as mudanças nos processos industriais através da digitalização.

Desde então, a chamada quarta revolução industrial caminha de maneira acelerada, e nesta corrida, muitos países correm para não perder espaço e competitividade.

A questão não é mais se uma empresa tem seus processos automatizados, pois essa deve ser uma prática normal. A Indústria 4.0 exige mais: que suas máquinas se entendam entre si, estando interconectadas dentro de um único sistema, seguro e, de preferência, em cloud, permitindo assim monitoramento de todos os processos físicos remotamente e em tempo real.

As tecnologias emergentes tornam os processos muito mais ágeis, de alta performance e com previsibilidade de contratempos, por meio do recurso de machine learning (com relatórios e dados, a máquina aprende e se aperfeiçoa, continuamente).

Desta maneira, a tomada de decisões dos gestores é mais descentralizada e certeira, mesmo em momentos de crise. Se antes a indústria era associada a processos metódicos, sem criatividade e em massa, hoje é ligada a aprimoramento de processos, Business Intelligence (BI) e UX.

Nesse cenário, as indústrias brasileiras cada vez mais aumentam o budget para inovação em tecnologias e em profissionais qualificados nas habilidades digitais necessárias para fazer a engrenagem rodar.Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 83% das indústrias nacionais entendem que precisam de mais inovação para sobreviver, em especial no mundo pós-pandemia.

Habilidades digitais como facilitadoras da Indústria 4.0

Um futuro cada vez mais conectado reflete não só o comportamento do cidadão comum, acessando a rede para consumir e se relacionar, mas também o mundo dos objetos, carros, casas, eletrodomésticos e até brinquedos (para todas as idades). Esse é o mundo da IoT.

Logo, a Indústria 4.0 faz parte da Era Digital e impacta em tudo e todos. O mercado de trabalho adapta-se bem a ela apenas quando amplia sua perspectiva sobre digitalização, na prática.

Portanto, o novo profissional precisa lidar com as máquinas, conhecendo e dominando suas funcionalidades amplamente, sempre com o ser humano e sua experiência como focos.

Um exemplo dessa necessidade aplicada é o crescimento de chatbots humanizados. Este é um segmento que ilustra bem a importância da tecnologia sem deixar de lado as relações do ser humano.

Afinal, ninguém quer perder horas do dia no telefone sendo transferido de departamento em departamento até chegar a lugar nenhum, por um robô frio e ineficiente. Aliás, 68% das pessoas detestam quando isso acontece, conforme indicado na pesquisa CX Trends 2020.

Com um software bem feito por um desenvolvedor e seu time, que tenham conhecimento em User Experience (UX) e apliquem soft skills, como empatia e senso de comunidade, a probabilidade do chatbot ser muito mais atrativo e eficaz, aumenta bastante. Cliente satisfeito e melhor atendido, melhor visibilidade para a marca e mais vendas.

Sendo assim, aprender habilidades digitais faz parte da adaptação de todos nós a este novo mercado, que deu seus primeiros acenos lá atrás, em Hanover, e, desde então, só evolui.

Agora que você já sabe o quão importante é desenvolver estes conhecimentos, aprenda com quem pode conduzir seu aprendizado da melhor maneira possível.

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