Como aplicar acessibilidade no UX Design de forma clara e assertiva

Como aplicar acessibilidade no UX Design de forma clara e assertiva

Para quem leu o título e começou a pensar sobre o assunto, pode estar se questionando: “O que é a acessibilidade no UX Design?” e/ou “Por onde eu começo para entender mais sobre isso?”. Calma. Nós vamos te ajudar a entender melhor o tema e mergulhar nesse mundo empático e necessário.

A acessibilidade é uma pauta presente em diversas áreas do mercado, e no UX Design ainda é uma realidade carente de informações e instruções técnicas. Entenderemos neste artigo que UX e acessibilidade deveriam estar constantemente juntas.

Muita gente também deve imaginar que essa acessibilidade é direcionada para um determinado público, como pessoas com deficiência física, mas não é bem assim! A acessibilidade é para todos, ninguém fica pra trás.

O que é acessibilidade no UX Design?

Acessibilidade no UX Design, como o próprio nome mostra, é a promoção do acesso digital aos conteúdos para todas as pessoas, por meio do estudo de sua melhor interface.

Seja áudio, vídeo, podcast ou texto, os conteúdos devem estar disponíveis para qualquer pessoa, independentemente de limitações que possam ou não ter. Todos possuem os mesmos direitos e devem ser incluídos. Vale escutar nosso podcast sobre acessibilidade!

Aliás, não podemos deixar de compartilhar que agora o DH Cast é acessível :) Os episódios do podcast da Digital House estão transcritos na biblioteca DH!

Banner que convida os leitores a acessarem um material sobre as áreas do ux design

Regras de acessibilidade: quais as boas práticas?

O cenário da acessibilidade em produtos digitais ainda é muito excludente. Muitas pesquisas apontam isso, inclusive para os aplicativos, plataformas e produtos mais baixados e utilizados hoje em dia.

Um grande player do setor de tech, por exemplo, já foi processado por pessoas que possuem deficiências visuais pela falta de acessibilidade em seus sites, por exemplo.

Acessibilidade não é somente ser hype

Isso levanta a questão do: "o que é hype?".

Atualmente observamos as grandes marcas se posicionando em relação à acessibilidade. Será que realmente lutam pela causa e a colocam em prática?

Se pesquisarmos na internet, podemos encontrar, por exemplo, vagas de emprego de grandes empresas, para deficientes. Isso é ótimo, mas, muitas das vezes, elas estão em sites não acessíveis, o que é contraditório.

Com certeza, essa não é uma boa prática e não é bem vista aos olhos da sociedade, já que as comunidades sempre se comunicam e a reputação de uma marca muda da água pro vinho em pouquíssimo tempo.

Não deixar ninguém para trás

Inclusão e empatia são as palavras principais quando pensamos nas regras de acessibilidade. Não é especificar as coisas para um público, mas sim não deixar ninguém para trás.

Podemos entender isso como a construção de rampas como alternativas para o uso de escadas, por exemplo. As pessoas, primeiramente, imaginam que aquilo foi feito para cadeirantes, mas e aquela mãe que carrega um carrinho de bebê ou o jovem que está usando muletas porque sofreu uma fratura?

Acessibilidade é o tempo todo

Implantar acessibilidade não é algo da noite para o dia. Não é somente quando um produto está finalizado e pronto. É uma jornada que deve ser iniciada desde a prototipagem do processo e pensado para sempre, por meio de um constante acompanhamento, pois a tecnologia sempre está avançando e aprendemos coisas novas o tempo todo.

Isso agrega valor para a empresa, não só em retornos financeiros, mas em todos os sentidos.

4 exemplos de acessibilidade no UX Design:

Como colocar tudo isso em prática nas interfaces digitais? Como fazer acessibilidade? Antes de colocarmos os exemplos, é necessário humanizar as pessoas que possuem deficiência. Essa conscientização é o ponto primordial no mundo da acessibilidade. Conhecer o outro e entender que ele também possui as mesmas vontades, rotinas e emoções que você.

De acordo com a organização mundial da saúde, mais de 1 bilhão de pessoas enfrentam problemas no dia a dia por conta de alguma deficiência auditiva, visual ou motora. Isso sem contar as pessoas que não possuem deficiências físicas, mas necessitam de acessibilidade por diferentes motivos.

Portanto, é necessário pensarmos em maneiras de melhorar a vida dessas pessoas.

Descrição das imagens e produtos

Quando pensamos em acessibilidade no design gráfico, temos que ter preocupação com os deficientes visuais, pois se tratam de imagens e elementos que envolvem esse sentido.

É necessário a descrição das imagens e produtos, de maneira humanizada, transcrevendo cores e sensações também, para que possam ter a sensação em sua forma completa.

Paleta de cores para acessibilidade

Sobre as cores, muitos podem pensar que isso não importa para os deficientes visuais, mas e aqueles que se importam e se preocupam com as combinações quando vão vestir uma roupa? Ou aqueles que entendem os códigos das cores? Ninguém pode ser excluído.

Transcrição de formatos como áudio

Sobre os materiais de áudio, como podcasts, que ficam à disposição nos sites, todos devem possuir transcrição para os que possuem deficiência auditiva. O texto deve ser fiel ao que está sendo dito.

Construção de um site acessível

Ao projetar um site, o HTML deve ser construído de maneira consciente, com botões clicáveis para pessoas com deficiência visual, além de textos claros aos que usam o leitor de tela.

Para as pessoas que não podem usar o mouse ou teclado, a função de comando de voz é perfeita.

Todos merecem ter acesso ao entretenimento, cultura e arte, sem sentir nenhum tipo de distinção, frustração ou enfrentamento de problemas.

A empatia e a inclusão são extremamente necessárias. Se você se interessou ainda mais pelo assunto, a Digital House tem o curso de Experiência do Usuário (UX), que possui em sua grade um módulo específico para acessibilidade.

Confira também a grade completa, com os demais módulos. Baixe o programa do curso para ver a quantidade de coisas bacanas que você pode aprender.

Leia mais no blog DH:

+ Guia de Product Discovery: passo a passo e importância do processo para o seu Produto

+ Etnografia no UX: como entender a relação do consumidor com produtos e serviços

+ Prototipagem: 5 ferramentas de prototipação que você precisa conhecer

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