Design thinking: saiba como criar soluções com criatividade

Design thinking é uma abordagem, cujo objetivo é entender e atender um(a) cliente ou projeto, resolvendo problemas de maneira criativa e com foco nas pessoas.

Saiba como criar soluções com criatividade

Você já deve ter ouvido falar sobre design thinking, método prático-criativo que analisa quais são as propostas que as empresas têm para gerar respostas rápidas e precisas aos problemas apresentados por seus produtos ou serviços.

O conceito, difundido na década de 1990 por David Kelley, fundador da consultoria de inovação IDEO, e seu colega Tim Brown, autor de Change by Design (Design Thinking – Uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias), utiliza a capacidade de inovar e encontrar soluções criativas para problemas comuns.

Isso porque, com a digitalização e a mudança de comportamento dos consumidores, os empreendimentos se viram obrigados a mudar seus processos criativos, buscando por soluções inovadoras e ágeis.

Se você ainda não sabe bem o que é e para que serve o design thinking, mas talvez já tenha visto algumas das técnicas utilizadas, acompanhe este artigo e descubra mais sobre ele, como funciona, além de aprender como aplicá-lo na sua empresa? Boa leitura!

O que é o design thinking?

O design thinking não se trata de um método específico, mas sim de um conceito. O objetivo dessa abordagem é, por meio de um processo de pensamento crítico e criativo, possibilitar a organização das ideias e estimular a tomada de decisões. Além disso, instiga a busca por conhecimento.

Ele não possui uma fórmula específica de implantação, mas cria as condições necessárias para maximizar a geração de insights e a aplicação prática deles. A ideia é de que o processo seja realizado de forma coletiva e colaborativa, de modo a reunir o máximo de perspectivas diferentes. E, quanto maior a diversidade dentro de uma empresa, tanto de gênero quanto cultural e étnica, mais criativas serão as ideias e melhores serão os resultados.

Com aplicações variadas, o design thinking não tem uma tradução exata, mas pode ser considerado como “pensamento de design”. Algo como pensar como um designer ou fora da caixa. O importante é ser criativo na hora de resolver problemas. E, além de solucionar contratempos sob outro ponto de vista, com o design thinking é possível elaborar novos produtos e serviços.

Bases de design thinking

Como aplicar o design thinking?

Para aplicar o design thinking, primeiro é preciso identificar um problema. Após definir o questionamento, é a hora de colocá-lo em prática, podendo ser por meio de pesquisas, ouvindo as pessoas ou coletando dados. Aí então você pode pensar nas soluções.

Para aplicá-lo, basta reunir uma equipe multidisciplinar com talentos de diversas áreas da empresa. Independentemente do seu objetivo com a aplicação desse método, é importante lembrar que cada caso é um caso e que empreendimentos podem conduzir o processo de forma diferente.

Assim, ao constatar que a vulnerabilidade é real, inicia-se o processo de levantar alternativas para resolver essa questão. E esse problema não precisa ser, necessariamente, em relação à empresa e clientes, pois o conceito de design thinking pode ser usado, também, para solucionar questões internas.

Quais são as principais etapas do design thinking?

Para aplicar o design thinking, é preciso seguir algumas fases. São elas:

Descoberta

Como já citamos, a primeira etapa é identificar o problema por meio de imersão e análise. É preciso saber quais são seus pontos fortes, as fragilidades da concorrência, as condições macroeconômicas, entre outros fatores. Para isso, é possível realizar análise SWOT, benchmarking, pesquisas de mercado e reuniões multidisciplinares.

Ideias e inovação

Após a imersão, você já terá identificado os pontos que precisam ser melhorados. Esse é o momento de produzir ideias relevantes para realizar as melhorias necessárias. Nesta etapa é essencial trazer insights obtidos com a utilização de técnicas de big data, que aumentam as chances de eficiência do processo.

Desenvolvimento

Nesta fase, o produto ou serviço começa a ser desenvolvido a partir das necessidades e percepção de valor do cliente.

Testar as ideias/prototipação

Essa é a etapa de colocar a mão na massa e testar as ideias, criando protótipos e novos testes, novos feedbacks e hipóteses, para realizar ajustes finais. Utilizar um MVP (Minimum Viable Product) pode ajudar a verificar se a solução realmente atinge as necessidades do consumidor final.

Implementação

Após obter resultados positivos nos testes, chegou a hora da implementação, mas sem se esquecer de que o processo de desenvolvimento é contínuo e sua ideia precisa ser analisada e melhorada frequentemente.

Quais ferramentas podem ser usadas no design thinking?

A escolha das ferramentas corretas é determinante para o sucesso do design thinking. Por isso, separamos algumas que podem ser utilizadas no processo:

Brainstorming

Essa técnica nada mais é do que sua tradução literal: uma tempestade de ideias. Ela consiste em uma dinâmica de grupo que estimula o compartilhamento de ideias, sem julgamentos, pois até mesmo as que parecem ruins podem contribuir para o surgimento de outras.

Mapas mentais

Muito eficientes para organizar e desenvolver ideias e pensamentos, os mapas mentais proporcionam uma visão clara e completa do processo criativo, permitindo o surgimento de insights por meio de recursos gráficos, como figuras, desenhos, quadros, entre outros. Para realizá-lo, basta pegar uma ideia central e, a partir dela, criar uma espécie de fluxograma, possibilitando a ramificação e exibição de pensamentos secundários.

Mapa da empatia: o que é, para que serve e como criá-lo?
Com o mapa da empatia, você conhece seus clientes a partir das perguntas certas e pode atraí-los mais facilmente.

Storyboard

Assim como o mapa mental, essa ferramenta tem uma proposta de ser visual. No entanto, ao invés de ideias centrais, secundárias e terciárias, são utilizadas ilustrações em forma de narrativas, como se contasse uma história para a resolução do problema, considerando atores e cenários.

Cocriação com clientes

O envolvimento de consumidores no processo criativo é uma prática comum entre empresas, especialmente na era digital. Conduzir um processo nesse sentido enriquece sua experiência, pois os clientes podem trazer insights exclusivos, já que sua percepção de marca pode ser completamente diferente da visão dos integrantes do negócio.

A carreira em design thinking vale a pena?

A profissão de design thinking está em ascensão. Afinal, com a necessidade cada vez maior de inovações, há bastante mercado para especialistas nessa área. Com salários em torno de R$ 30.000,00, segundo o site Glassdoor, para entrar na carreira é imprescindível investir na capacitação para garantir a aplicação das melhores técnicas.

Mas, como você pode perceber no decorrer do artigo, o design thinking tem como base mais métodos de observação do que estatísticos, por isso, o(a) profissional que atua nesse segmento precisa ser criativo(a), observador(a) e enxergar além do óbvio.

E, se você pensa em desenvolver carreira na área, é preciso adquirir uma base sólida de conhecimentos. Para ajudá-lo nessa jornada, a Digital House, tem o curso de Experiência do Usuário (UX), que ensina o processo completo do user experience, trazendo o universo em aulas práticas e teóricas, para expandir não só seus horizontes, mas as oportunidades da sua carreira.

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