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Coordenador de Dados da Digital House participa de podcast na CBN

Coordenador de Dados da Digital House participa de podcast na CBN
carreira
dados
26 de março de 2019
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Professor José Borbolla bateu um papo no podcast CBN Professional sobre tecnologia, carreira e muito mais


Nesta segunda-feira (25), o professor José Borbolla, coordenador dos cursos de dados na Digital House, foi o convidado do podcast CBN Professional. O programa, com episódios semanais, entrevista especialistas e líderes de importantes empresas sobre temas que envolvem profissão e carreira. Durante o bate-papo desta semana com Camila Olivo, da CBN, e Thomaz Castilho, da HSM, José falou sobre o reflexo das transformações tecnológicas no mundo e nas profissões, e sobre a possível ansiedade que essas aceleradas mudanças podem acarretar. "Tem uma série de transformações que acontecem tão rapidamente que fazem com que nossa capacidade de evolução e adaptação pareça lenta ou incapaz de acompanhar no mesmo ritmo", comenta o coordenador ao responder uma pergunta de Camila.

Sobre carreiras e profissões, José comenta como as escolas tradicionais ainda não estão preparadas para um presente e futuro mais tecnológicos, que vai muito além de ter um computador para cada aluno. "O modelo tradicional está falido, pois é o mesmo modelo do fim do século XIX. Na época da Revolução Industrial, era uma receita que fazia sentido para formar trabalhadores, mas na vida real não existe separação entre biologia, química e física, não existem problemas com "elefantes de massa irrelevante" ou carros em condições perfeitas".

O professor defende a correlação de conhecimentos "eu sempre tento mostrar para meus alunos que você precisa de contexto para encontrar a resposta de um problema, não é só uma fórmula matemática". O próprio José ao longo de sua entrevista faz inúmeras conexões históricas, sociológicas e econômicas para contextualizar o mundo que conhecemos hoje. Os entrevistadores também levantaram o tema das novas profissões, ou profissões que "ainda nem existem", nesse novo cenário. "Quando eu era adolescente, nos anos 90, a profissão de cientista de dados não existia", exemplifica Borbolla, mas isso não é motivo de desespero para o professor, "tem muitas coisas associadas a carreiras e formação que hoje estão voltadas mais para habilidades do que para formação". Para se aprofundar no assunto, descubra como começar uma carreira em dados.

Para lidar com o possível estresse e "não enlouquecer" frente a todas essas mudanças em alta velocidade, Borbolla recorre a duas respostas. A primeira é lembrando que após a invenção da prensa pelo alemão Gutenberg, também houve quem dissesse que o mundo estava agora lutando com o "excesso de informações". Afinal, pela primeira vez as pessoas teriam acesso a muito mais livros do que somente a Bíblia. A segunda envolve uma postura estóica para não ser pego no sentimento de FoMO (fear of missing out - em tradução livre, medo de perder o momento): "sendo clichê, cada escolha é uma renúncia, então devemos ficar mais felizes com a escolha do que tristes com as renúncias".

O podcast CBN Professional tem novos episódios todas as segundas-feiras e é uma parceria entre a CBN e a HSM. Para escutar a entrevista do professor José Borbolla, basta acessar o site da rádio. Se você também está pensando em como sua carreira pode se adaptar ao futuro, a Digital House, um hub de tecnologia e educação, pode te ajudar a encontrar respostas e novos caminhos. Venha bater um papo com a gente.

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Por mais que estejamos imersos num projeto, entendendo o briefing e conhecendo o problema, é de vital importância ouvir o usuário, reconhecer suas necessidades e validar o projeto justamente com quem vai utilizar o produto ou serviço.Antes de tomar qualquer decisão sobre um produto, é necessário investigar o cenário. Por isso, a UX Research ajuda na identificação do problema e também é essencial para refutar ou comprovar as hipóteses de um projeto. Ou seja, a pesquisa é uma parte fundamental do trabalho de User Experience.Por isso, vamos nos aprofundar um pouco mais nesse tema, entendendo como funciona, quais habilidades são necessárias e como planejar uma pesquisa em UX. Afinal, o que é UX Research?A pesquisa é uma etapa pouco compreendida e valorizada em Experiência do Usuário, mas também é a mais crítica para o processo. Muitas vezes, é deixada de lado, ou considerada um luxo desnecessário, mas em momentos críticos, faz muita falta!Traduzindo a definição da Interaction Design Foundation, UX research é a investigação sistemática dos usuários e seus requisitos, contextualizando e buscando insights para o processo de user experience. A pesquisa emprega diversas técnicas, ferramentas e metodologias para chegar a conclusões, estabelecer fatos e encontrar problemas, revelando, dessa forma, informações valiosas para o processo de design.Ou seja, é a maneira de reconhecer um problema, confirmar ou refutar hipóteses, além de reconhecer as principais necessidades e objetivos do público-alvo, por meio de diferentes pontos de vista e contextos, melhorando ainda mais todo o trabalho de experiência do usuário. Para quem está começando a carreira nessa área, vale ter a consciência da importância da pesquisa desde já! As vantagens de uma pesquisa de UXEntender o público para trazer soluções que aumentem a satisfação dele já é, por si só, uma grande vantagem, certo? Pois além disso, incorporar a pesquisa no dia a dia dos processos de UX tem outros pontos positivos!Na prática, isso traz melhorias de tempo e dinheiro. De tempo, pois a investigação ajuda a identificar erros e tomar decisões mais acertadas num tempo mais curto, economizando esforços de retrabalho, por exemplo. E solucionar os problemas antes de desenvolver o projeto sairá muito mais barato do que refazer tudo quando o mesmo já estiver em funcionamento!Ah, e sem contar a vantagem competitiva, pois quando você busca o feedback do usuário, você o entende e, por isso, melhora a sua experiência interativa. Isso te colocará sempre um passo à frente dos seus concorrentes e mantém seu cliente sempre satisfeito, sendo mais um passo na busca pela fidelização.No final das contas, com um trabalho de pesquisa de UX, você garante um produto que tenha não só um design bonito, mas que também tem usabilidade e inteligência.Como planejar uma pesquisa de usuário?O planejamento deve começar sempre pela questão mais fundamental: qual dúvida queremos que seja respondida? Qual o objetivo? Além disso, é importante considerar as hipóteses, ou seja, quais as possibilidades de respostas. Com o resultado da pesquisa, será possível entender se essas suposições foram confirmadas ou refutadas.Também é fundamental entender com quem a marca quer falar, ou seja, definir quais dos stakeholders serão parte da pesquisa. Afinal, o público questionado deve ser exatamente o mesmo que se beneficiará dos resultados da investigação, por isso é tão importante definir essa questão com clareza.Entenda também qual metodologia será utilizada. Os métodos qualitativos mostram comportamentos e explicam porque um usuário age de uma maneira ou de outra, enquanto os métodos quantitativos trazem dados numéricos e estatísticas. Dentre os métodos, temos as entrevistas, teste de usabilidade, estudo etnográfico, entre outros. Se você não tem muita certeza de qual é o ideal, retorne à questão que precisa ser respondida. Se, por exemplo, você quer entender como as pessoas utilizam seu app, o método mais adequado deveria ser um teste de usabilidade. Mas se, por outro lado, você quer entender por que alguns usuários clicaram num botão e outros não, aí pode ser o caso de uma entrevista, algo mais qualitativo.Definitivamente, a pesquisa é uma parte essencial a ser executada em qualquer projeto. Observar e compreender o usuário demonstra empatia e é de vital importância para criar produtos e serviços que o cliente realmente necessita.