DH Alunos: como deixei o jornalismo para me encontrar na área da programação

DH Alunos: como deixei o jornalismo para me encontrar na área da programação

O convite de compartilhar sua experiência com a gente dessa vez foi feito para a Stephanie Vapsys! De jornalista para a área de programação, nossa ex-aluna comenta como tomou a decisão de explorar o mundo dos códigos (e a grande surpresa que foi esta jornada).

Como fui do emprego dos sonhos de qualquer pessoa para a área de programação

Por mais de quatro anos eu escutei que tinha o emprego mais legal de todos! E por muito tempo também achava isso. Eu era jornalista gastronômica e, sim, fazia parte da minha rotina conhecer restaurantes maravilhosos, viajar para lugares incríveis (e outros nem tanto), conversar com chefs estrelados e isso tudo de fato era bem legal, não vou mentir.

Desde que entrei na faculdade de jornalismo, o sonho era esse: trabalhar com gastronomia, afinal, não tem nada mais prazeroso no mundo do que falar sobre comida, né? Mas entre roteiros de onde comer o melhor lámen em São Paulo ou experimentando todos os pratos possíveis com carne de jacaré, veio o questionamento: “e depois?”.

E depois?

É mentira dizer que cansei do jornalismo e das comidas, mas percebi que depois que a gente realiza o tal sonho do “emprego ideal”, a vida continua. E foi aí que fui atrás de alguns trabalhos de freelancer para juntar algum dinheiro.

Sempre gostei de design e tecnologia e durante toda a faculdade de jornalismo fui a garota que cuidava da parte de publicar as reportagens em sites.

Então, por indicação de uma professora, comecei a montar layouts no Wix para ajudar grupos de jornalismo que queriam publicar seu TCC de maneira criativa. E foi assim, meio sem querer, que nasceu meu interesse por desenvolvimento.

Eu não gostava de me limitar a layouts e temas pré-prontos, queria criar algo do zero, mas não sabia como. Até que eu descobri o programa de bolsas #MaisMulheresnaProgramação da Digital House.

#MaisMulheresnaProgramação

Me inscrevi e quase desisti ainda no processo seletivo. Não entrava na minha cabeça que eu precisar entender o que é array para criar botões, pop-ups e seções em sites. Mas depois de quase um mês e muita ajuda, consegui concluir os exercícios e passei na entrevista!

Comecei meu curso no fim de outubro e em pouco tempo tudo começou a mudar! O curso exige muita dedicação e isso para quem trabalha significa abrir mãos de noites e fins de semanas e mesmo assim nem sempre o tempo era suficiente. Por um bom tempo fiquei em dúvida se o esforço estava valendo a pena, até porque não era meu desejo abandonar totalmente a comunicação. Foi então que tive a oportunidade de participar dos encontros da Mentoria de Carreira, que foi muito importante para me fazer entender que você não precisa escolher um só caminho na sua carreira.

O Projeto Integrador para a área de programação

Então, em março desde ano tomei a decisão de me dedicar integralmente aos estudos em desenvolvimento. Mal sabia eu que duas semanas seria decretado pandemia.

De repente eu me vi 100% do tempo em casa estudando códigos e mais códigos. Foi na fase final, já tendo aulas remotas, que percebi que o que professores falavam desde o início era verdade: “você só aprende mesmo na hora de fazer”. E é para isso que serve o Projeto Integrador.

Em desenvolvimento, muitas dúvidas vão além do que é ensinado em aula. Tem erro que você só descobre quando aparece e são horas para resolver. Teve momentos de raiva, de choro, um leve desespero no final, mas a sensação de entrega o Projeto Integrador é maravilhoso!

Claro, acredito que nenhum grupo realmente consegue entregar um sistema inteiro totalmente pronto, até porque em desenvolvimento você nunca realmente termina um projeto. Sempre dá para melhorar alguma funcionalidade ali ou aqui. Mas só de ver aonde você conseguiu chegar é muito satisfatório.

E é mentira dizer que você vai sair da DH se sentindo pronto para desenvolver qualquer sistema e ir atrás das melhores vagas. Para mim, a escola serviu de pontapé inicial.

Depois da DH

Desde então já fiz outros cursos, conheci outras linguagens de programação, entendi o que eu gosto e o que eu não gosto e qual caminho seguir. Nessa área, você nunca para de estudar.

Em julho, praticamente um ano após me matricular no processo seletivo da DH, consegui minha primeira oportunidade na área. É engraçado pensar o tanto que aprendi em tão pouco tempo.

Sempre me pego pensando no dia que abri o Mumuki (antigo sistema de exercícios da DH) pela primeira vez e pensei: “será que eu consigo?”. Para você que está se perguntando a mesma coisa, vá em frente!

Leia mais no blog DH:

+ Minha primeira linguagem de programação: como escolher?

+ Primeiros passos no Git: o que eu preciso saber?

+ Pague só quando possuir renda: conheça o modelo ISA da DH

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