Design Thinking: como descobrir o que os seus clientes querem

Design Thinking: como descobrir o que os seus clientes querem

Diversidade impulsiona criatividade organizacional e este conjunto é a base para o design thinking em cada uma de suas etapas. Em estudo da consultoria McKinsey and Cosobre, feito com empresas globais, as com maior diversidade de gênero têm 21% mais chances de apresentar resultados acima da média do mercado do que aquelas com menor diversidade do grupo. E em diversidade cultural e étnica, esse número sobe para 33%.

Entre os benefícios que comprovam que a diversidade no ambiente de trabalho é negócio, está o estímulo da criatividade organizacional. Com a valorização das diferenças, os funcionários ficam mais à vontade para expressar suas ideias e engajados para a conquista dos objetivos da empresa.

No design thinking, o produto ou serviço dá seu ar da graça no mercado rapidamente, mas com base sólida estratégica, e a diversidade age justamente na ampliação da margem de acerto, já que vários tipos de pessoas estão envolvidas no processo todo. Assim, as experiências dos consumidores terão muito mais valor e significado, reduzindo as chances de dar ruim, na hora da utilização pelo cliente.

O que é design thinking?

Esse conceito foi difundido na década de 1990 com a empresa norte-americana IDEO, desenvolvedora de inovações e olhar centrado no design. Trata-se de um método prático-criativo que analisa quais são as propostas que as empresas têm para trazer respostas ligeiras e precisas aos problemas apresentados por seus produtos ou serviços.

Assim, o segredo no design thinking pode não estar somente no método, mas como falamos, em pontos de vista diferentes. Explicamos melhor essa afirmação nas próximas linhas, mas deixamos duas dicas sobre esse método: consumidores são os protagonistas de cada etapa e o quesito diversidade é a chave-mestra do desenvolvimento.


Como aplicar o design thinking

Para entender um pouco mais sobre o conceito, imagine um modelo de Diamante Duplo. Esta é a imagem que ilustra as quatro etapas do design thinking, divididas pelos processos de imersão, ideação, prototipação e desenvolvimento.

O foco de cada estágio é captar ideias, criar protótipos, fazer testes e mensurar a aceitação do público, antes de um produto ou serviço ser inserido no mercado. Resumindo, é um brainstorming dinâmico e diferente, mas tudo organizado.

As etapas do Design Thinking

Imersão

Neste ponto, os pesquisadores precisam mergulhar de cabeça no assunto, fazendo questionamentos como: “qual é a solução que os meus clientes precisam?”. É se colocar na pele do freguês. Só assim haverá identificação das suas necessidades que podem virar oportunidades de negócio.

A famosa empatia define bem o método imersivo. Aí entra a observação quanto às atitudes comportamentais das pessoas, com o julgamento e preconceitos deixados de lado para compreender o contexto social e histórico delas, levando em conta questões de gênero, minorias e, a partir daí, tornar possível a identificação de outras alternativas, não apenas as tradicionais, que respondam melhor uma demanda.

Ideação

Se empatia é a palavra da vez na etapa anterior, nesta a ordem é “pluralidade”. Na ideação, toda a equipe envolvida no projeto é convidada ao estímulo de criatividade e a compartilhar as ideias.

É o momento que as diferentes opiniões e perspectivas sobre o mesmo objeto são colocadas na mesa, sem nunca perder o foco - a satisfação do cliente. Tanto que os especialistas de design thinking recomendam que profissionais de áreas diversas participem do processo para trazer mais bagagem à discussão, com vários pontos de vista do mesmo problema, enriquecendo a análise e estreitando as opções para a questão.

Prototipação

Também conhecido como hora de colocar a mão na massa, este é o momento de materializar as melhores ideias discutidas lá atrás. Nele, há a criação dos protótipos e novos testes, novos feedbacks e hipóteses, para realizar ajustes finais.

Aqui, a empresa deverá desenvolver mais de um protótipo para ter conhecimento sobre qual é a versão que melhor atenderá às necessidades do cliente. Depois de passar pela linha criativa, os produtos ou serviços são testados para decidir se a ideia está pronta para o mundo ou se ainda precisa de correções.

Desenvolvimento

Esta é a última fase, da aplicação na prática. Aqui, depois do protótipo ter tido um resultado positivo nos testes, o produto ou serviço já pode ser lançado ao consumidor. O time de comunicação e marketing entra no jogo para vender a solução criada.

O impacto na experiência do usuário

Nessa missão de sempre melhorar a Experiência do Usuário (UX), fica claro o quanto é importante estar aberto a compreender fora da nossa bolha, ou seja, ver o mundo com uma perspectiva mais diversa para entender o outro. Assim, a empresa abre seu leque de oportunidades, aumenta a possibilidade de vender mais e diminui os índices de rejeição.

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