MENU

| BR

Campus

Cursos

Programas Executivos

Programas Executivos

Paises

Desvendando os algoritmos das redes sociais e dicas para gerar engajamento

Desvendando os algoritmos das redes sociais e dicas para gerar engajamento
#Marketing
7 de janeiro - min de leitura

As regras dos algoritmos das redes sociais mudam o tempo todo, esse guia vai ajudá-lo a entender desde o básico dos números até as dicas mais atualizadas que devem continuar funcionando em 2021.


A história dos algoritmos das redes sociais começou lá atrás. Em 2010, algumas empresas deletaram seus sites e focaram seus esforços de comunicação no Facebook. Naquela época, existia a promessa de que você poderia falar com todos os seus fãs no Facebook, aumentando assim o alcance da sua marca.

A promessa era impossível de ser cumprida por uma problema econômico: "Existe mais conteúdo sendo produzido nas redes sociais do que tempo disponível para as pessoas consumirem esses conteúdos".

Sabia que o brasileiro gasta em média 225 minutos por dia nas redes sociais? Só no Instagram é comum seguir mais de 300 perfis, e esse tempo ainda é dividido por LinkedIn, YouTube, Facebook, Twitter e Pinterest entre outros. 

Como as plataformas de redes sociais resolvem esse problema? Com um algoritmo!

"Um algoritmo é uma sequência finita de ações executáveis que visam obter uma solução para um determinado tipo de problema."

Em comunicação, o algoritmo se tornou sinônimo para a forma como as redes organizam seus conteúdos.

Como o algoritmo das redes sociais funcionam?

Para entender como vencer o algoritmo das redes sociais do lado de quem publica conteúdos é importante entender antes como ele funciona do lado de quem consome conteúdos.

Como o usuário não tem tempo para ler tudo o que foi publicado, o algoritmo começa a selecionar usando 4 critérios básicos:

1. Ele seleciona somente os conteúdos das pessoas, marcas e hashtags que ele segue.

2. Ordena pelos perfis que ele mais interage (comenta, curte, compartilha, etc.)

3. Dá destaque para os formatos que ele mais consome (um seguidor que interage mais com vídeos verá mais vídeos em sua timeline, um seguidor que interage mais com artigos verá mais artigos e assim por diante).

4. Prioriza conteúdos mais recentes ao invés dos mais antigos.

Com base nessas informações imagino que você já conseguiu desvendar muitos dos truques que divulgam por aí, certo?

Por exemplo, existe um truque para o stories do Instagram recomendando usar enquetes. Quando o seu seguidor responde uma enquete, isso conta como uma interação (critério 2 acima). Isso faz subir seu engajamento e acaba movendo o seu perfil mais perto do começo da fila de stories dos seus seguidores.

Vale destacar que não tem como afirmar com certeza de que maneira cada rede usa esses 4 critérios, esse é um segredo guardado a sete chaves.

Existem milhares de linhas de código para lidar com conteúdos proibidos, usuários bloqueados e outros problemas, mas vamos nos concentrar nesses 4 critérios que são mais universais.

O que fazer para vencer o algoritmo?

Antes de publicar seu próximo conteúdo não deixe de ler essas 5 dicas.

Usar hashtags populares

Muitas redes permitem que os usuários sigam hashtags, se você escolher as hashtags adequadas isso pode te apresentar para diversos seguidores novos.

Existe uma ferramenta muito boa para recomendar hashtags chamada Display Purposes, você coloca uma hashtag e ela sugere várias outras organizadas por popularidade.

Algumas dicas para usar hashtags:

Não abuse da quantidade, 3 a 6 é o suficiente

Existem estudos que mostram que acima de 6 hashtags seu engajamento cai, pode ser que as redes te marquem como spam ou que você pareça meio desesperado por atenção para o seu público.

Somente use hashtags que realmente tenham conexão com o seu conteúdo

Você pode ser marcado como spam, denunciado ou bloqueado pelos seguidores ou pelos algoritmos se eles acharem que seu conteúdo não é relacionado com a hashtags. Os algoritmos de inteligência artificial atualmente possuem uma compreensão geral de texto e imagens.

Combine hashtags mais populares com hashtags mais específicas

Se você não é uma celebridade digital é difícil ganhar destaque nas hashtags mais populares, já nas hashtags mais segmentadas você está disputando atenção com uma quantidade menor de pessoas.

Publicar com frequência

Como os algoritmos levam em consideração o tempo do post, se você tiver sempre conteúdos novos, têm mais chances de aparecer no topo da timeline dos seus seguidores.

Porém lembre-se de que o engajamento também conta! 

Se o seu conteúdo não receber muito engajamento isso pode penalizar o seu perfil como um todo. As redes em geral mostram o seu conteúdo para uma amostra de seguidores mais engajados com o seu perfil, se eles interagem bastante então eles ampliam o alcance para mais perfis. Se você recebe pouco engajamento, você é exibido para uma amostra cada vez menor de seguidores até se tornar irrelevante.

Então antes de publicar seu conteúdo se pergunte se ele vai gerar muito engajamento dos seus seguidores. Se você acha que eles simplesmente vão rolar a timeline para cima sem ao menos dar uma paradinha então é melhor não publicar.

Usar títulos e imagens que chamem a atenção

Se, enquanto o usuário estiver rolando a timeline, ele der uma "paradinha" para olhar para o seu post, isso já conta como engajamento para algumas redes. Seu celular sabe se você está olhando para a tela ou não, e as redes usam isso ao seu favor.

Aqui vale os mesmos cuidados da hashtag. Não use imagens e títulos que não tenham relação com o seu conteúdo, denúncias dos seguidores ou análises de inteligência artificial podem restringir o alcance do seu conteúdo e aos poucos do seu perfil como um todo.

Experimente diferentes formatos

Você tem seguidores que preferem vídeos, outros preferem fotos, outros artigos, ou stories, etc. Diversificar os formatos vai te ajudar a chegar a todos os seguidores. 

Quando você se concentra em um único formato você começa a perder o alcance dos seguidores que gostavam de outros formatos. 

A dica aqui é experimentar todos os formatos, ver aqueles que geram mais alcance e engajamento e usá-los com mais frequência, mas sem eliminar completamente os demais formatos.

Experimente diferentes horários

Se a maioria dos seus seguidores acessa seus conteúdos pela manhã, então é melhor deixar o conteúdo agendado para ser publicado de manhã do que publicar na noite anterior.

Como as redes privilegiam os conteúdos baseados no tempo, o conteúdo publicado pela manhã terá mais destaque do que os publicados na noite anterior.

Tome cuidado com as pesquisas que apontam os horários onde tem mais usuários ativos de maneira genérica. Publicar de acordo com o comportamento do seu consumidor faz mais sentido. Em que momento do dia seu seguidor quer ler sobre os seus conteúdos? Publicar no "horário nobre" das redes só faz sentido para marcas de consumo muito populares, como Disney e Netflix.

Interaja com os seus seguidores

Engajamento não é mais analisado apenas pela quantidade de likes, o "tipo de like" (reaction), também é levado em conta. Se alguém gosta de conteúdos felizes ???? ou emotivos ❤️, isso pode afetar os filtros dos algoritmos.

Mas a mudança mais significativa talvez é que os algoritmos agora também leem os comentários e dão destaque para conversas significativas. Ou seja, aquele comentário do tipo "Legal" ou "Vlw" já não causa mais tanto impacto assim.

Dicas atualizadas dos algoritmos das redes sociais por plataforma 

Agora que já entendemos os conceitos básicos que funcionam para todas as redes, vamos analisar alguns critérios específicos por plataforma.

Lembre-se de estar no máximo de plataformas possíveis, como os algoritmos mudam com frequência você pode ver seu alcance ou engajamento cair a qualquer momento. Ter outros canais para se apoiar enquanto você não decifra as mudanças do algoritmo daquela plataforma, é fundamental.

Instagram

Faça perguntas nos seus posts e concentre sua interação na primeira hora após a publicação.

O Instagram tem privilegiado os conteúdos bem recentes e com bastante engajamento, fazer uma pergunta estimula comentários. Curtir e responder esses comentários vai estimular ainda mais engajamento beneficiando seu post no algoritmo.

YouTube

Sempre gaste um minutinho para pedir para sua audiência clicar no like e fazer um comentário. Sei que você pode achar meio pedante, mas é a fórmula que tem funcionado muito bem para aumentar o engajamento e consequentemente o alcance do seu vídeo.

Lembre-se de que o YouTube é a segunda maior plataforma de busca depois do Google, então capriche no título, nas tags e na descrição, use todas as técnicas de SEO que você conhece para o conteúdo do seu site/blog.

Concentre-se em manter a audiência conectada nos primeiros minutos, se você perder a audiência ainda no começo do seu vídeo o alcance dele no YouTube estará seriamente comprometido. Pense que é uma palestra onde as pessoas não tem vergonha de sair da sala, já que ninguém está vendo…

Divulgue seu vídeo imediatamente em todas as suas outras redes assim que ele for publicado. O pico de audiência logo após a publicação é importante para dar destaque dentro da plataforma.

Facebook

No Facebook as publicações em grupos têm ganhado mais destaque. Para se beneficiar desse ajuste do algoritmo é preciso postar de uma conta pessoal, só faça isso se um dos porta-vozes da empresa puder realmente se engajar usando seu perfil verdadeiro.

Uma das mudanças dos algoritmos das redes sociais, no caso, do Facebook, é que gerou esse destaque nos grupos. Isso porque, hoje, o conteúdo de amigos e familiares têm prioridade em relação às marcas.

LinkedIn

Estimule todos os funcionários da empresa a publicarem e crie conteúdos que produzam conversas.

Alguns testes na plataforma têm apontado que perfis de empresas e grandes influenciadores têm perdido alcance enquanto usuários comuns que tem um bom perfil no Linkedin têm ganho mais destaque, principalmente se tiverem muitos comentários.

Twitter

Publique conteúdos visuais e use todos os 280 caracteres se possível, deixe seu post bem informativo. O twitter tem priorizado conteúdos com bastante retweets e conteúdos visuais e informativos costumam receber mais retweets.

Faça perguntas e interaja bastante, comentários também têm aumentado o alcance de posts, pois muitas vezes aparecem na timeline de quem segue a pessoa que comentou.

Pinterest

Publique imagens de alta qualidade e use descrições relevantes que ajudem os usuários nas buscas.

Imagens de qualidade aumentam a possibilidade do seu conteúdo ser compartilhado dentro da plataforma, além disso muita gente usa o Pinterest como busca para imagens e inspiração. Para atingir os algoritmos das redes sociais, em especial, do Pinterest, a descrição te ajuda a ser encontrado e a imagem clicada pode gerar tráfego para o seu site

TikTok

O TikTok é talvez a única rede que fala abertamente do seu algoritmo, então minha recomendação é você ir direto na fonte: How TikTok recommends videos #ForYou.

Espero que essas dicas te ajudem a entender melhor os algoritmos das redes sociais, e lembre-se sempre que o mais importante é criar conteúdo que faça diferença na vida dos seus seguidores.

Quer atuar com marketing digital?

Se você quer se destacar nas redes sociais, um curso de marketing digital pode te ajudar a entender melhor as estratégias e como produzir conteúdo relevante em cada plataforma. Lembre-se que qualquer empresa, seja ela pequena ou grande, precisa ter contato com os clientes no digital.

Aprenda sobre branding, concorrência, mídia e outras áreas do marketing digital na Digital House. Além das aulas serem ao vivo e dinâmicas, com aprendizado através de exercícios práticos, você conta com um time de professores que vivem o dia a dia do mercado.

Leia mais no blog da DH:

+ Brand Personas: o que são e como fazer?

Estratégia para gerar leads: do básico ao avançado

Customer Centric: como moldar sua estratégia com foco no cliente

Outras notícias

A nova corrida espacial img
#Tecnologia

A nova corrida espacial

Quem viu a disputa recente de bilionários, sobre quem fazia o primeiro voo espacial turístico, talvez não saiba que estamos no meio de uma disputa espacial. Essa nova corrida pode nos levar até Marte em alguns anos e definitivamente redefinir a visão de liderança espacial entre as nações da Terra.Estações EspaciaisA humanidade foi ao espaço pela primeira vez em 1961, chegou na lua em 1969, e de 1998 a 2011 montou uma estação espacial que já foi visitada por 249 astronautas de 19 países.A atual estação espacial internacional (ISS) tem apenas mais 3 anos de vida útil. É possível que ela dure mais algum tempo com alguma manutenção, mas é um tipo de risco que geralmente não se corre com esse tipo de empreendimento. Se já é perigoso morar numa casa com problemas em terra firme, imagine no espaço?A ISS não é a primeira estação espacial e nem será a última, antes tivemos a Salyut, Almaz, Skylab e MIR e já faz algum tempo que a China está trabalhando na sua própria estação espacial.A estação espacial chinesa se chama Tiangong, que em tradução livre significa Palácio Celeste. Os últimos astronautas (ou taikonautas, termo usado pelos chineses) que chegaram lá em 17/junho devem ficar por 10 anos no espaço. A partir de 2024, com a desativação da ISS, a China colocou à disposição da ONU sua estação para pesquisas. Até o momento 9 projetos de 23 instituições em 9 países já foram selecionados.MarteA exploração de Marte começou com a Mariner 4 em 1964, a primeira sonda a passar pela órbita marciana, e a partir de 1997 começaram a enviar veículos (rovers) para explorar o planeta em solo.A Nasa já enviou 5 veículos: Sojourner, Spirit e Opportunity, Curiosity, e Perseverance. Este último chegou lá em fevereiro de 2021. Porém, o veículo mais recente em Marte é dos chineses, se chama Zhurong e aterrissou em maio de 2021.Além dos Estados Unidos e China, temos Rússia (nos tempos da URSS), Agência Espacial Européia, Índia e Emirados Árabes Unidos que já enviaram sondas espaciais com sucesso para a órbita de Marte.E voltando a falar em bilionários, um dos grandes obcecados com a exploração do planeta vermelho é Elon Musk, a ponto de ter uma página oficial e uma página na Wikipedia dedicadas especificamente a esse tema.Uma das ambições do multiempreendedor Musk (SpaceX; Tesla Motors; OpenAI, Neuralink e SolarCity) é colonizar Marte. Isso envolve aquecimento, água, oxigênio, cultivo e mineração entre muitas outras coisas.Se você tem curiosidade sobre o tema, recomendo a minissérie Marte da Netflix. Ela é parte documentário (entrevistando cientistas, políticos e ativistas) e parte ficção-científica (mostrando uma jornada de colonizadores no planeta vizinho).Turismo EspacialO capítulo mais recente (e polêmico) dessa história envolve as viagens espaciais de Richard Branson e Jeff Bezos. Ambos disputam quem ocupa o lugar na história da primeira companhia a levar regularmente turistas ao espaço.Por um lado é um empreendimento fútil, ao contrário da exploração espacial que pode trazer descobertas científicas, o turismo espacial é puro entretenimento para ricos. Por outro lado, populariza a conversa sobre o espaço e chama mais atenção para a ciência, e (espero que) definitivamente, acabe com o terraplanismo.Richard Branson, fundador do Grupo Virgin, largou na frente. Sua nave chegou a 86 km de altitude, acima dos 80 km reconhecidos pelos Estados Unidos como limite do espaço. Ele pretende realizar 400 voos por ano e já vendeu 600 ingressos ao preço de US$250 mil.Jeff Bezos, fundador da Amazon, chegou depois, mas alfinetando seu oponente dizendo que ele não chegou no espaço. Acontece que o limite internacional, conhecido como Linha de Kármán, é de 100 km, altitude que a nave de Bezos alcançou. Ele ainda não deixou claro quantos voos fará por ano nem quanto custará o ingresso.Enfim, o importante é você saber que a atual conquista do espaço não se resume a uma disputa de egos entre quem tem muito dinheiro. Envolve pesquisa científica, envolve geopolítica e com certeza mexe com o sonho de muita gente que olha para as estrelas e fica pensando no que existe lá fora.Leia mais no blog DH:+ Google Analytics Dashboard: crie e personalize com o nosso passo a passo+ O que é brand equity e como as empresas geram valor de marca em seus produtos e serviços+ Marketing digital para iniciantes: 10 dicas de como começar na carreiraE aí, já segue a gente no Twitter? Vem pra rede, vamos conversar sobre habilidades digitais! ;)

Máquina de vetores de suporte: o que é? img
#Dados

Máquina de vetores de suporte: o que é?

O tema de hoje sucede outro importante modelo de classificação em aprendizado supervisionado, o Naïve Bayes. Classificador probabilístico baseados na aplicação do teorema de Bayes, o Naïve Bayes supõe a independência entre os atributos. Por ser simples e rápido o Naïve Bayes está entre os modelos mais aplicados para a classificação. Modelos de classificação têm aplicações diversas na sociedade moderna, da análise de sentimentos à classificação de documentos. A seguir apresentamos mais um interessante modelo, o Support Vector Machine.Support Vector Machine. As Máquinas de Vetores de Suporte ou Support Vector Machines, como o algoritmo é conhecido, são ferramentas de classificação e regressão. Uma SVM constrói hiperplanos em um espaço n-dimensional para classificar ou regredir dados. Os vetores de suporte de classificação constituem o SVC e os vetores de suporte de regressão constituem o SVR. Como ambos dependem apenas de um subconjunto dos dados de treinamento, pois a função de custo que constrói modelo não considera os pontos de treinamento que estão distantes da margem de classificação, o regressor se torna uma extensão do modelo de classificação. Nesse artigo concentraremos nossa atenção na propriedade de classificação que as máquinas de suporte nos oferecem.Conhecido como Support Vector Classification (SVC), o classificador SVC é uma ferramenta que usufrui das diferenças de posição entre determinadas observações e de sua disposição no espaço de atributos, determinado por um dataset, para classificar os pontos observados em relação as suas classes. A ideia é encontrar um objeto geométrico separador de classes, que pode ser uma linha em um espaço bidimensional, um plano em um espaço tridimensional ou um hiperplano, em um espaço n-dimensional de atributos.O método dos vetores de suporte é aplicável a áreas tão diversas quanto a detecção facial e classificação de imagens, a categorização de textos e hipertextos e reconhecimento de letras manuscritas, até a detecção de anomalias.Considere a seguinte base dados apresentada na figura a seguir, com um número M de observações, dois atributos, A e B , e um rótulo que se divide entre as classes Cruz Azul e Círculo Vermelho.   Quando visualizamos os dados de nosso dataset no espaço definido pelos atributos A e B, vemos que sua disposição ocorre de maneira a termos dois agrupamentos, um de Círculos Vermelhos e um de Cruzes Azuis. A figura a seguir apresenta essa disposição espacial das observações. À esquerda vemos a dispersão dos pontos e, à direita, vemos como atua o método SVC de classificação.   Note à direita, que os pontos mais próximos da fronteira entre os dois agrupamentos são utilizados como suporte para a criação de uma linha separadora de classificação. Esses pontos formam nossos vetores de suporte, tanto do lado dos Círculos Vermelhos, quanto do lado das Cruzes azuis e não é necessário que o mesmo número de pontos seja adotado em cada vetor de suporte. São esses pontos que fornecem suporte para a linha separadora, influenciando sua posição. A distância entre os pontos de ambas as classes caracteriza a margem que otimiza o processo de classificação. Como o SVC usa distâncias espaciais para realizar sua classificação, pode ser importante considerar o uso de algum método de reescalonamento dos dados.Pode ser intuitivo imaginar que um modelo que maximiza a margem entre o hiperplano de separação e os pontos de treinamento mais próximos das classes, resulta em um separador mais eficiente, pois em geral quanto maior a margem menor o erro de generalização do classificador. Mas é necessário lembrar da troca entre enviesamento e variância, uma margem maior pode resultar em um aumento do enviesamento do modelo, reduzindo sua variância. Por outro lado, uma margem mais reduzida pode implicar em uma redução do enviesamento, mas um aumento da variância do modelo. Há dois métodos adotados para a escolha do tamanho da margem. O primeira, chamado de Margem Rígida (Hard Margin), é mais indicado para bases com dados linearmente separáveis, entretanto elas podem ser mais sensíveis aos outliers. O segundo método, conhecido como Margem Suave (Soft Margin), é mais indicado para datasets com dados linearmente inseparáveis e apresenta maior maleabilidade e melhor tratamento com outliers.  Para manter um bom balanço entre o viés e a variância no método SVC, é necessário dosar dois hiperparâmetros, C e y. Os hiperparâmetros de um modelo contribuem para sua robustez e precisão, evitando que o modelo seja superdimensionado ou de eficiência insuficiente. O hiperparâmetro de regularização C controla a intensidade da regularização, mantendo com ela uma relação inversa. Quanto maior C, menor a intensidade da regularização, do tipo Ridge. O hiperparâmetro C é responsável por controlar o que se pode entender como a suavidade da margem que separa os dois clusters. Essa relação pode ser vista na figura a seguir.   Para valores mais elevados de C o classificador comete menos violações de margens, o que acaba reduzindo-a. Por outro lado, valores reduzidos para C aumentam o tamanho da margem, aumentando também o número de violações de margem. Esse manejo está diretamente ligado ao controle do sobreajuste do modelo.O hiperparâmetro y tem a função de calibrar a influência de vetores de suporte mais próximos ou mais distantes da linha separadora. Para entender melhor a importância de y é importante lembrar das funções de kernel, aplicadas em distribuições de pontos não linearmente separáveis. Essas funções realizam transformações nos pontos, tornando possível sua separação por um hiperplano. Esse processo é conhecido como um truque de kernel (kernel trick), e guarda uma relação muito próxima com o conceito de medida de similaridade. As funções de kernel podem ser mais elementares, como a polinomial de grau d, com inclinação a e uma constante de deslocamento c, muito popular em bases normalizadas. As funções de kernel também podem ser mais elaboradas, como a função laplaciana, com seu parâmetro de ajuste o.Os valores de entrada são os atributos originais e o valor de saída é uma medida da similaridade do novo espaço de atributos. Como mostrado na figura a seguir. À esquerda vemos uma distribuição de pontos não linearmente separáveis, mas após a aplicação de uma função de kernel, à direita, ocorre a separação entre os pontos em relação à nova medida de similaridade compondo o espaço de atributos. O SVM entende similaridade em termos de proximidade e com isso consegue realizar a separação dos pontos, mantendo os pontos semelhantes mais próximos entre si e mais afastados dos demais.O parâmetro y tem então um comportamento inverso ao do desvio padrão da função de kernel escolhida. Isso significa que um valor alto de y implica em uma função de kernel com baixa variância, implicando que dois pontos precisam estar relativamente próximos, para serem classificados como semelhantes. Em termos do classificador um valor alto de y fará com que apenas os pontos mais próximos da linha separadora afetaram na classificação dos pontos. Já um valor baixo de y define uma função de kernel com alta variância, o que pode classificar como similares pontos relativamente distantes entre si, o que se traduz numa influência maior dos pontos mais distantes da linha separadora, na classificação de pontos de teste. Como pode ser visto na figura a seguir. Imagine agora que consideremos um dataset semelhante ao apresentado anteriormente, mas agora com a inclusão do atributo C, como pode ser visto a seguir. A extrapolação do conceito bi-dimensional de linha separadora, para um conceito tri-dimensional de plano é apresentado na figura a seguir. Note que a dimensão do objeto geométrico separador das classes tem sempre uma unidade inferior àquela do espaço criado pelos atributos do dataset disponível. Isso quer dizer que em um sistema com n atributos, ou n-dimensional, o objeto separador terá (n-1) dimensões. Perceba que no sistema acima um plano corta o espaço formado pelos atributos A, B e C e separa as observações entre as classes de Círculos Vermelhos, abaixo do plano e Cruzes Azuis, acima do plano. A equação geradora de um plano com n dimensões, ou um hiperplano é apresentada a seguir:Em que Wj=(W0, W1, W2,..., Wn) representa um vetor com os coeficientes associados a cada atributo, a constante W0 representa o coeficiente de interceptação do hiperplano e o vetor X=(X1, X2,..., Xn) contém os atributos de nossas observações. O SVM traça um hiperplano entre os pontos, para separá-los e realizar sua classificação, lembre-se que para pontos originalmente linearmente inseparáveis é importante a aplicação de uma função de kernel.Uma vez que os pontos foram submetidos a uma função de kernel, que permite a criação de um hiperplano separador, o método classifica cada ponto como estando acima ou abaixo do hiperplano construído, como mostrado a seguir: Pontos que recebem valor -1 são classificados como estando abaixo do plano separador, pontos com valores +1 são classificados como estando acima do plano separador.O SVM é um dos métodos mais populares para a classificação de classes, ele tenta discriminar as classes de um dataset através da geração de um plano de separação entre os pontos. Para tanto o SVM pode mapear os dados com uma função de kernel que transforma os pontos e facilita a separação das classes. É importante tomar cuidado com o excesso de dimensões, que podem sobrecarregar o classificador forçando a aplicação de técnicas de análise de bases com alta dimensionalidade.Aprenda sobre SVMNa Digital House você aprende sobre o Support Vector Machines (SVM) com abordagem teórica e prática, através do nosso curso de Data Science.Leia mais no blog DH:+ Google Analytics Dashboard: crie e personalize com o nosso passo a passo+ O que é brand equity e como as empresas geram valor de marca em seus produtos e serviços+ Marketing digital para iniciantes: 10 dicas de como começar na carreiraE aí, já segue a gente no Twitter? Vem pra rede, vamos conversar sobre habilidades digitais! ;)

Inteligência de dados: guia completo com o que você precisa saber img
#Dados

Inteligência de dados: guia completo com o que você precisa saber

São milhares de informações disponibilizadas todos os dias na internet, que podem mudar a realidade e o rumo das empresas positivamente. Mesmo sabendo das vantagens consequentes da inteligência de dados, a má exploração na análise das mesmas ainda é um grande problema.Acompanhe este artigo e entenda o conceito, a importância da área e quem é esse profissional no mercado de trabalho. Boa leitura!O que é inteligência de dados?Hoje em dia, temos inúmeras ferramentas e plataformas disponíveis para coletar e analisar o grande volume de informações que crescem constantemente. A inteligência de dados trata de tirar insights, planejar soluções inteligentes para o negócio e tomar decisões estratégicas nesse processo.É algo essencial para qualquer empresa, pois é a área responsável por fornecer informações relevantes sobre os concorrentes, público-alvo, além das tendências do mercado.O segredo para o sucesso da inteligência de dados é a organização das informações, para simplificar as análises e aumentar o potencial da descoberta de mais insights. Usar esses dados evita achismos, garante o embasamento nas decisões e, consequentemente, mais chances de obter sucesso.Qual a importância do data intelligence?Utilizar a inteligência de dados ou data intelligence, como também é conhecido, já não é uma escolha, é uma necessidade! Todas as empresas consolidadas no mercado adotam a prática pelos benefícios que agregam ao negócio.Isso porque vivemos em um cenário dinâmico, em que as coisas não param de evoluir. Sendo assim, as organizações aderem às transformações digitais (potencializadas ainda mais na pandemia) e, em paralelo, o comportamento dos consumidores também se modifica. Por isso, tomar decisões baseadas em informações relevantes, atualmente, é a estratégia mais assertiva.Nesse processo de transição para o digital das empresas, elas buscam facilitar o trabalho de gestão em diversos sentidos. Isso porque, além das tecnologias que passam a fazer parte da produtividade, também há o grande volume de dados que cresce todos os dias, carregados de insights importantíssimos para qualquer negócio, e que precisa ser analisado cuidadosamente.Imagine, por exemplo, uma empresa que quer aumentar suas operações para diferentes mercados, mas precisa optar por qual caminho seguir. Se ela se basear em dados, será possível avaliar as opções com maior potencial de sucesso, garantindo que o investimento valha a pena.Podemos pensar também nos departamentos organizacionais, onde o time de conteúdo, por exemplo, precisa dos insights para fazer um marketing de conteúdo que agregue valor ao público, assim como a área de Customer Experience (CX), que precisa ter informações inteligentes do público-alvo para oferecer a melhor experiência ao usuário.Quem são os profissionais de inteligência de dados?São diversas carreiras que atuam com a inteligência de dados, sejam analistas, consultores, gerentes, supervisores, cientistas de dados, entre muitos outros. Esses profissionais precisam ter habilidades analíticas para ler, coletar e analisar dados com precisão.De acordo com um levantamento realizado pela Plugar, 65% destes profissionais estão concentrados no sudeste do País, principalmente na cidade de São Paulo e região, onde também fica a maior concentração de universidades que os formam, além das empresas que os contratam. Com isso, podemos concluir que ainda há muito espaço para novos profissionais em outras localidades.Além disso, há muita demanda para profissionais de dados e poucos profissionais qualificados, que não são suficientes para suprir toda essa necessidade. Ou seja, o mercado está extremamente aquecido e, se você tem interesse, este é o melhor momento para ingressar na área, que é uma promessa para o futuro, além de uma garantia de boa estabilidade profissional.Depois de saber um pouco mais sobre a área de dados, fica difícil não se interessar pelo segmento, não é mesmo? Neste contexto, ter uma certificação ou diploma é uma ótima opção para desenvolver uma base sólida de conhecimentos e utilizá-los no dia a dia das empresas, além de ser um diferencial no mercado de trabalho, quando for fazer entrevistas.A Digital House entende essa realidade e oferece os cursos de Data Science e Data Analytics, que ensinam o aluno a tomar decisões com base em dados, além de gerar inteligência para o negócio, a partir de diferentes ferramentas, como PowerBI, SQL Server e outras.Que tal garantir seu sucesso profissional conosco? Todos os alunos também podem participar do programa gratuito de apoio à recolocação e de feiras de recrutamento exclusivas (Recruiting Day).Por que investir na cultura data-driven?Investir em uma cultura data-driven é buscar resoluções que trazem resultados mais assertivos em diferentes segmentos de mercado, por meio da coleta e análise de dados. E isso precisa ocorrer de maneira organizada, nos diversos departamentos de uma organização, para que não haja limitação de acesso.A cultura data-driven permite que um grande conjunto de dados seja compilado em um só lugar, para que todas as áreas de uma empresa tenham acesso de maneira simples e efetiva.Pensando no mercado, que é cada vez mais competitivo, implantar a cultura data-driven e a inteligência de dados agrega e contribui para a conquista e prospecção de novos clientes, além da retenção dos já existentes, estando na frente da concorrência. É, sem dúvida, um investimento rentável por garantir que as tomadas de decisão sejam as melhores nos planejamentos.Para que todo esse processo aconteça da melhor maneira, é necessário que a gestão tenha um mindset ágil. Recomendamos a leitura do nosso artigo sobre gestão de produtos, entendendo também a importância dele no mercado e as principais habilidades exigidas pelo mercado.Leia mais no blog DH:+ Google Analytics Dashboard: crie e personalize com o nosso passo a passo+ O que é brand equity e como as empresas geram valor de marca em seus produtos e serviços+ Marketing digital para iniciantes: 10 dicas de como começar na carreiraE aí, já segue a gente no Twitter? Vem pra rede, vamos conversar sobre habilidades digitais! ;)