Liderança em UX Design: quais as qualidades essenciais para o líder?

Liderança em UX Design: quais as qualidades essenciais para o líder?

A liderança em UX Design tem seus desafios peculiares. Além da empatia à diversidade de opiniões e estilos, a busca por sinergia e resiliência entram na lista de skills importantes a estes profissionais, ainda mais em época de encapsulamento em home office.

O termo parece forte, mas fato é que estamos todos trabalhando de casa, “isolados” da equipe, fisicamente. Mas, mesmo separados, precisamos uns dos outros, o que leva à ressignificação dos tipos de lideranças, relacionadas à inovação e quebras de paradigmas.

Como diria Margaret Fuller, primeira crítica literária de jornalismo e defensora dos direitos da mulher norte-americana associada, logo, especialista em disrupturas de padrões, “today a reader, tomorrow a leader”. Então, bora ler este artigo. Preparamos insights especiais para lideranças em UX Design.

UX Design e os desafios de liderança na Era Digital

O cenário atual de crise fez líderes da Era Digital refletirem sobre ressignificação de propósitos sua maneira de gerenciar seres humanos.

Clientes, usuários dos sites, também passam por esta reflexão diante suas escolhas de consumo e jornada de compras, o que remete ao gestor de UX Design a missão de absorver estas mudanças com atenção ao movimento diário.

Neste contexto, a satisfação e adaptação ao home-office é o impacto mais comentado nas manchetes e pesquisas, ultimamente.

No Brasil, uma pesquisa recente da Hibou mostra que dos 31% das pessoas que passaram a fazer home office a partir da pandemia, só 30% não gostaram da experiência. Já 36,7% gostariam de trabalhar de casa ao menos uma vez por semana e 32,6% o máximo de dias possíveis.

Isso mostra que áreas relacionadas ao Design precisam seadaptar, tanto aos resultados dos gostos destes usuários mais caseiros e seletivos quanto a eles mesmos, trabalhado em equipes mais colaborativas, mesmo de maneira remota. Aí o papel crucial do líder para inspirar este processo e conduzi-lo da melhor forma possível.

Novo estilo de liderança

No UX Design, é muito claro que não se pode tratar usuários como números. Da mesma forma, seu time não pode ser visto como recursos de projeto, que podem ser descartados ou substituídos, ainda mais no momento de incertezas que passamos.

O gestor precisa, de alguma forma, prover segurança, mesmo a distância, além de confiança nestas entregas. Como? Compartilhando experiências, aprendendo com seu time na observação, e, como consequência, explorando todo o potencial de cada um.

Nesta linha, vai um exercício prático para você pensar e responder mentalmente:

➜ Você inspira confiabilidade em relação ao trabalho do seu time, mesmo remotamente?

➜ Consegue ser claro(a) no que precisa deles e no que eles podem contar contigo?

➜ Contextualiza seus liderados de que o que eles fazem é realmente importante para a empresa continuar e prosperar?

➜ Compartilha conteúdos inspiracionais, relacionados à area?

➜ Divide resultados positivos e colabora, colocando a mão na massa, nestes êxitos?

Esta última pergunta casa bem com o momento que vivemos, em que colaboração e resiliência são soft skills valiosas.

Dentro de um time de Design UX, o líder já domina métodos e ferramentas, podendo ajudar de maneira mais ágil e colaborativa na resolução de problemas complexos. Entender sobre Kanban e Scrum pode revolucionar a rotina das suas equipes.

Este gestor pode usar, por meio da observação e empatia, as potencialidades das pessoas de diferentes perfis para, por exemplo, testar hipóteses, ter decisões em conjunto, atuando sempre como facilitador destas ideias.

E, como tudo é digital agora, aderir ao uso de metodologias ágeis e canais de comunicação dinâmicos como chat para tirar dúvidas rápidas, Meet, Zoom ou Skype for Business ajudam em reuniões periódicas. Ou mesmo ajustes de ideias via Google Docs já resolvem muita coisa.

Se tornando um líder em UX Design

A atuação do gestor de UX Design, no dia a dia, deve ser muito sutil e cirúrgica. Fácil não é. Mas, se este gestor embasar sua postura na experiência do usuário e no potencial da sua equipe é meio caminho andado.

A liderança está ali para executar o macrogerenciamento, tirar impedimentos e facilitar a comunicação entre todos para que executem suas funções. Portanto, agenda cheia, sem espaço para o time, pode levar lideranças ao caminho inverso: o distanciamento prejudicial da equipe e a falta de empatia e engajamento deles.

Alguns especialistas de UX citam que a liderança em UX deve acompanhar os níveis de felicidade não só dos clientes, mas do seu time também. “Acredito que a liderança criativa é o que precisamos buscar atualmente. As características mais importantes desse tipo de modelo são: liderar pela inspiração e experimentação, não pelo medo, pela criação de redes de contato, e não pela hierarquia” John Maeda, executivo, designer e tecnólogo americano.

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