Back-end: o que é, para que serve e como aprender?

Está em dúvida sobre qual caminho seguir dentro da programação? Então este artigo sobre tudo o que você precisa saber sobre back-end, parte da arquitetura, pode clarear suas ideias.

Back-end: o que é, para que serve e como aprender?

Sempre que buscamos esse tema na internet, o resultado vem com milhares de artigos que falam de back-end e front-end em uma única tacada. E realmente ambas as linguagens são utilizadas e se complementam para o desenvolvimento de softwares, sites ou aplicativos.

Entretanto, cada uma dessas áreas foi ganhando complexidade com o tempo, havendo um mundo inteiro de peculiaridades, informações e aprendizados criando dezenas de diferenças entre back-end e front-end. Por isso, nesse artigo vamos falar só sobre back-end.

O que é back-end?

Antes de falar sobre back-end, precisamos explicar sobre a arquitetura cliente-servidor. Esse modelo pressupõe dois agentes: o chamado client-side envolve linguagens processadas pelo navegador do usuário. Já o server-side faz referência ao que é processado no servidor, por meio de diferentes linguagens.

Apesar de diferentes, os dois lados precisam trabalhar juntos para garantir a usabilidade do site e uma navegação amigável. Nesse contexto, a programação back-end está associada ao server-side.

O desenvolvimento back-end cuida das engrenagens de uma aplicação web, criando códigos para que as funções do site sejam executadas. Como o próprio nome sugere, é um trabalho de bastidores.

Além de envolver linguagens de programação distintas do desenvolvimento front-end, aqui também são envolvidos bancos de dados, responsáveis por processar as informações recebidas.

Para que serve o back-end?

Simples processos, como buscas ou ações mais complexas, como compras de um site é realizado a partir do processamento de dados no servidor, que busca e seleciona as informações. Tudo isso acontece no back-end e é responsabilidade do desenvolvedor fazer com que essas informações sejam encontradas.

Os usuários não têm acesso direto a esses dados, que são requisitados em linguagens de programação como PHP, Python e Ruby. Neste contexto, o front-end é responsável pela interface gráfica e a maneira como todas essas informações são exibidas.

O que faz um desenvolvedor back-end?

O desenvolvedor back-end é responsável por manter o funcionamento dos websites e fazer com que os usuários possam interagir com a parte visual. Mesmo que eles não vejam o que é feito a olho nu, esse profissional coordena todas as tarefas relacionadas com códigos e linguagens de programação.

Entre as principais tarefas dos desenvolvedores back-end, temos:

➜ Fazer o domínio para sistemas operacionais de servidores;

➜ Analisar informações, relatórios de falhas, dados e estatística dos sites;

➜ Atuar com linguagens específicas, como Python, PHP, JavaScript e Ruby;

➜ Aplicar técnicas de segurança nos sites.

➜ Criar banco de dados e integrá-los com outras aplicações.

O profissional back-end trabalha pensando em como tornar a experiência do usuário mais intuitiva e rápida. No entanto, antes de se aventurar nesse universo, é preciso estudar alguns conceitos e escolher uma linguagem de programação. Acompanhe os próximos dois tópicos e entenda a importância.

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O que estudar para back-end?

Para aprender a ser um desenvolvedor back-end, você precisa estar familiarizado com alguns conceitos e áreas de conhecimento. Além de saber programar utilizando linguagens específicas, é preciso também se aprofundar em servidores, banco de dados, conhecer APIs, escalabilidade e segurança. Veja abaixo:

Servidor

É onde as operações back-end acontecem, podendo ser um software ou um computador central. Existem diversos tipos de servidores, como DNS, Proxy e FTS, e é papel do desenvolvedor conhecê-los.

Banco de dados

As informações da aplicação ficam armazenadas em um banco de dados que funciona como uma grande e inteligente memória. É ele que recebe uma busca, aceita, encontra e "responde" para o site. A principal base de dados hoje é a MySQL, por ser a mais popular.

API

A sigla, em inglês, quer dizer Application Programming Interface. Ou, em tradução livre, Aplicação de Interface de Programação. A API tem o papel de conectar dois sistemas por meio de uma linguagem de programação comum. Por exemplo, fazendo com que aplicações, base de dados e serviços consigam se comunicar, evitando, assim, programações complexas e cansativas.

Escalabilidade

Esse pode ser considerado um dos conceitos mais importantes do desenvolvimento back-end, pois leva em consideração constantes adaptações que precisam ser feitas por causa de mudanças tecnológicas, maior tráfego de dados e até novos códigos.

Segurança

Por fim, a segurança de uma aplicação é trabalhada no desenvolvimento back-end, para que esta não seja vulnerável a simples ataques.

Quais são as linguagens de programação para back-end?

Entre as linguagens mais populares para desenvolvimento back-end e soluções voltadas para web estão o HTML, CSS, PHP, Python (muito utilizada também para análise de dados) e Ruby.

HTML e CSS

Essas duas linguagens de programação são muito recomendadas para quem está começando como desenvolvedor front-end, mas também é recomendado o conhecimento delas antes de se aventurar no universo do back-end.

PHP

Usado majoritariamente em páginas na web, a linguagem PHP é muito útil para incluir funções a uma página, algo que o HTML não seria capaz de suportar. Ela também integra informações da página a um banco de dados MySQL.

Python

Uma das mais simples de se aprender, a Python continua sendo uma das linguagens mais populares do mercado, mesmo que tenha sido lançada há quase 30 anos. É um dos códigos de leitura mais fácil e bastante utilizado para desenvolvimento web e machine learning.

Ruby

É uma linguagem orientada a objetos que possui uma sintaxe semelhante a outras linguagens de programação. Como o Java e C, ela tem suporte para Windows, Mac e Linux.

Agora que já sabe o que é back-end, para que serve e o que precisa para ser um desenvolvedor na área, você já pode investir em um bom curso, que ensinará tudo sobre essa área, assim como o front-end.

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Além deste curso, você pode conferir, também, o de Desenvolvimento Web Full Stack, desenvolvido e voltado para a criação de websites ou sistemas web, tanto em front-end ou back-end, a partir de diferentes tipos de linguagens de programação. Sem dúvida, uma carreira muito promissora no mercado de trabalho.

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