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9 dicas de SEO para seu e-commerce

9 dicas de SEO para seu e-commerce
mkt
19 de setembro de 2019
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Quando você vai vender pela internet, os anúncios não devem ser a única estratégia utilizada. Isso porque, de acordo com uma pesquisa do site Search Engine Land, 70 a 80% dos usuários ignoram os anúncios na hora que fazem uma busca no Google. Nesse cenário, é fundamental investir em SEO para e-commerce.

Seja para quem está pensando em criar uma loja virtual ou para quem já tem um e-commerce, preparamos algumas dicas para otimizar seu site para buscas orgânicas. 

Pronto para começar?

1 - Planeje as palavras-chave que vai usar

Você deve usar palavras-chave que estejam relacionadas aos produtos que vai vender, é claro. Mas, muitas vezes, apenas sua intuição não basta. Então, é preciso se planejar para saber quais usar.

Se você está pensando em usar palavras-chave genéricas, lembre-se que há gigantes do varejo que vão ranquear melhor nas buscas para essas head tails. Infelizmente, as chances de você ficar melhor colocado do que sites como Amazon, Americanas e afins é pequena para essas palavras, mas você pode fazer um estudo para ver que outras palavras relacionadas às principais podem servir para seu negócio.

Existem algumas ferramentas que podem te ajudar nessa tarefa. O próprio Google tem um Planejador de Palavras-Chave dentro da plataforma do Google Ads que você pode utilizar gratuitamente.

Nele, você insere as palavras-chave mais genéricas e ele vai te dar insights sobre que outros termos também são pesquisados pelos usuários.

Por exemplo, você pode estar querendo usar a palavra-chave “camiseta”. Imagine só quantos sites devem ranquear melhor para essa keyword? Você pode experimentar long tails, ou seja, termos mais longos e específicos. Ao invés de “camiseta”, pode tentar “comprar camisetas femininas personalizadas”.

Além do Google, existem outras ferramentas gratuitas que podem te ajudar nessa tarefa de entender quais palavras-chave podem ser interessantes para seu negócio. Elas também mostram o volume de buscas de cada uma delas e qual a dificuldade para ficar bem classificado em uma pesquisa daquele termo específico.

O site Ubersuggest tem essas funcionalidades grátis. O SEMRush é pago, mas tem uma versão gratuita limitada — uma freemium. Já o Ahrefs é uma ferramenta paga que também te ajuda a planejar suas palavras-chave.

Além das próprias palavras, você pode pesquisar pelo domínio do seu próprio site ou dos seus concorrentes. Essa busca vai te mostrar para quais palavras-chave cada um dos endereços aparece nos resultados do Google e também pode te dar boas ideias.

Organizando as palavras-chave no seu e-commerce

Uma vez escolhidas quais palavras-chave você vai usar, é hora de inclui-las nas suas páginas. Em todas as páginas? Sim, em todas elas. Realmente, isso pode dar um trabalhão se seu site tiver muitas categorias e produtos. Então, você pode começar pelas mais importantes, ou seja, as que recebem mais visitas ou que te rendem mais conversões.

As palavras-chave devem ser usadas com contexto nas páginas e precisam constar nos títulos, descrições e na URL de cada uma delas. Outro ponto importante para levar em consideração é o de não usar o mesmo termo em páginas diferentes. Isso evita a canibalização das keywords, ou seja, que elas compitam entre si para ranquear melhor nas buscas do Google.

2 - Crie conteúdo original e relevante nas descrições

As descrições das suas categorias e produtos devem ser o mais completas possível. Nelas, devem constar as palavras-chaves que você definiu para seu negócio. Isso vai ajudar tanto seus clientes a identificarem quais as características dos artigos que você vende quanto os robôs do Google a entenderem sobre o que aquela página está falando.

Evite copiar as descrições dos fabricantes dos produtos que você vende ou de concorrentes. Se o Google identifica a cópia, seu site pode ser penalizado e isso prejudica a classificação nas pesquisas. Escreva com suas palavras, de forma completa, mas sem encher linguiça!

Escreva para pessoas

Em 2015, o Google lançou uma atualização em suas formas de analisar as páginas da web chamada RankBrain. Esse nome se refere a um algoritmo de inteligência artificial que identifica quais conteúdos são mais interessantes para determinadas buscas dos usuários. Ele faz isso, entre outras coisas, a partir do comportamento das pessoas nos sites. Então, se as pessoas estão passando mais tempo no seu site, isso vai contar pontos para você!

Para que as pessoas se interessem pelo seu site, ele precisa ser amigável. Entre outras coisas, isso significa que não adianta escrever descrições supercompletas e com as palavras-chave, mas que não sejam compreensíveis para seus clientes!

Uma boa forma de testar se as descrições estão boas é pedir para amigos e parentes navegarem pelo seu e-commerce e darem a opinião deles. Assim, você consegue ter um feedback de outras pessoas para saber o que melhorar.

3 - Faça link building

Outro fator que auxilia no SEO é ter outros sites gerando links para o seu. Se você fizer essa troca de links em um volume muito grande, o Google pode identificar como spam. E, atenção, se você topar com alguma venda de links, caia fora! O que você vai fazer é entrar em contato com blogueiros para fazer essa troca de links quando fizer sentido. 

Normalmente, outros sites não gostam de linkar diretamente para páginas de marcas ou produtos. Mas não desanime, existem outras formas de fazer isso!

Crie um blog do seu e-commerce

Os veículos não gostam de linkar para páginas de produtos, mas, se você tiver conteúdos de qualidade, a chance de conseguir backlinks é maior. Quando você entrar em contato com os redatores e editores de outros sites, sugira a troca de links do seu blog com o deles para os conteúdos que forem complementares.

Escreva conteúdo para outros blogs

Independentemente se você tiver um blog da sua marca ou não, pode entrar em contato com outros veículos para propor uma parceria de conteúdo. Você pode se oferecer para escrever um guest post para o outro blog sobre um assunto que domine por causa do seu negócio e, nesse conteúdo, inserir links para o seu site.

Se você tiver um blog, pode oferecer que o parceiro escreva um artigo para seu site também. Assim, além de oferecer uma contrapartida, você terá mais conteúdo para seus clientes no seu blog.

Sites de fornecedores

Outros espaços onde você pode conseguir links para sua loja virtual é no site de fornecedores. Sabe a seção “onde encontrar” em que são listadas lojas que vendem aquele produto? Se você vender algo daquela marca, pode entrar em contato para ter seu link incluído ali.

4 - Utilize URLs amigáveis

Outro fator fundamental do SEO para e-commerce é ter URLs amigáveis. Isso significa que você deve evitar endereços de páginas muito longos e cheios de letras e números desconexos.

Ao invés disso, utilize as URLs mais curtas possíveis, que sejam facilmente identificáveis pelos usuários e pelos robôs do Google e que contenham a palavra-chave da página. Use hífens para separar as palavras e evite parametrizar os links quando possível.

Muito difícil? Trazemos aqui alguns exemplos de como organizar suas URLs:

Página de categoria: seudomínio.com.br/nome-da-categoria

Página de subcategoria: seudomínio.com.br/nome-da-categoria/nome-da-subcategoria

Página de produto: seudomínio.com.br/nome-da-categoria/nome-da-subcategoria/nome-do-produto

5 - Tenha um sitemap otimizado para navegação

Sitemap é a estrutura do seu site, com as páginas que estarão elencadas no menu:


A ideia aqui é tornar a navegação fácil tanto para o usuário quanto para os robôs que analisam seu site. Lembra do RankBrain, utilizado pelo Google para entender se os sites apresentam aquilo que as pessoas estão buscando? Se os clientes acharem difícil navegar pelo seu e-commerce, a chance de desistirem é grande. O tempo de permanência deles vai ser baixo e o Google vai entender que seu site não entrega aquilo que as pessoas estão buscando. Assim, sua classificação nos resultados de pesquisa piora.

Uma forma de tentar simplificar a navegação é deixar todas as páginas do seu site acessíveis em até três cliques a partir da home. Para e-commerces menores, essa é uma tarefa mais fácil.

Se sua loja virtual já tem mais páginas, tente usar a lógica para aquelas páginas mais importantes. Você pode considerar as mais relevantes de acordo com o número de visitantes ou de conversões.

6 - Tenha uma boa landing page

Seguindo a mesma lógica de manter os clientes em seu site, sua página inicial e as landing pages de campanhas devem ser atrativas e ter fácil navegação. Leve isso em consideração na hora de executar sua estratégia de SEO para e-commerce.

Um primeiro problema a ser evitado é a demora para carregar as páginas. Tente se lembrar de quando entrou em um site que demorou muito tempo para exibir todas as funcionalidades. Você esperou que ele carregasse ou foi buscar o que queria em outro lugar?

Para evitar que a página fique pesada, não coloque todos os seus produtos na home. Ter muitas imagens vai torná-la mais complexa e aumentar o tempo de carregamento. Limite-se a 15 produtos, no máximo, na página inicial.

Além de carregar rápido, suas landing pages precisam sinalizar bem as categorias dos seus produtos. Lembre-se da dica anterior, sobre o sitemap, para facilitar a navegação dos seus clientes.

7 - Tenha um e-commerce otimizado para celular

Também em 2015, o Google lançou uma atualização no algoritmo que analisa os sites e leva em consideração se eles estão otimizados para smartphones. O Mobilegeddon, como ficou conhecida essa atualização, ranqueia primeiro os sites que, além de todos os outros requisitos do SEO, têm uma boa navegação em dispositivos móveis.

Tendo isso em vista, é bom testar sua loja virtual em celulares. De acordo com uma pesquisa da empresa Compre&Confie, em 2018, 43% das compras online foram feitas por dispositivos móveis.

Portanto, é bom que o carregamento das páginas seja rápido, a exibição dos produtos tenha qualidade e o processo de checkout seja simples para ser feito pelo celular.

Tenha sempre em mente que o Google observa como os usuários se comportam no seu site. Quanto mais tempo eles passam ali, maior a percepção dos robôs de que aquelas são boas páginas.

8 - Cadastre sua loja virtual no Google Search Console

Apesar de julgar o tempo todo a qualidade dos sites, o Google disponibiliza algumas ferramentas gratuitas para te ajudar a melhorar seus resultados em buscas orgânicas. Uma delas é o Search Console.

Ao cadastrar seu domínio no Google Search Console, você obtém diagnósticos e pontos de melhoria no seu site. Para muitos desses aspectos, é possível que você precise da ajuda de um programador ou webdesigner, mas, para outros, você consegue resolver sozinho.

O primeiro passo para conseguir melhorar é identificar os erros. E, nesse aspecto, o Search Console é um ótimo aliado.

9 - Se você também tem loja física, cadastre-a no Google Meu Negócio

Essa é uma dica bônus para quem, além da loja virtual, tem um ponto físico. Sabe quando você pesquisa um estabelecimento no Google e aparece uma coluna do lado direito com o endereço, horários de funcionamento e várias outras informações?

Isso acontece porque aquele estabelecimento está cadastrado no Google Meu Negócio.

O cadastro na plataforma é gratuito e essa é mais uma forma de você estar presente de forma orgânica nas buscas do Google. Além disso, você facilita o acesso dos clientes a informações sobre sua loja física.

Muitas das dicas de SEO para e-commerce são as mesmas que para sites de outras naturezas. No entanto, se você levar em conta as especificidades da loja virtual, vai melhorar seu ranqueamento nas buscas orgânicas e aumentar o tráfego no seu site. Pronto para começar o trabalho de otimização?

Texto desenvolvido por Victoria Salemi, editora responsável pelas parcerias de conteúdo da Nuvemshop, a maior plataforma de e-commerce da América Latina em lojas ativas. Formada em Jornalismo, ama escrever e tornar assuntos complicados acessíveis a todos!

Outras notícias

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Jornada do consumidor: conceito e importância

Gerar valor para o cliente é a chave para qualquer negócio. No entanto, nem sempre é fácil encontrar o melhor caminho de garantir isso. Por esse motivo que é tão importante conhecer como o consumidor se sente a respeito da sua marca e do seu produto, analisando o ciclo de compra desde a perspectiva dele.Muitas empresas fazem diversos estudos para entender o comportamento do consumidor antes de efetuar uma compra, mas nem sempre elas levam em consideração como esse consumidor se sente, que expectativas ele tem e o que espera da marca desde o primeiro contato com ela.Vamos falar de jornada do consumidor e encontrar as respostas para melhorar a experiência do seu cliente? O que é a jornada do consumidorJá se sabe que, antes de iniciar qualquer processo de compra, o consumidor costuma pesquisar muito. Seja buscando pelos melhores sites, perguntando nas suas redes sociais ou conversando informalmente com amigos e familiares, existe todo um caminho anterior até que se tome a decisão.Também conhecida como jornada de compra, a jornada do consumidor é justamente essa soma de todas as experiências vividas pelos consumidores quando eles interagem com sua marca, produto ou serviço. É um documento que permite monitorar o comportamento, as necessidades e os problemas do seu público durante o processo de compra.Basicamente, quando você tem visibilidade da jornada do cliente, você constrói uma história sobre o usuário, investigando e entendendo como ele se comporta em cada etapa: antes, durante e depois da compra. Isso também ajuda a trazer ideias para melhorar a jornada e a experiência, fazendo com que ele volte sempre e seja fiel à sua marca!Por que a jornada do consumidor é tão importante?Como já explicado anteriormente, definir e mapear essa trajetória do cliente ajuda a compreender melhor todo o processo de compra e as necessidades da buyer persona, ou seja, o público a qual a empresa direciona suas mensagens. Isso também faz com que a empresa conheça melhor o perfil de quem tem interesse nos produtos e serviços oferecidos: quais são suas motivações, desejos, problemas, frustrações, etc. Informações valiosas para que a marca se aproxime ainda mais do seu consumidor, trazendo as soluções certas no momento certo, exatamente do jeito que ele realmente precisa. E esse conhecimento também trará um impacto positivo na estratégia de marketing digital da empresa, pois entendendo o caminho e as necessidades do público, é possível planejar, de maneira muito mais eficiente, quais os canais que mais fazem sentido para a marca trabalhar, e quais os tipos e formatos de conteúdos que devem ser criados.Etapas da jornada do consumidorUm ponto importante a ser lembrado é que o processo não é exatamente linear, pois falamos de experiências com pessoas, logo, existe complexidade. Cada pessoa tem uma vivência diferente e algumas mudanças de comportamento impactam diretamente, por isso, a jornada nem sempre é previsível. Entretanto, pode-se dizer que a jornada do consumidor digital contempla 5 etapas:DescobertaÉ o momento de atração, quando a pessoa entende que precisa de algo e começa a fazer sua busca. Ou seja, imagine que ela está na sua rede social favorita, ou pesquisando no Google e, ao ler os conteúdos, decide começar a fazer academia. Para treinar, ela percebe que talvez precise de um tênis novo.Mas atenção, ainda não é a hora de mostrar o diferencial da sua marca, mas sim, de apresentar as vantagens da aquisição e o quanto isso vai sanar a necessidade do possível consumidor!Uma boa ideia, para esse momento, é ter um blog com conteúdo mais aprofundado sobre os territórios que fazem parte do universo da marca, e que esteja otimizado para SEO, pois o consumidor estará em busca de leituras sobre o tema e tentando entender se realmente há a necessidade de comprar o produto.ConsideraçãoNesta fase, o consumidor já entendeu que precisa do produto ou serviço e, então, precisa tomar a decisão de onde adquirir. Ou seja, esse é o momento onde a pesquisa é para encontrar a melhor empresa, os preços oferecidos, a qualidade do serviço. Sabe aquele momento em que você entra em sites que mostram as reclamações e a reputação de empresas, ou naqueles de pesquisa de preços? Isso representa que você se encontra na etapa de Consideração da jornada do consumidor.É a hora de mostrar as vantagens e os diferenciais da sua empresa, para encantar e garantir a conversão do cliente.CompraEsta é a etapa da ação. Se continuarmos com o exemplo da pessoa interessada no tênis, imagine que é o momento em que ela decide a cor, o tamanho, os meios de pagamentos. Ou seja, uma fase bastante delicada e que precisa do máximo de cuidado por parte da marca. Um cuidado com o estoque é essencial, garantindo que o usuário encontre o produto exatamente como ele deseja. Atente-se também para que seu site ou aplicativo esteja impecável, que não dê problemas ao finalizar a compra.RetençãoQuem disse que a jornada acaba quando o consumidor passou o cartão? Nada disso! A retenção deve ser tão importante quanto a compra, pois é o momento de conclusão. Inclui-se aqui fatores como o transporte do produto e o prazo de entrega, assim como o oferecimento de cupons de desconto especial para uma nova compra, por exemplo.FidelizaçãoSe depois de todo o processo, o cliente estiver satisfeito, ponto para a empresa! A fidelização é um momento de reflexão, quando o consumidor está feliz e com a certeza de que vai comprar novamente, assim como indicar a loja para os amigos e familiares, fazer boas avaliações no site e em redes sociais, etc.A empresa precisa mostrar ao cliente que ele é importante, por isso, um tratamento personalizado é essencial. Nunca deixe o pós-venda de lado, pois é uma estratégia valiosa para fidelizar e manter seu público apaixonado!Criando a jornada do seu consumidor para buscar melhores resultadosExistem diversos templates na internet para te ajudar a criar a jornada do consumidor. Você também pode optar por cursos especializados na área de Marketing Digital, que darão todo o suporte necessário para montar sua estratégia de ponta a ponta. Mas não se esqueça de se colocar no lugar do seu cliente em primeiro lugar! Lembre sempre que ele é o motivo da existência da sua marca e é quem interage com seu site e suas redes, busca as informações e que precisa estar sempre satisfeito com a experiência oferecida.Divida as fases do seu serviço e analise como o cliente deve se sentir em cada uma delas. Verifique os pontos positivos e negativos do seu processo, aponte onde estão suas fortalezas e fraquezas para buscar as devidas melhorias.E, claro, o feedback sempre será um elemento fundamental para que a jornada fique cada vez mais certeira. Por isso, interaja com o cliente, pergunte a ele e encontre as respostas diretamente na fonte, para melhorar ainda mais o relacionamento e garantir o sucesso do seu negócio!

O que vai mudar com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP)? img
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O que vai mudar com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP)?

Em 2018, o então presidente Michel Temer, sancionou a nova Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, que define regras, direito e deveres relacionados a dados pessoais e como empresas manipulam, tratam e utilizam esses dados. Essa lei é uma tendência mundial, que surgiu em resposta ao vazamento de dados que acontecem em 2017 com o Facebook. Saber que as informações pessoais de tantas pessoas estavam à disposição na internet fez com que todos dessem um passo para trás e refletissem sobre a importância de seus próprios dados – e sobre a responsabilidade de empresas em garantir sua segurança. A nova lei brasileira só entra em vigor em agosto de 2020. Ao aprovar a legislação, o Congresso entendeu que muitas empresas precisariam de tempo para se adaptar às novas regras – e ainda bem! A LGPDP pode causar um grande impacto, principalmente em empresas menores. Para entender melhor o que muda com a Lei Geral de Proteção a Dados Pessoais, você precisa entender como a lei enxerga dados, usuários e o papel das empresas nessa história toda. A partir de 2020, qualquer dado que seja coletado, pode ser do mais simples como nome e endereço de e-mail, entram nas regras da nova lei. E ela se aplica a qualquer tipo de empresa, não só aquelas que, de fato, fazem grande uso de dados, como empresas de Marketing Digital ou bancos, por exemplo. Isso significa que escolas, dentistas, empresas de transporte, qualquer negócio que lide com informações de terceiros em um banco de dados estará submetido à LGPDP. Quem não cumprir as regras terá que pagar uma multa equivalente a 2% do faturamento da empresa, com um limite de R$ 50 milhões, e sofrerá bloqueio imediato dos dados relacionados à infração. Como você, usuário, se beneficia com a Lei? Uma das maiores mudanças está relacionado aos chamados “dados sensíveis”, uma nova categoria criada pela LGPDP que coloca origem racial ou étnica, convicções religiosas, opiniões políticas, saúde ou vida sexual em um maior nível de proteção, a fim de garantir que não haverá discriminação por causa desses dados. Os usuários também poderão perguntar a qualquer empresa se ela possui dados a seu respeito e solicitar quais dados, a quem foram repassados esses dados e com qual finalidade. Ele poderá cobrar a correção de registros incorretos e, em determinador casos, pode se opor a determinado tratamento de seus dados. Como preparar sua empresa para a Lei? Como empresa, você deverá sempre informar, ao coletar um dado, a sua finalidade para o usuário. Se ele aceitar, você deve garantir que o dado será tratado de acordo com a finalidade descrita e acordada. É dever da empresa garantir a segurança dessas informações e informar o usuário se houver qualquer quebra de sigilo ou incidente. Para conseguir garantir tudo o que a lei prevê, será necessário fazer um investimento em estrutura, equipe e treinamento dentro da sua empresa. A segurança do seu sistema precisará ser revisitada, um simples antivírus não é mais garantia de que os dados dos seus clientes estão seguros. De acordo com a lei, é obrigatório que o tratamento de dados seja conduzido por uma equipe de especialistas de TI, que deverá ser contratada caso sua empresa não possua uma. Novas políticas internas e planos de proteção de dados deverão ser desenhados, assim como estratégias de prevenção e gerenciamento de possíveis crises (como vazamento de dados). Por fim, a empresa inteira precisa estar alinhada às novas regras, com um treinamento ou distribuição de comunicados, informando sobre a nova responsabilidade acerca das informações pessoais de seus clientes. Agora que você já tem maiores informações, pode se preparar para quando a lei entrar em vigor e não ser pego desprevenido! Ainda há alguns meses para se organizar, procurar uma empresa de TI que possa te ajudar ou formar seu próprio time, e desenhar sua estratégia para tratar, coletar e utilizar dados com mais responsabilidade e segurança.

Afinal, o que é Business Intelligence? img
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Afinal, o que é Business Intelligence?

Se você tem mais do que 30 anos, provavelmente sente que o mundo está ficando “complexo demais”. Antes, tudo parecia mais simples e menos conectado. Pode ter certeza de que muitos empresários pensam da mesma forma, decisões em seus negócios eram tomadas baseadas em experiências e intuição, mas isso não é mais suficiente hoje e suas escolhas precisam ser cada vez mais inteligentes. É aí que entra o tal do business intelligence que tanto ouvimos falar!Se você só conhece BI por meio de anúncios de vagas e sempre se perguntou, “mas afinal, o que é business intelligence?”, pode ficar tranquilo! Estamos aqui não só para responder essa pergunta, mas também para te contar por que ele é fundamental para sua estratégia de marketing e para seus negócios!BI é um conjunto de práticas, conceitos e metodologias que tem como objetivo coletar, gerenciar e distribuir dados. Esses dados são informações valiosas que vão se transformar em insights e dar suporte à tomada de decisões dentro da empresa. Ou seja, BI é aquilo que torna as escolhas de um negócio mais inteligentes, porque são feitas com base em informações de valor.Três importantes pilares sustentam o BI:- Coleta de dados: cada ação dentro da empresa gera um dado, uma informação. Quando reunidos, eles contam diversas histórias sobre seu negócio: a produtividade dos seus funcionários, a sua reputação no mercado, quais oportunidades foram perdidas...- Organização e análise: para conseguir visualizar e entender essas histórias, é preciso organizá-las em um banco de dados e facilitar a sua visualização, para que seja possível analisá-las, compreendê-las e, a partir dessas histórias, tomar decisões;- Ação e monitoramento: mas não para por aí, agora chegou a hora de fazer sua escolha e ficar de olho nos resultados, para entender se ela foi a decisão certa ou se algo ainda precisa melhorar. Os resultados vão gerar novos dados e, portanto, uma nova história, que vai entrar nesse mesmo ciclo.BI e MarketingO Business Intelligence pode oferecer suporto para o planejamento estratégico de todo o seu negócio e seus pilares podem ser aplicados em qualquer área, financeiro, RH, operacional, entre outros.As suas vantagens são diversas, como a otimização de processos, o aumento na eficiência de operações, um processo de tomada de decisões mais ágil e com mais qualidade. Tudo isso deixa o seu negócio mais competitivo dentro do mercado em que atua.Mas queremos dedicar uma parte desse artigo à aplicação de business intelligence na estratégia de Marketing da sua empresa, pois ele também pode destacar oportunidade e apontar falhas dentro do seu processo.Você dentro do seu mercadoA primeira maneira de usar BI em sua estratégia de Marketing é ao analisar o mercado no qual você está inserido, quem são os principais players, quais são as tendências globais, mudanças de consumo e ameaças. Ao cruzar dados de diferentes fontes, você consegue um panorama 360° do mercado. E saberá exatamente qual é sua posição dentro dele.Reconhecer para otimizarNenhuma empresa é perfeita, e a sua certamente não é. Mais de uma campanha sua já teve um resultado abaixo do esperado, por exemplo. Com o BI é possível encontrar a origem das falhas e erros dos seus processos e otimizá-los.Com Business Intelligence tem a premissa de agir rápido em relação aos dados extraídos, as mudanças também acontecem em uma velocidade maior quando precisam ser implementadas em empresas que adotam BI. Como consequência, os resultados também mudam rapidamente, trazendo valor para sua empresa e seus clientes.Oportunidades e riscosÉ hora de investir em uma equipe de marketing maior? Estamos prontos para assumir um compromisso com determinado cliente? Essa nova conta da agência vai ser uma boa oportunidade ou um risco para a estabilidade do meu quadro de funcionários?Essas são perguntas frequentes que sua empresa – e principalmente seu gestor de marketing – faz quando encontra oportunidades. Ou seriam riscos? Afinal, nem sempre conseguimos diferenciar uma do outro!O BI ajuda sua empresa a tomar ações preventivas, que minimizam riscos futuros, e a encontrar insights valiosos no mercado, que ajudam a identificar com mais facilidade suas oportunidades.Podemos concluir que o BI é o próximo passo depois de Big Data dentro de uma empresa. Ao entender a base de dados do seu negócio, você está melhor equipado para tomar decisões que estejam alinhadas com seu objetivo: crescimento, inovação, diferenciação. Agora, é só aplicar esses conhecimentos!Quer saber mais sobre BI ou como começar uma carreira na área? Venha para a Digital House!