Análise heurística em UX Design: como fazer uma inspeção na usabilidade do produto

Análise heurística em UX Design: como fazer uma inspeção na usabilidade do produto

Há algum tempo quase tudo que fazemos tem a ajuda de um computador ou de um smartphone.

Desde a escolha do programa de fim de semana ao uso das planilhas mais complexas de cálculo. Desde a localização exata daquela balada marota até a chamada de um carro para te levar de volta para casa, passando pelo pagamento do consumo naquele local.

Todos esses sistemas, sites e aplicativos que facilitam (e muito) a nossa vida, são desenvolvidos por equipes multidisciplinares que pensam cada detalhe para que você tenha a melhor experiência possível, fique satisfeito e volte a utilizá-lo.

Os profissionais responsáveis pela criação das experiências dos aplicativos e sites que usamos são os UX Designers. Muitos pontos precisam ser levados em consideração para atender uma quantidade quase que infinita de necessidades das pessoas.

Visando facilitar a criação desses sistemas, são utilizadas boas práticas que vão além da estética das interfaces. Aprenda mais sobre elas com o Andre Malaquias, professor de UX Design da DH!

O que é análise heurística?

Para avaliar a qualidade da usabilidade de qualquer sistema, ou seja, se está fácil de usar aquele aplicativo diário, é utilizada uma técnica chamada Análise Heurística.

As 10 heurísticas de Nielsen são as mais difundidas entre os designers e foram desenvolvidas há 25 anos por um profissional chamado Jacob Nielsen.

Conheça as 10 aplicações da análise heurística nos projetos

Abaixo a descrição de cada heurística e como elas impactam no design e na compreensão das interfaces.

Visibilidade do status do sistema

O design deve sempre manter os usuários informados sobre o que está acontecendo, por meio de feedback apropriado dentro de um período de tempo razoável: 10 segundos é o tempo limite para manter a atenção do usuário focada.

Quando os usuários sabem o status atual do sistema, eles aprendem o resultado de suas interações anteriores e determinam as próximas etapas. As interações previsíveis criam confiança no produto e também na marca.

Combinação entre o sistema e o mundo real

O design deve falar a linguagem dos usuários. Use palavras, frases e conceitos familiares ao usuário. Siga as convenções do mundo real, fazendo com que as informações apareçam em uma ordem natural e lógica.

Termos, conceitos, ícones e imagens que parecem perfeitamente claros para você e seus colegas podem ser estranhos ou confusos para seus usuários.

Quando um projeto segue as convenções do mundo real e correspondem aos resultados desejados (chamados de mapeamento natural), é mais fácil para os usuários aprenderem e lembrarem como a interface funciona. Isso ajuda a construir uma experiência intuitiva.

Saídas claramente demarcadas

Os usuários costumam realizar ações por engano. Eles precisam de uma "saída de emergência" claramente marcada para deixar a ação indesejada sem ter que passar por um longo processo.

Quando é fácil para as pessoas desistir de um processo ou desfazer uma ação, isso fomenta um senso de liberdade e confiança. As saídas permitem que os usuários permaneçam no controle do sistema e evitem travar e se sentir frustrado.

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Consistência

Os usuários não devem se perguntar se palavras, situações ou ações diferentes significam a mesma coisa.

Um mesmo comando ou ação deve ter sempre o mesmo efeito.

A mesma operação deve ser apresentada na mesma localização e deve ser formatada/apresentada da mesma maneira para facilitar o reconhecimento. Isso reduzirá a carga cognitiva do usuário.

Prevenção de erros

Boas mensagens de erro são importantes, mas os melhores designs evitam cuidadosamente a ocorrência de problemas. Identifique e elimine qualquer situação que possa levar o usuário ao erro. Geralmente os erros são conscientes e baseados em uma incompatibilidade entre o modelo mental do usuário e o design.

Minimizar a sobrecarga de memória do usuário

Torne os elementos, ações e opções visíveis. O usuário não deve ter que se lembrar de informações de uma parte da interface para outra.

As informações necessárias para usar o design (por exemplo, rótulos de campo ou itens de menu) devem ser visíveis ou facilmente recuperáveis ​​quando necessário.

Os humanos têm memórias de curto prazo limitadas. As interfaces que facilitam o reconhecimento reduzem a quantidade de esforço cognitivo exigido dos usuários.

Atalhos

Disponibilize atalhos para que usuários experientes executarem as operações mais rapidamente. Abreviações, teclas de função, duplo clique no mouse, função de volta em sistemas hipertexto podem ajudar. Tudo isso facilidade a usabilidade.

Atalhos também servem para recuperar informações que estão em um outro ponto da navegação a partir da interface principal.

Diálogos simples e naturais

As interfaces não devem conter informações irrelevantes ou raramente necessárias. Cada unidade de informação em uma interface compete com as unidades relevantes de informação e diminui sua visibilidade relativa.

Garanta que o conteúdo e o design visual estejam focados no essencial. Certifique-se de que os elementos visuais da interface apóiem ​​os objetivos principais do usuário.

Boas mensagens de erro

As mensagens de erro devem ser em linguagem simples (sem códigos de erro), indicar precisamente o problema e sugerir uma solução de forma construtiva.

Devem também devem ser apresentadas com tratamentos visuais que ajudarão os usuários a perceber e reconhecê-las.

Ajuda e documentação

É melhor se o sistema não precisar de nenhuma explicação adicional. No entanto, pode ser necessário fornecer documentação para ajudar os usuários a entender como concluir suas tarefas.

O conteúdo da ajuda e da documentação deve ser fácil de pesquisar e focado na tarefa do usuário. Seja conciso e liste as etapas concretas que precisam ser executadas.

Qualquer sistema pode e deve ser construído com uma boa usabilidade, para isso, além das heurísticas citadas acima, leve em consideração também o contexto de uso, o setor de atuação, e principalmente, pesquisas com usuários. Com isso será possível encontrar outros tipos de heurísticas bem como desenvolver as próprias heurísticas do projeto.

Você pode aprender UX Design na prática

É fazendo que a gente aprende, e por isso, esta é uma das máximas do curso de UX Design da Digital House. Ao longo das aulas você participa de exercícios, projetos, e desenvolve as habilidades que um UX Designer precisa ter.

E mais, ao final do curso você conta com um portfólio de UX para apresentar ao mercado!

Leia mais no blog DH:

+ Como começar em UX Design

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