Governança de dados: qual o papel do líder dentro da cibersegurança

Governança de dados: qual o papel do líder dentro da cibersegurança

A governança de dados é um dos pilares principais na transformação de dados e por isso é um tema recente e cada vez mais pessoas estão passando a entender melhor o que é e qual a sua importância. E para te ajudar, este é o tema da vez!

O uso dos dados virtuais tem se intensificado dentro das empresas, visto que elas têm consciência do valor que se pode tirar deles para os negócios. Como comentado anteriormente, essa transformação está conectada diretamente com a governança de dados, mas qual o papel da governança dentro das empresas e por que ela é fundamental dentro delas? Entenda neste artigo.

O que faz a área de governança de dados?

O primeiro motivo para a importância do tema é o próprio aumento do uso dos dados. A transformação digital que vivemos e a ascensão da tecnologia fizeram com que as empresas entendessem a importância de se analisar e tomar decisões a partir de fontes confiáveis, ao invés de se pautar por achismos ou suposições.

Esse grande crescimento causou uma mudança cultural, onde, antigamente, as empresas mantinham suas informações e dados em sigilo, como se tivesse um poder em suas mãos e, hoje, a bandeira da democratização da informação faz parte da realidade, partindo da aceleração da transformação digital e o potencial máximo de gerar valores com os dados compartilhados entre as empresas.

Com o aumento dessas trocas de dados entre as empresas, leis e regulações passaram a existir, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Portanto, as empresas não podem fazer o que elas quiserem com os dados, especialmente, os pessoais e isso alavancou muito o tema e a importância da cibersegurança.

Então, a governança de dados surge desse contexto, consistindo em reunir as informações de uma organização e disponibilizá-la para outras empresas de forma democratizada. Ela atua como uma área dentro de uma empresa, como um conjunto de dados de todos os departamentos, de maneira integrada.

Como fazer governança de dados?

Para se estruturar a governança de dados em uma empresa, é preciso inicialmente ter muito claro quais os problemas e as necessidades que ela pode resolver dentro de uma empresa.

Podemos imaginar casos de uso e questões nesse contexto, por exemplo: como um usuário de dados, recém-contratado na minha empresa, entende se ele pode acessar ou tratar um dado específico? E como ele deve proceder? Ou como um cientista de dados consegue saber quais são os dados disponíveis na empresa, suas fontes e conceitos associados? Se não há governança, não há resposta para esses questionamentos e os problemas continuam.

Ao inserir a governança dentro de uma organização, é desenvolvida a facilidade de identificação das necessidades, para estruturar um caminho da solução, que é um conjunto de três fatores: pessoas, processos e ferramentas, podendo, assim, gerar soluções adequadas para cada contexto nas áreas de uma empresa.

Vamos te explicar o porquê desses três fatores serem essenciais:

Pessoas e processos:

Sobre o fator pessoas e processos, claro, é preciso entender que a governança de dados não é algo que vai nascer dentro de um projeto ou uma área específica de uma empresa. Não é o time de TI que cuida da governança de dados, pois ela é uma área própria. É necessária a criação de uma estrutura com um time, novas skills, papéis e responsabilidades específicas.

Dentro desse time de governança, alguns perfis são essenciais para que se consiga estruturar essa área:

Analista de governança de dados: profissional dedicado para desenhar e escrever as políticas de processos.

Analista de data catalog/quality: é o profissional que mantém o catálogo de dados, as informações de qualidade, interagindo com a área de negócios para agregar informações de negócio ao catálogo e propor metas de qualidade, além de entender quais são os dados mais sensíveis nas operações.

Arquiteto de dados: colaborador que será o maestro da transformação. Ele vai modelar todos os projetos paralelos de diferentes departamentos, que aconteceram em tempos diferentes, onde cada um gerou sua própria estrutura de dados, integrando tudo e dando as diretrizes para que tenha uma lógica, em uma perspectiva corporativa como um todo, e não departamental.

Ferramentas:

No mercado, existem muitas ferramentas sendo vendidas, que prometem realizar a governança de dados de toda uma empresa. Esse é um fato perigoso e pode ser uma crença errada, pois uma ferramenta não resolve todas as necessidades e casos de uso, que são individuais para cada empresa.

Fazer governança não se resume na compra de uma ferramenta. Um time dedicado para isso pode utilizar até ferramentas de baixo custo e obter resultados infinitamente melhores.

Quais são os pilares da governança de dados?

Além dos três fatores na estruturação de uma governança de dados em uma empresa, temos quatro pilares essenciais em um bom setup. Confira abaixo:

➜ Política de uso (LGPD).

➜ Facilidade em mostrar o inventário/catálogo de dados dentro de uma empresa.

➜ Qualidade dos dados (aqui se inclui a variedade e volume dos mesmos).

➜ Manter uma arquitetura integrada (evitar a fragmentação de dados de uma empresa por área).

Seguindo esses pilares e pautando nos fatores de estruturação, sua empresa terá um grande progresso com a organização e democratização de todos dados relevantes que possui.

Esse artigo foi inspirado no webinar "Como estruturar uma governança de dados moderna, flexível e agnóstica" da Digital House com Marcos Palmeiro, que é professor especialista da escola.

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