Arquitetura da informação: entenda o que é, sua relação com UX e suas principais metodologias

Arquitetura da informação: entenda o que é, sua relação com UX e suas principais metodologias

No dia a dia, estamos absorvendo informações o tempo todo e, talvez você não perceba, mas todas as boas experiências de navegação pela internet possuem a arquitetura da informação por trás delas. Se não fosse por ela, talvez fosse impossível uma interação assertiva entre um usuário e a página que ele está visitando.

Mas por que isso acontece? Existe um estudo de toda a estruturação de conteúdos, para que as pessoas possam absorver informações da melhor maneira. Isso vale para websites, aplicativos, softwares e até para o nosso dia a dia.

Isso ainda não é uma realidade no seu negócio? Calma, nós vamos te ajudar. Acompanhe este artigo e entenda tudo sobre esse conceito e a sua importância no desenvolvimento de projetos pensados em proporcionar a melhor experiência do usuário.

O que é arquitetura da informação?

Arquitetura da informação (information architecture) ou AI, como também é conhecida, é um processo cujo principal objetivo é ajudar pessoas, clientes ou usuários a encontrar as informações que procuram de maneira assertiva. Isso se aplica ao campo digital, físico ou até mesmo em produtos.

No processo, ocorre a organização de todos os elementos de uma página, aplicativo ou softwares. Toda a estruturação e disposição de conteúdos, imagens e outros tipos de formatos são posicionados de forma estratégica, tornando tudo o mais compreensível possível.

O profissional de AI, que pode ser um designer, um produtor de conteúdo, especialista em SEO ou um desenvolvedor, é também um pesquisador. Ele deve ser capaz de identificar as reais necessidades e características da persona que irá ter contato com seu projeto de interface e solucionar da melhor forma todos os seus problemas.

Sendo assim, no campo digital, que também inclui o UX, a arquitetura da informação possui uma importância muito grande. Vivemos uma constante revolução tecnológica e, cada vez mais empresas, aplicam a transformação digital em seus processos. Sendo assim, a AI entra como um fator imprescindível na organização dos conteúdos da interface de cada uma delas.


Para que serve a arquitetura da informação?

Até aqui, entendemos que a arquitetura da informação representa o processo de organização de todos os elementos de uma página na internet, seja um aplicativo, uma simples interface ou um software, com o objetivo de favorecer a experiência do usuário, facilitando localizar o conteúdo desejado pelo visitante, de maneira assertiva.

Desde o surgimento da internet até os dias atuais, são milhares de informações disponíveis na rede, que crescem constantemente todos os dias. A AI entra com o objetivo de tornar simples o que é complexo, fazendo com que um determinado usuário se situe melhor dentro de um contexto.

E quanto melhor for essa experiência, mais tempo ele permanece ali, conhecendo determinados produtos ou serviços. E as chances dele se tornar um lead também só aumentam.

Sendo mais direto e específico, um site pode até ser lindo, mas se for confuso, lento, de difícil navegação e sem estudo de público, vai afastar as pessoas, pois ninguém terá vontade de perder tempo em sua navegação.

Por outro lado, quando acessamos uma página e conseguimos entender onde estamos e encontrar o que procuramos rapidamente, certamente é porque profissionais de AI desenvolveram um bom serviço.

Hoje em dia, ainda existem muitos gestores e empresários que ignoram a importância da arquitetura da informação em sua empresa, devido ao investimento ou até mesmo por não entender o seu conceito.

E falando em investimento, sim, é preciso dispor de tempo e dinheiro para dar início ao processo, mas o retorno positivo e o impacto nos resultados da empresa faz com que tudo valha a pena.

Como fazer a arquitetura da informação?

Para fazer a estruturação de diferentes informações em uma interface, existem 4 metodologias da arquitetura da informação que podem ser aplicadas. Lembrando que, independentemente da escolha, antes de aplicá-las é preciso ter bem definido qual é o seu nicho de mercado e quem é o seu público-alvo. Somente assim, o resultado será assertivo. Confira as 4 opções:

Hierarquização

Essa é uma metodologia de organização de um banco de dados e informações por meio de uma hierarquia. São diferentes tipos de referências, como do mais barato ao mais caro; por relevância, do menor para o maior, entre outros.

Com essa aplicação, os usuários têm a compreensão exata da relação entre os conteúdos da tela, facilitando a navegação.

Wireframes

Os wireframes são protótipos em que há demonstrações, podendo ser interativas ou não, de como o usuário vai visualizar as informações disponíveis em uma interface digital, além de suas hierarquias e conexões entre as diferentes telas e seções de um projeto.

Ao utilizar a metodologia, todos os envolvidos no projeto conseguem chegar a uma conclusão mais assertiva sobre a melhor forma de estruturação de conteúdos, servindo também de referência para os demais profissionais envolvidos que precisam criar os entregáveis, como designers, desenvolvedores, entre outros.

Taxonomia

A taxonomia é uma metodologia de agrupamento de conteúdos e ações, de acordo com seus significados. Neste contexto, é importante estruturar a informação na forma de um organograma, sendo seus desdobramentos um mapa do site, agrupando peças de informação e criando relação entre os itens das estruturas.

Inventário de conteúdo

Essa metodologia é uma ótima alternativa quando o número de informações de uma página é muito alto. No processo, você deve fazer uma lista com tudo o que existe na página, sejam textos, fotos, documentos ou quaisquer outros tipos de formato.

Normalmente, trata-se de uma planilha com o título, link (no caso de páginas web), descrição e outras observações relevantes sobre os componentes. A técnica é ótima para ajudar a organizar a hierarquia e a taxonomia, além de evitar problemas de conteúdo duplicado no seu projeto.

Como a arquitetura da informação influencia no UX do seu produto?

No desenvolvimento de um site, aplicativo ou software, investir em um design focado em proporcionar a melhor experiência do usuário é crucial para o sucesso de um negócio. Isso envolve o empenho e esforço de profissionais de diferentes áreas, o que pode gerar confusão em relação ao domínio de cada campo. Um dos maiores exemplos é justamente a AI e UX.

A primeira coisa que devemos compreender é que arquitetura da informação e UX são áreas diferentes, mas que devem conversar obrigatoriamente em um mesmo projeto. Os profissionais de AI constroem toda a fundação estrutural, para que o profissional de UX possa dar continuidade.

Todas as informações e conteúdos são deixados da maneira mais compreensível de se utilizar e o UX. A partir de tudo isso, cria o modelo de interação digital para o público. São áreas bastante complementares entre si.

Agora que você já conhece o que é arquitetura da informação e a sua relação com o UX, deve saber também que a Digital House tem o curso de Experiência do Usuário (UX), que forma especialistas na área, incluindo também as habilidades para a construção de estruturas de AI em projetos.

As aulas são feitas por grandes profissionais do mercado, dinâmicas e 100% ao vivo. Além disso, os alunos podem fazer o curso de Gestão de Carreira gratuitamente e participar de feiras de recrutamento exclusivas (Recruiting Day).

Baixe o programa do curso e inscreva-se agora mesmo, garantindo o seu sucesso profissional em uma área tão aquecida no mercado de trabalho. Em meio ao cenário apocalíptico de 2020, uma pesquisa trouxe uma informação quase inesperada: o mercado de UX não foi afetado pela crise econômica. Muito pelo contrário, o panorama é de pleno emprego e aumentos salariais.

Gostou deste artigo? A hierarquização da informação é importante, assim como a análise dela. Entenda como fazer uma boa análise de dados e ter insights para a melhor tomada de decisões em uma estratégia.

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