Heurísticas de Nielsen: 10 erros de usabilidade para não cometer

Heurísticas de Nielsen: 10 erros de usabilidade para não cometer

As heurísticas de Nielsen são utilizadas no mundo todo, principalmente por designers e desenvolvedores de interfaces digitais. Isso porque as empresas se preocupam em construir uma jornada fluida sobre o usuário, em que seus usuários naveguem ou usem de forma intuitiva, sem ter que pensar.

Mas o que realmente são as heurísticas de Nielsen? Como garantir que um projeto seja desenvolvido pensando nesses aspectos de fluidez para o usuário? Continue acompanhando.

O que são as heurísticas de Nielsen?

Na década de 1940, quando os primeiros computadores apareceram, não era qualquer pessoa que conseguia utilizá-los. Era necessário ser um especialista para isso. Entretanto, com o tempo, o cenário foi mudando. Os computadores foram ganhando popularidade, eficiência e flexibilidade entre as empresas e em famílias com ótimas condições financeiras.

Nesse contexto, para o uso dos computadores ser mais fácil, diversos estudos de usabilidade foram realizados e as 10 heurísticas de Nielsen estão entre as mais famosas até hoje. Atualmente, se conseguimos interagir facilmente com os sistemas e temos uma boa experiência de uso, muito se deve a isso.

Jakob Nielsen e Rolf Molich propuseram, em 1990, essas heurísticas de usabilidade, para serem consideradas em qualquer desenvolvimento de interface.

De acordo com o dicionário, heurística é um método que leva a inventar, descobrir ou resolver problemas. Sendo assim, nessa situação, representa uma regra de bom senso, com o objetivo de fazer com que o usuário tenha uma jornada e experiência mais aprimoradas e menos cansativas.

Elas são regras gerais porque não são heurísticas de usabilidade com determinações específicas, mas abrangentes para qualquer situação de experiência no design de interface.

Quais são as 10 heurísticas de Nielsen?

Agora que já entendemos o que são as heurísticas de Nielsen e o contexto de sua origem, chegou a hora de sabermos de fato no que consiste cada uma delas. Confira abaixo as dez heurísticas:

1) Visibilidade do status do sistema

Essa heurística se refere à importância dos feedbacks instantâneos aos usuários, mantendo-os informados sobre o que está acontecendo no momento da interação, qual o status do momento e como ele deve conduzir seus próximos passos no processo de sua experiência.

2) Correspondência entre o sistema e o mundo real

Essa heurística de usabilidade destaca o desenvolvimento de uma interface funcional e de fácil entendimento dos usuários. As palavras, conceitos e frases devem ser compreensíveis na experiência de interação para qualquer pessoa.

Os ícones são uma alternativa para facilitar essa comunicação, por exemplo, pois eles indicam uma determinada ação. De acordo com o modelo mental do usuário, todas as nomenclaturas, figuras e imagens devem estar em um contexto e fazer sentido para os usuários.

3) Liberdade e controle do usuário

Ao desenvolver uma interface, o designer deve projetar para que o usuário possa decidir e tomar as ações que ele quiser, exceto no caso de regras que interferem em alguma funcionalidade ou vão contra o próprio sistema.

As interfaces nunca devem obrigar uma determinada ação ou tomar decisões pelos usuários. O que se pode fazer é sugerir interações, sem pressão ou indução.

Caso aconteça de uma pessoa clicar em algum lugar errado por acidente, cometer um erro ou se arrepender de uma determinada ação, é necessário que a interface tenha funções de retorno, para que seja possível desfazer e refazer ações, conforme as necessidades de cada um.

4) Consistência e padrões

É muito importante que toda a interface tenha uma linguagem-padrão para não confundir os usuários. Eles não podem ter dúvidas sobre o significado das palavras, símbolos ou ícones utilizados durante sua experiência de interação.

5) Prevenção de erros

Como na terceira heurística, aqui também temos relação com possíveis erros que os usuários podem cometer durante sua experiência de interação. Nesse contexto, as interfaces devem ser desenvolvidas pensando na prevenção de qualquer ação descuidada de uma pessoa.

Imagine que há um botão de excluir todos os arquivos, por exemplo. É necessário que o usuário tenha a chance de confirmar essa ação, para saber se ele realmente quer fazer isso. Às vezes, pode acontecer de ele clicar por acidente e isso pode ser uma grande frustração, caso não seja a ação desejada.

Nesse contexto, ao realizar uma análise heurística, o ideal seria colocar uma mensagem de aviso da ação, que é uma ótima alternativa para prevenir esse erro.

6) Reconhecer ao invés de lembrar

Os usuários não têm a obrigação de lembrar todas as funções e ações da interface. Sendo assim, que tal deixar à disposição alguns pequenos lembretes com informações úteis de navegação?

As pessoas possuem a tendência de ter mais facilidade para reconhecer, ao invés de lembrar exatamente de algo.

7) Flexibilidade e eficiência

Qualquer tipo de usuário deve conseguir interagir nas interfaces desenvolvidas.

Nesse sentido, é necessário ter a flexibilidade de dispor informações detalhadas para os usuários mais inexperientes e, de acordo com aprimoramento de suas interações, poderem customizar suas ações, criando, por exemplo, atalhos de teclado.

O desenvolvimento da interface deve ser eficaz e permitir a personalização de ações frequentes, disponibilizando atalhos e preenchimentos automáticos.

8) Estética e design minimalista

Em um desenvolvimento de interface, o UI designer não deve considerar a estética e o design como um detalhe. Ele é muito importante no resultado final, para proporcionar a melhor experiência ao usuário.

Nesse contexto, é importante evitar o uso em excesso ou desnecessário de elementos visuais que podem confundir o usuário.

9) Auxiliar usuários a reconhecer, diagnosticar e recuperar erros

Os erros são inevitáveis em qualquer sistema de computador. Caso aconteça durante a experiência de um usuário, é importante que a interface ajude-o a entender que um problema aconteceu, além de dispor informações para poder solucionar tudo da melhor maneira.

Essas mensagens de erro devem ter uma linguagem de fácil entendimento, sem códigos, indicando o problema e sugerindo uma solução.

10) Ajuda e documentação

Essa heurística se refere às interfaces que oferecem um grande número de possibilidades de ação. Nesse contexto, muitos usuários procuram uma seção de ajuda para obter respostas rápidas, como os FAQs, onde as principais dúvidas são compiladas com suas respectivas soluções.

O que é uma avaliação heurística?

As 10 heurísticas de Nielsen permitem que o usuário desenvolvam das interfaces. Entretanto, as avaliações posteriores também são essenciais para garantir que tudo tenha o melhor funcionamento. É aí que entra a avaliação heurística.

É um meio de identificar problemas de usabilidade em uma interface, coletando e listando informações e problemas. Para isso, os especialistas devem testar, examinar e julgar o produto, levando em consideração cada uma das 10 heurísticas de usabilidade.

É importante destacar que a avaliação heurística não substitui o teste de usabilidade, pois os problemas identificados são diferentes em ambos. A avaliação heurística fornece um feedback de maneira rápida, é barato, também pode ser feito antes do fim do desenvolvimento da interface e ser utilizado em conjunto com outras metodologias de testes de usabilidade.

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