Como a inteligência de dados pode contribuir para a cultura ESG?

A inteligência de dados é fundamental para que as empresas consigam assumir e cumprir seus compromissos ambientais, sociais e de governança.

Como a inteligência de dados pode contribuir para a cultura ESG?

Muito se ouve falar sobre ESG, pois ele pode ajudar na transformação dos negócios e vem influenciando as tomadas de decisões e estratégias de investimentos em organizações por todo o mundo. Ainda mais nos últimos meses, quando se tornou uma constante ouvir que a chave para superar os desafios de investimentos e relatórios ESG está na governança de dados e nos recursos baseados em Inteligência Artificial (IA).

Afinal, com as milhares de informações disponibilizadas todos os dias na internet, que podem mudar a realidade e o rumo das empresas positivamente, a má exploração na análise das mesmas pode ser um problema. Mas, quando usadas ​​corretamente, podem abrir caminho para aceleração, escala e inovação. E, para tal, a inteligência de dados e a estratégia ESG precisam ser capazes de fornecer informações adequadas, padronizando os indicadores.

Inteligência de dados

Se bem aplicado, o ESG gera valor para a organização, com base na preocupação com questões ambientais, sociais e de governança corporativa, mas, enquanto existir dispersão entre as diversas formas de olhar o impacto ESG, será muito cedo para poder confiar em um algoritmo de decisão de investimentos.

Para entender melhor acerca do assunto, acompanhe esse artigo e descubra os pontos aos quais as empresas precisam estar atentas para que a inteligência de dados possa, de fato, contribuir para a cultura ESG. Boa leitura!

O que é ESG?

O ESG representa um conjunto de padrões e práticas, com o objetivo de conscientizar uma empresa socialmente, no âmbito sustentável e no bom gerenciamento.

O termo é uma sigla que vem da língua inglesa, formada por três pilares que definem o movimento:

O que é ESG?

Esses três pilares são utilizados como critérios, a fim de entender se uma organização investe e possui sustentabilidade empresarial, abrangendo a perspectiva de análise do negócio mais do que somente seus resultados e métricas financeiras.

O ESG é a validação de que uma empresa possui consciência do seu papel como empregadora e agente social. Ou seja, serve como um certificado que atesta se um determinado negócio entende a influência que exerce na sociedade, causando impactos positivos e/ou negativos em todo o seu ecossistema de relacionamento.

Pilares ESG

Os pilares do ESG possuem diferentes critérios, cada um com significado e diretrizes próprias, que dependem muito do contexto e particularidade do setor onde a empresa está inserida. De maneira geral, eles consistem em:

Ambiental

A letra E na sigla significa environmental, em inglês, ou ambiental em português determina todas as práticas de uma empresa em prol da preservação do meio ambiente e seu engajamento a favor de diferentes assuntos, como:

  • Aquecimento global;
  • Poluição do ar e da água;
  • Biodiversidade;
  • Desmatamento;
  • Eficiência energética;
  • Gestão de resíduos e recursos;
  • Escassez de água.

Ações e iniciativas ESG que as empresas podem fazer:

  • Desenvolver e/ou utilizar embalagens recicláveis, que poluem menos o meio ambiente;
  • Utilizar materiais reciclados no escritório e digitalizar o que for possível para reduzir o consumo de recursos da natureza, como o papel;
  • Obter energia elétrica a partir de fontes renováveis e que não emitam poluentes, como a eólica e a solar;
  • Fazer a destinação correta de resíduos.

Social

No âmbito social, há uma grande variedade de questões a serem consideradas. Nesse sentido, é muito importante entender como uma empresa preza e contribui pelo bem-estar de seus funcionários, por exemplo. Normalmente, os principais pontos analisados nesse quesito são:

  • Satisfação dos clientes;
  • Proteção de dados e privacidade;
  • Diversidade e inclusão na equipe;
  • Engajamento dos funcionários;
  • Transparência no relacionamento com fornecedores;
  • Relacionamento com a comunidade em que está inserida;
  • Respeito aos direitos humanos e às leis trabalhistas.

Ações e iniciativas ESG que as empresas podem fazer:

  • Permitir que as mulheres conciliem carreira com maternidade, oferecendo melhores condições;
  • Aplicar a cultura de feedback e diálogo entre colaboradores e líderes;
  • Realizar projetos sociais com a comunidade local;
  • Promover grupos de diversidade e inclusão dentro da empresa.

Governança

Os critérios relacionados à governança estão relacionados à maneira como uma determinada empresa é administrada pelos seus gestores e diretores. Ou seja, a avaliação busca compreender se a gestão executiva e o conselho administrativo atendem aos interesses de diferentes partes da organização: funcionários, acionistas e clientes. Os principais pontos são:

  • Composição do conselho;
  • Estrutura do comitê para a realização de auditorias;
  • Conduta corporativa;
  • Remuneração dos colaboradores;
  • Relação com entidades do governo e políticos;
  • Criação de um canal para denúncias.

Ações e iniciativas ESG que as empresas podem fazer:

  • Contratar e fazer parceria com fornecedores e/ou colaboradores terceirizados que tenham integridade;
  • Ter uma organização hierárquica bem definida, com cargos e funções determinados;
  • Ser transparente com todas as pessoas, tornando pública suas principais informações.
Cultura ESG

O que é inteligência de dados?

Atualmente, existem inúmeras ferramentas e plataformas disponíveis para coletar e analisar o grande volume de informações. Também conhecida como data intelligence, a inteligência de dados trata de tirar insights, planejar soluções inteligentes para o negócio e tomar decisões estratégicas, sendo essencial para qualquer empresa, pois é responsável por fornecer informações relevantes sobre os concorrentes, público-alvo, além das tendências do mercado.

O segredo para o sucesso da inteligência de dados é a organização das informações, para simplificar as análises e aumentar o potencial da descoberta de mais insights. Usar esses dados evita achismos, garante o embasamento nas decisões e, consequentemente, mais chances de obter sucesso.

Utilizar a inteligência de dados não é uma escolha, mas sim uma necessidade, pois todas as empresas consolidadas no mercado adotam a prática pelos benefícios que agregam ao negócio.

Isso porque vivemos em um cenário dinâmico, em que as coisas não param de evoluir. Além disso, as organizações aderem às transformações digitais e, em paralelo, o comportamento dos consumidores também se modifica. Por isso, tomar decisões baseadas em informações relevantes, atualmente, é a estratégia mais assertiva.

Nesse processo de transição para o digital das empresas, elas buscam facilitar o trabalho de gestão em diversos sentidos. Isso porque, além das tecnologias que passam a fazer parte da produtividade, também há o grande volume de dados que evolui todos os dias, carregado de insights importantíssimos para qualquer negócio, e que precisa ser analisado cuidadosamente.

Relação da inteligência de dados com a ESG

Os investimentos em ESG vêm crescendo e repercutindo nas empresas e instituições financeiras, aumentando a demanda dos investidores por aplicações que sigam critérios ambientais, sociais e de governança. Essa demanda tem sido acompanhada por um aumento expressivo na captação de fundos e criação de medidas regulatórias nesse segmento.

Mas medir o impacto da sustentabilidade dos investimentos não é algo simples, pois, junto a eles, há os benefícios na seleção de ativos com potencial de maior geração de retornos em longo prazo, diminuição de riscos e menor custo de capital para as empresas. Logo, para implementar uma estratégia ESG com precisão, é necessário que isso seja feito com excelência e ferramentas que, em muitos casos, não são acessíveis a todos os gestores.

A inteligência de dados envolvida por trás das análises ESG mais avançadas requer a combinação de abordagens quantitativas e qualitativas, alto nível de engajamento do gestor com as empresas e uma postura dinâmica voltada para a geração de valor no futuro. Desse modo é possível obter retornos consistentes.

Segundo pesquisa realizada pela fintech Toro Investimentos, as empresas com boas práticas ESG correm menos riscos de enfrentarem problemas jurídicos, trabalhistas, fraudes e sofrer ações por impacto ao meio ambiente. Ainda de acordo com o estudo, essas companhias são mais responsáveis, eficientes e tendem a ser mais perenes.

No entanto, apesar dos inúmeros benefícios, um dos maiores desafios encontrados pelas corporações hoje em dia está na gestão do ESG. Isso porque capturar, organizar e analisar dados sobre diferentes iniciativas, com públicos, impactos e objetivos diversos, é imprescindível para garantir a assertividade das ações, promovendo a gestão do ESG de ponta a ponta.

E é aí que a tecnologia tem feito a diferença, contribuindo para que as empresas entendam como estão na jornada de adoção das práticas e também ajudando a evoluírem em cada um dos pilares.

Para representar e hierarquizar essas iniciativas de ESG, a ferramenta mais utilizada é a matriz de materialidade (processo de conhecimento dos temas mais importantes para a empresa, sempre baseado na estratégia de negócio e também na percepção dos stakeholders sobre os impactos, avaliando e analisando cada assunto para minimizar custos e elevar a participação da organização no mercado).

Ela é complementar aos relatórios anuais de sustentabilidade (GRI – Global Reporting Initiative), que trazem indicadores ambientais, sociais e econômicos dentro das empresas. Além disso, a materialidade é o princípio que determina quais tópicos relevantes são suficientemente importantes para o relatório.

A importância da tecnologia na cultura ESG

A tecnologia contribui para o desenvolvimento sustentável, principalmente quando aliada a soluções inovadoras para a mensuração de dados e informações. Ela auxilia na estruturação, organização e no acesso às informações que ajudam na tomada de decisão.

Com ações ESG cada vez mais céleres, realizar relatórios anuais que apenas retratam apenas o passado não são mais viáveis, pois é preciso transformar dados em informações em tempo real, permitindo a visibilidade, acompanhamento e identificação de perdas e de oportunidades.

A adoção de tecnologias como inteligência artificial, machine learning, deep learning e armazenamento em nuvem tem sido grandes aliadas para um correto acompanhamento da matriz de materialidade, possibilitando não apenas o acesso aos dados da própria empresa como também das médias das iniciativas de ESG adotadas pela concorrência. A partir da geração dessas informações, as empresas podem ajustar suas métricas, estabelecendo requisitos mínimos e máximos para suas práticas.

Os consumidores estão cada vez mais informados e exigentes, demandando que as empresas assumam e cumpram seus compromissos ambientais, sociais e de governança. Por isso, fazer uma gestão unificada, integrada e inteligente do ESG é fundamental. E a tecnologia é um dos pilares que traz ainda mais facilidade a essa prática, ampliando as possibilidades para que seu negócio se mantenha em dia.

Por isso, como você pôde ter notado ao longo do artigo, fazer uma gestão unificada, integrada e inteligente do ESG, além de apenas como estratégia de marketing, vem se tornando, cada vez mais, fundamental para os negócios. E, para usar, coletar, analisar e mensurar os dados com inteligência e se destacar no mercado, a Digital House pode ajudar você!

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